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Igreja do Carmo - detalhe

Designação

Designação

Igreja do Carmo

Outras Designações / Pesquisas

Igreja do Carmo (Coimbra) / Colégio e Igreja do Carmo / Lar da Ordem Terceira de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Coimbra / Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)

Endereço / Local

Rua da Sofia
Coimbra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 16/2011, DR, 1.ª série, n.º 101, de 25-05-2011 (ver Decreto)
Procedimento prorrogado até 31-12-2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Edital N.º 93/2003 de 14-05-2003 da CM de Coimbra
Despacho de homologação de 31-01-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-01-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 10-10-1997 da DR de Coimbra para a classificação como MN
Edital N.º 99/97 de 3-07-1997 da CM de Coimbra
Despacho de abertura de 27-03-1997 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 18-03-1997 da DR de Coimbra para a abertura do processo de classificação

ZEP

Despacho de 18-02-2010 do director do IGESPAR, I.P. a devolver o processo à DRC do Centro
Parecer de 20-01-2010 do Conselho Consultivo a propor que seja apresentada nova proposta
Proposta de 9-11-2009 da DRC do Centro para a ZEP dos imóveis classificados e em vias de classificação do Centro Histórico de Coimbra

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Colégio de Nossa Senhora do Carmo foi fundado por D. Frei Baltasar Limpo, bispo do Porto, que em 1540 mandou edificar na Rua da Sofia um colégio destinado aos clérigos que fossem estudar para a Universidade de Coimbra. O colégio seria doado aos Carmelitas Descalços oficialmente pelo bispo do Porto em 1547. As campanhas de obras do edifício dividem-se me duas fases distintas. Numa primeira época foi construído o noviciado, da autoria do arquitecto Diogo de Castilho, concluído em 1548. (DIAS, 2002,p. 114). Na década de noventa inicia-se a segunda fase das obras, sob a égide de D. Frei Amador Arrais, que depois de renunciar ao cargo de bispo de Portalegre em 1596 reingressou no colégio coimbrão, onde tomou a cargo a construção da igreja e do claustro, numa campanha executada entre 1597 e 1600.
Esta campanha de obras foi executada por Francisco Fernandes, nomeado Mestre das Obras da Cidade no ano seguinte, estando também ligados à edificação os mestres Manuel João, António Fernandes e Onofre Simões.
Já no século XIX o espaço do Colégio do Carmo foi cedido à Ordem Terceira, que em 1846 iniciou obras de adaptação do edifício do colégio para a instalação de um hospital e em 1854 executou alterações na fachada da igreja.
De planta longitudinal composta, a igreja do Carmo possui uma fachada dividida em três registos. O primeiro apresenta um pórtico com pilastras dóricas e uma escadaria. Sobre o átrio coberto abre-se o portal principal, coroado por um frontão triangular e ladeado por duas portas de moldura recta simples. O segundo registo possui ao centro um janelão de moldura simples, ladeado por duas janelas abertas até meio da moldura, sendo a parte inferior desta fechada e decorada com pedra de armas de D. Frei Amador Arrais e as seguintes inscrições: à esquerda, A.D. AMATORE. EPO. PORTALEG. CONSTRVCTVM. 1597, à direita, IN. HONORE. BEATISSIMAE. VIRGINIS. DEMÕTE. CARM. O último registo, dividido dos restantes por um friso, apresenta um frontão com três janelas, sendo a do centro encimada por um nicho com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, ladeado por duas torres sineiras.
O interior da igreja é de nave única, com cobertura em abóbada de caixotões, e possui seis capelas laterais, do lado da Epístola dedicadas a Nossa Senhora do Carmo, São Bento e Nossa Senhora da Piedade, do lado do Evangelho dedicadas a São Francisco de Assis, Sagrado Coração de Jesus e Santa Maria Madalena. O transepto é separado da nave por uma teia, e a capela-mor, da altura e largura da nave, apresenta paredes revestidas de painéis de azulejos policromos e um retábulo maneirista de talha dourada, obra de Gaspar e Domingos Coelho, com imagens de madeira dourada e policromada. As telas do retábulo, da autoria de Simão Rodrigues e Domingos Vieira Serrão, apresentam temas da Vida de Cristo e uma imagem da padroeira. Do lado do Evangelho existe uma porta lateral que dá acesso à sacristia, de planta quadrada, e ao claustro.
O claustro enquadra-se na tipologia de claustros desenvolvida por Diogo de Castilho, tendo possivelmente sido traçado pelo arquitecto, embora fosse edificado por Francisco Ferreira. Possui dois registos, sendo o primeiro preenchido por uma arcada jónica com dois tramos por banda, divididos entre si por contrafortes, enquanto que o segundo apresenta quatro vãos por tramo, formados por colunelos dóricos. As galerias do piso térreo possuem as paredes revestidas por painéis de azulejo alusivos à vida do profeta Elias, e ao centro do pátio foi edificado um tanque baixo, de rebordo recortado, com uma imagem ao centro.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2004

Imagens

Bibliografia

Título

«Os colégios universitários na definição das tipologias dos claustros portugueses», Revista Monumentos

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

CORREIA, José Eduardo Horta

Título

Coimbra - guia para uma visita

Local

Coimbra

Data

2003

Autor(es)

DIAS, Pedro

Título

Inventário Artístico de Portugal: distrito de Coimbra

Local

Lisboa

Data

1952

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira, CORREIA, Vergílio

Título

A Arquitectura ao Romano

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

CRAVEIRO, Maria de Lurdes

Título

Património Edificado com Interesse Cultural - Concelho de Coimbra

Local

Coimbra

Data

2009

Autor(es)

Câmara Municipal de Coimbra - Departamento de Cultura