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Farol do Cabo Mondego - detalhe

Designação

Designação

Farol do Cabo Mondego

Outras Designações / Pesquisas

Farol do Cabo Mondego / Farol de Buarcos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Farol

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / Buarcos e São Julião

Endereço / Local

-- --
Buarcos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 23-06-2004 da CM da Figueira da Foz

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Integrado atualmente no Parque Florestal da Serra da Boa Viagem, o Farol do Cabo Mondego foi originalmente edificado na década de cinquenta do século XIX, tendo sido totalmente remodelado no primeiro quartel do século XX.
O complexo é constituído por três edifícios que formam uma planta em H. Os volumes laterais, destinados a alojamento dos faroleiros e armazenamento de materiais, desenvolvem-se em planimetria retangular disposta longitudinalmente, de apenas um piso, sendo marcados pela abertura de janelas e portas a espaços regulares em todas as fachadas. Através de dois terraços laterais, que se adossam aos telhados, unem-se ao corpo central da torre, de quinze metros de altura, que se ergue em planta quadrada dividida em três registos, os dois primeiros rasgados por janelas e o superior, onde se ergue a lanterna, de planta circular.
História
Foi no ano de 1835 que se ordenou a edificação de um farol no Cabo Mondego, encarregando-se o engenheiro Gaudêncio Fontana, responsável pelo serviço de faróis nos meados do século XIX, de executar o projeto.
A conclusão do complexo ocorreu apenas em 1858, já sob direção de Francisco Maria Pereira da Silva, posteriormente designado "Inspector dos Faróis". A torre então construída tinha 17,72 metros de altura, suportando no topo um ótico lenticular de Fresnel de 2.ª ordem, cujo candeeiro era alimentado a azeite.
Nas décadas seguintes, o conjunto manteve-se praticamente inalterado, até que em 1902, com a elaboração do Plano Geral de Alumiamento e Balizagem dos Portos e Costas Marítimas do Reino e Ilhas Adjacentes, foram verificados os primeiros indícios de que era necessário proceder a renovações na estrutura.
Assim, em 1916 foi elaborada uma proposta de reforma que mereceu parecer positivo por parte do Ministério da Marinha, procedendo-se então à construção do atual farol, iniciada em 1917 e concluída em 1922.
Ao longo da segunda metade do século XX, o farol foi beneficiado com algumas inovações técnicas, nomeadamente sinais sonoros, eletrificação geral e instalação de radiofarol. Em 1988 o foral foi automatizado, o que levou à supressão dos faroleiros, e no ano de 2001 foi desativado o radiofarol.
O Farol do Cabo Mondego foi classificado como de interesse municipal em 2004.
Catarina Oliveira
DGPC, 2017

Imagens

Bibliografia

Título

Faróis de Portugal

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

VILHENA, João Francisco, LOURO, Maria Regina

Título

Farol do Cabo Mondego, Revista da Armada, Julho de 2004

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

-