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Teatro da Trindade - detalhe

Designação

Designação

Teatro da Trindade

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Teatro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / Buarcos e São Julião

Endereço / Local

Rua dos Redondos
Buarcos

Número de Polícia: 25-29

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-EL/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 22-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Declaração de rectificação n.º 179/2012, DR, 2.ª série, n.º 28, de 8-02-2012 (por ter saído com incorreções, republicou o anúncio anterior) (ver Declaração
Anúncio n.º 19152/2011, DR, 2.ª série, n.º 244, de 22-12-2011 (só a planta lhe diz respeito, uma vez que o texto é relativo a outro imóvel) (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Despaco de concordância de 26-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Nova proposta de 21-07-2008 da DRC do Centro
Despacho de 30-03-2006 da vice-presidente do IPPAR a devolver o processo à DR de Coimbra para juntar proposta de ZEP
Proposta de 19-03-2004 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Edital N.º 272 de 11-12-2003 da CM da Figueira da Foz
Despacho de abertura de 20-05-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 28-01-2002 da DR de Coimbra para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Pedido de parecer de 19-01-2001 da CM da Figueira da Foz sobre a classificação como de IM
Edital de 8-01-2001 da CM da Figueira da Foz
Deliberação de 19-12-2000 da CM da Figueira da Foz a determinar a classificação como IM

ZEP

Portaria n.º 740-EL/2012, DR, 2.ª série, n.º 252 (suplemento), de 31-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 22-10-2012 do diretor-geral da DGPC
Declaração de rectificação n.º 179/2012, DR, 2.ª série, n.º 28, de 8-02-2012 (por ter saído com incorreções, republicou o anúncio anterior) (ver Declaração)
Anúncio n.º 19152/2011, DR, 2.ª série, n.º 244, de 22-12-2011 (só a planta lhe diz respeito, uma vez que o texto é relativo a outro imóvel) (ver Anúncio)
Despaco de concordância de 26-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 21-07-2008 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O teatro da Trindade, implantado no núcleo urbano mais antigo de Buarcos, destaca-se pela sua arquitectura ecléctica, com referências neomanuelinas ao nível da fachada. A sua edificação deve-se a Fernando Augusto Soares um republicano convicto, possuidor de grande fortuna, que decidiu mandar construir este teatro, no início do século XX. Para tal, foi necessário demolir o celeiro que aqui existia, pertencente aos frades crúzios e onde também funcionava um teatro. A nova sala de espectáculos de Buarcos foi inaugurada no dia 3 de Dezembro de 1910 (isto apesar da fachada exibir a data de 1911). Seguiu-se uma época de grande fulgor, com a associação União Foot-Ball, fundada a 25 de Dezembro de 1921, a estabelecer aqui a sua sede, acabando mesmo por adquirir o imóvel, em 1979. A degradação em que este género de equipamento incorreu foi colmatada na década de 1990, quando se iniciou a recuperação e a revitalização cultural, culminando no protocolo estabelecido entre esta casa e o teatro homónimo de Lisboa, com o objectivo de dinamizar a programação do teatro de Buarcos através de intercâmbios de espectáculos. Todavia, importa esclarecer que o seu nome é uma homenagem a Maria da Trindade, mulher de Fernando Augusto Soares, não se inscrevendo em qualquer ligação ao teatro lisboeta, com o qual só agora se estabeleceu um relação mais estreita de âmbito cultural.
A fachada principal é marcada pela abertura de vãos simétricos: no piso térreo o acesso ao interior é feito através de três portas em arco de volta perfeita, a que corresponde igual número de janelas, de remate idêntico, no piso superior. Todos eles apresentam moldura de colunelos e remate em cogulhos, que recorda modelos manuelinos. O alçado termina com platibanda rendilhada a enquadrar o frontão semicircular apoiado em mísulas boleadas, coroado por uma figura feminina simbolizando as Artes, e a data de 1911 em baixo. No tímpano, o lettring THEATRO TRINDADE e as iniciais F.A.S., relativas ao nome do seu promotor Fernando Augusto Soares.
No interior, a sala de planta em ferradura (numa solução adaptada às dimensões do terreno disponível), tem 234 lugares distribuídos por plateia, camarotes e balcões de primeira e segunda ordem. Estes têm guarda em ferro com decoração de cariz mais geométrico. O tecto revela uma composição em talha dourada com nervuras a definir um hexágono, terminando em decorações de motivos florais e efígies.
O arco do proscénio, rectangular, é decorada por reticulado com símbolos teatrais ao centro e, de cada um dos lados, um torso feminino e um outro masculino, que recordam os do teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, e cuja interpretação é muito variada, havendo quem defenda tratar-se das representações dos promotores do teatro, ou simplesmente, de figuras alegóricas e decorativas (CARNEIRO, 2002, p. 730).
Do conjunto dos teatros existente no país, o de Buarcos é um dos que melhor se conserva, mantendo, em grande medida, as suas características originais pois quase não foi objecto de intervenções posteriores (IDEM, pp. 729-731).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Teatros portugueses de raíz italiana, Dissertação de Doutoramento em Aruqitectura apresentada à Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto

Local

Porto

Data

2002

Autor(es)

CARNEIRO, Luís Soares