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Edifício da Alfândega - detalhe

Designação

Designação

Edifício da Alfândega

Outras Designações / Pesquisas

Edifício da Alfândega da Figueira da Foz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Alfândega

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / São Julião da Figueira da Foz

Endereço / Local

Cais da Alfândega
Figueira da Foz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 27-05-2004 da CM da Figueira da Foz
Pedido de parecer de 13-03-2001 da CM da Figueira da Foz sobre a classificação como de IM
Edital de 22-02-2001 da CM da Figueira da Foz
Deliberação de 21-02-2001 da CM da Figueira da Foz a determinar a classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Há notícias da existência de uma Alfândega desde, pelo menos, o século XVI, datando a mais antiga, referente ao seu almoxarife, de 1559 (Lígia GAMBINI, IPPAR/DRC, Processo de classificação, 2002). Tal justifica-se pela importância e dinâmica do cais, situado no largo onde está implantado o edifício da Alfândega que hoje conhecemos, e que no século XVII substituiu o anterior, em avançado estado de ruína. De facto, o crescimento do comércio e da indústria da Figueira da Foz conheceu um desenvolvimento ascendente, consolidado no século XIX, mas que levou ao arranjo urbanístico da Praça da Ribeira, em 1777, que depois se veio a denominar Praça do Comércio, em consequência da sua vocação mercantil.
Mas nesta época, já o edifício da Alfândega estava concluído. A partir de 1676, chegam-nos ecos da degradação do primitivo imóvel, que oferecia poucas condições para o bom funcionamento dos serviços alfandegários devido ao mau estado de conservação. Por esta razão, o Conselho da Fazenda ordenou a sua reedificação, em 1692. Mas as obras foram realizadas apenas entre os anos de 1707 e 1711, permanecendo algumas dúvidas no que diz respeito ao autor do seu traçado. O primeiro projecto foi desenhado por Manuel do Couto mas, por alguma razão que desconhecemos foi encomendada uma nova planta a um arquitecto de Lisboa, que também não deverá ter agradado pois o risco que acabou por ser seguido foi "dos mestres construtores de Coimbra, que era diverso daquelas plantas" (ROCHA, 1954, pp. 84-85). É este edifício que, apesar da intervenção de conservação do século XIX (ordenada por provisão régia), se manteve até hoje. A sua linguagem, característica da transição do século XVII para o XVIII, é bastante depurada e austera. Mas o facto que mais causa estranheza são as suas dimensões, que deveriam estar longe de ser suficientes para responder às necessidades da época e, principalmente, do desenvolvimento que se fez sentir a partir de então (BORGES, 1991, p. 46).
Trata-se de um edifício de planta rectangular, com fachadas abertas por janelas de moldura simples e recta. Na principal, o portal central, flanqueado por duas janelas de guilhotina, é encimado por um friso superior, idêntico aos das duas janelas de sacada do segundo piso. O alçado é definido, lateralmente, por duas pilastras com capitel dórico, ao qual se sobrepõe a cornija que percorre todo o edifício. Entre as janelas superiores existiu, outrora, um brasão com as Armas Reais, que ainda era visível nas fotografias do início do século XX (Anabela BENTO, IPPAR/DRC, Processo de Classificação).
Implantado desde a sua instituição num local estratégico e fulcral da Figueira da Foz, o edifício da Alfândega testemunha não apenas uma das vertentes da arquitectura de equipamentos do século XVIII, mas constitui uma memória da importância portuária desta localidade e da sua crescente dinâmica comercial, uma vez que "a importância das alfândegas advém-lhes do papel de instituições-chave no controle e vigilância da entrada e saída de bens e mercadorias, combate ao contrabando e consequente aumento dos réditos da fazenda pública" Lígia GAMBINI, IPPAR/DRC, Processo de classificação, 2002).
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Materiais para a História da Figueira nos Séculos XVII e XVIII

Local

-

Data

1893

Autor(es)

-

Título

Figueira da Foz

Local

Lisboa

Data

1991

Autor(es)

BORGES, José Pedro de Aboim

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos