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Quinta das Olaias - detalhe

Designação

Designação

Quinta das Olaias

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Quinta das Olaias (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / São Julião da Figueira da Foz

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 138/05 de 7-03-2005 da CM da Figueira da Foz, publicado em 15-04-2005

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Sobre a quinta das Olaias, onde hoje funciona o Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, sabe-se que foi propriedade de António Fernandes Coelho, entrando depois, por casamento, na posse do primeiro conde de Monsarás, António de Macedo Papança (1852-1913). Deve-se a este escritor e poeta a remodelação da casa principal, na segunda metade do século XIX, mais precisamente, a partir de 1888, data do seu casamento com a filha do então proprietário Joaquim Santos Simões (Processo de Classificação, IPPAR/DRC).
Inscrevendo-se no contexto romântico e revivalista da centúria de oitocentos, este imóvel é também valorizado pela sua importância histórica, uma vez que por aqui passaram grandes nomes da política e das letras do século XIX, entre os quais se destaca Júlio Dantas. Em 1913, por morte de António de Macedo Papança, a casa foi herdada pelo seu filho, o Dr. Alberto de Monsaraz (1889-1959), um activo participante do movimento "Integralismo Lusitano" que aqui reuniu outros membros deste grupo (Processo de Classificação, IPPAR/DRC).
A casa principal, de planta longitudinal, desenvolve-se em dois pisos separados por friso e é percorrida, em todo o seu perímetro, por uma balaustrada de cantaria, com urnas sobre os acrotérios. No primeiro piso da fachada principal, o piso térreo é aberto por janelas de verga recta a que correspondem, no andar superior, janelas em arco de volta perfeita. O ritmo destes vãos converge, ao centro, para as três portas de entrada, de lintel semicircular, antecedidas por uma escadaria que liga este plano do jardim ao pátio inferior. O alçado lateral esquerdo, onde se observa um corpo posterior, sem balaustrada, é marcado pelo desenvolvimento de uma escadaria de dois lanços, sobre arco de passagem, que permite o acesso directo ao andar nobre.
No interior, conservam-se os tectos em estuque decorados por motivos de concheados e rendilhados, entre os quais se destaca uma alegoria à Caça e à Música.
Para além desta casa, encontra-se ainda no jardim um chalet, de telhados pontiagudos e vãos com verga em empena, a recordar a arquitectura nórdica e o gosto de um burguesia em ascensão na Figueira da Foz. Note-se que, no século XX, a família era bastante numerosa, o que poderá ter estado na origem não apenas da construção do chalet como ainda da divisão interna da casa.
A Quinta foi depois adquirida pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, em 1999 que, na zona do bosque, construiu o Centro de Artes dos Espectáculos, mantendo também a casa principal, mas à parte deste novo edifício cujas instalações contam com dois auditório, salas polivalentes e de exposições, e ainda um anfiteatro ao ar livre.
(Rosário Carvalho)

Imagens