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Igreja de São Julião, incluindo todo o seu património integrado - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Julião, incluindo todo o seu património integrado

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial da Figueira da Foz / Igreja de São Julião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / Buarcos e São Julião

Endereço / Local

Largo Pe. Arménio Marques
Figueira da Foz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-BF/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Edital N.º 73/2011 de 27-01-2011 da CM da Figueira da Foz
Despacho de homologação de 20-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 93 de 21-05-2009 da CM da Figueira da Foz
Parecer de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a classificação da Igreja de São Julião, incluindo todo o seu património integrado
Nova proposta de 10-12-2007 da DRC do Centro
Devolvido em 11-04-2006 à DR de Coimbra para juntar proposta de ZEP
Proposta de 10-11-2004 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Edital N.º 262 de 4-12-2003 da CM da Figueira da Foz
Despacho de abertura de 20-05-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 28-01-2002 da DR de Coimbra para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Pedido de parecer de 13-03-2001 da CM da Figueira da Foz sobre a classificação como de IM
Edital de 22-02-2001 da CM da Figueira da Foz
Deliberação de 21-02-2001 da CM da Figueira da Foz a determinar a classificação como de IM

ZEP

Portaria n.º 740-BF/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital N.º 73/2011 de 27-01-2011 da CM da Figueira da Foz
Despacho de homologação de 20-12-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 93 de 21-05-2009 da CM da Figueira da Foz
Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 10-12-2007 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Matriz da Figueira da Foz, a igreja de São Julião é a mais antiga da localidade, remontando as notícias à sua existência, pelo menos, a 1096. A sua história foi, contudo, bastante conturbada e, apesar das diferentes referências documentais, não é possível conhecer qual a configuração do templo original. É possível que estivesse em obras em 1476, pois data de 7 de Março desse ano um pedido de isenção da contribuição das obras de reconstrução da igreja, por parte dos homens bons de Buarcos, dirigido ao cabido da Sé de Coimbra (BORGES, 1991, p. 30). Mais uma vez desconhecemos o alcance desta intervenção que, muito possivelmente, contornou o estado de ruína em que o templo se encontrava, pois só assim se justifica a efectiva reconstrução da igreja no início do século XVIII.
A falta de recursos dos habitantes da Figueira fez-se sentir ao longo de todo o processo de edificação do novo templo, que levou cerca de 80 anos a ficar concluído. Assim, em 1701 parece haver a intenção de iniciar as obras, pois há notícias de que o povo pediu para aplicar neste imóvel "as dízimas e os oitavos dos frutos produzidos", habitualmente rendimento do cabido (BORGES, 1991, p. 30). Todavia, apenas em 1716 se iniciou o templo, e em 1778 ainda não havia sido demolida a capela-mor. Somente a imposição de um novo imposto possibilitou a conclusão do edifício, em 1782 (BORGES, 1991, p. 30). É, pois, a esta campanha arquitectónica que remonta a estrutura do templo, com planta de uma só nave e fachada flanqueada por torres sineiras, ligadas entre si por uma balaustrada. Esta, antecede o frontão de remate do alçado, mais recuado, numa solução que deverá ser posterior ao primeiro projecto (BORGES, 1991, p. 30).
Os restantes elementos da fachada, nomeadamente os diferentes vãos e respectivas molduras, são já uma obra do século XIX e é evidente a linguagem neoclássica, que se impõe à estrutura setecentista. A porta principal, em arco de volta perfeita, exibe moldura rusticada e frontão triangular, a que se sobrepõe um conjunto de três janelas de frontão idêntico. As do piso térreo, que ladeiam o portal, apresentam frontão semicircular.
Já no interior, os retábulos do altar-mor e dos altares colaterais evidenciam o mesmo cruzamento estilístico da fachada, uma vez que determinados elementos, bem como a tonalidade geral, se aproximam do neoclassicismo. Neste conjunto, ganha especial importância a Capela Funerária, cujo retábulo de pedra, proveniente do mosteiro de Ceiça (GONÇALVES; CORREIA, 1952) representa o Pentecostes (ladeado por Santo Amaro e São Pedro), e é aproximável das oficinas quinhentistas de Coimbra.
Uma última referência para as telas com imagens de Nossa Senhora, assinadas por frei Inácio da Silva Coelho Valente, em 1784.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Figueira da Foz

Local

Lisboa

Data

1991

Autor(es)

BORGES, José Pedro de Aboim

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos