Saltar para o conteúdo principal da página

Sítio Arqueológico do Castelo de Germanelo - detalhe

Designação

Designação

Sítio Arqueológico do Castelo de Germanelo

Outras Designações / Pesquisas

Castelo do Germanelo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Penela / São Miguel, Santa Eufémia e Rabaçal

Endereço / Local

Monte Germanelo
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Despacho de concordância de 16-05-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 2-05-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 11-12-2017 da DRCC
Devolvido à DRC do Centro por despacho de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC para ajustar a proposta à recomendação da SPAA do Conselho Nacional de Cultura relativa às ZNA
Nova proposta de 12-10-2016 da DRC do Centro
Devolvido em 28-06-2016 à DRC do Centro para reanálise
Proposta de 13-04-2016 da DRC do Centro para a fixação de restrições
Portaria n.º 202/2014, DR, 2.ª série, n.º 51, de 13-03-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 7-12-2001 da DRCoimbra para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 27-12-2000 do vice-presidente do IPPAR
Parecer favorável de 19-12-2000 do IPArqueologia
Proposta de abertura de 24-10-2000 da DRCoimbra
Pedido de parecer de 7-09-200 da CM de Penela sobre a classificação como de IM
Deliberação camarária de 4-09-200 para a classificação como de IM

ZEP

Despacho de concordância de 16-05-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 2-05-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 11-12-2017 da DRCC
Devolvido à DRC do Centro por despacho de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC
Nova proposta de 12-10-2016 da DRC do Centro
Devolvido em 28-06-2016 à DRC do Centro para reanálise
Nova proposta de 13-04-2016 da DRC do Centro
Despacho de 2-07-2014 do diretor-geral da DGPC a enviar o processo à DRC do Centro para reanálise
Despacho de 22-10-2012 do diretor-geral da DGPC a determinar que se conclua o procedimento de classificação, ficando a ZEP para uma fase posterior
Proposta de 19-10-2012 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Constituindo o castelo um dos mais poderosos símbolos que a Idade Média nos legou (BARROCA, 2001, p. 89), o exemplar de Germanelo não poderia deixar de atrair a atenção de viajantes, curiosos e investigadores, motivando o seu estudo por parte de um dos maiores vultos dos estudos patrimoniais portugueses do século XX, João Manuel Bairrão Oleiro (1923-2000), que aí escavou em meados dos anos sessenta.
Erguido na localidade que lhe deu nome, o castelo situa-se numa região particularmente abundante em vestígios de presença humana que remontam à mais alta antiguidade, destacando-se estruturas megalíticas, sobretudo funerárias, a par de edificações datáveis do período da conquista romana que ganhou na zona especial expressão, a julgar (entre outras realidades) pela villa romana do Rabaçal, da mesma freguesia, notável pela profusão e qualidade artística dos mosaicos que exibe. Uma distinção à qual não foi, certamente, estranho o facto de se encontrar nas imediações da importante via romana que ligava localidades tão marcantes na época, como Olisipo (Lisboa) e Bracara Augusta (Braga), no troço que unia Conímbriga a Sellium (Tomar), até Mérida.
Mandado edificar em 1139 por D. Afonso Henriques (1109-1185), o castelo não apenas integrou o sistema defensivo da linha do Mondego, como garantiu a segurança dos trabalhadores cristãos relativamente às sucessivas incursões sarracenas. Além de servir o povoamento cristão da zona, a sua presença conferia apoio militar às terras entretanto reconquistadas, ao mesmo tempo que à expansão do território para Sul, particularmente importante quando "O castelo reflecte uma nova concepção de guerra, onde o controle de um território passava pelo controle das suas estruturas militares." (Idem, Ibidem, p. 91).
Erguido no topo de uma escarpa, com boas condições naturais de defesa e excelente domínio visual sobre a paisagem circundante, dominada por vales acentuados, o castelo desenha um triângulo irregular de vértices arredondados.
Perdendo relevância estratégica após a conquista de Santarém, em 1147, o castelo entrou em decadência, até que, já no século XX, as ruínas foram adquiridas por Salvador Dias Arnaut, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Mandou, então, reconstruir a linha de muralha voltada a Norte (dotada de dezassete ameias), baseando-se, para o efeito, em fontes manuscritas e estudos geológicos e arqueológico, tendo o cuidado de utilizar material pétreo de origem, num exemplo de como as Cartas internacionais de conservação e restauro de património edificado obtinham algum impacte no meio académico nacional. As escavações arqueológicas entretanto conduzidas no local permitiram localizar as antigas portas, assim como a cisterna e fundações residenciais localizadas no perímetro interior (Cf. ARNAUT, S. D., 1982).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

O castelo de Germanelo, Anais da Academia Portuguesa de História

Local

Lisboa

Data

1982

Autor(es)

ARNAUT, Salvador Dias

Título

Penela, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de

Título

Castelos românicos portugueses (séc. XII e XIII), Românico em Portugal e na Galiza, catálogo de exposição, pp. 88-111

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

BARROCA, Mário Jorge