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Igreja Matriz de Vila Cova do Alva - detalhe

Designação

Designação

Igreja Matriz de Vila Cova do Alva

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Vila Cova de Alva / Igreja Paroquial de Vila Cova do Alva / Igreja de Nossa Senhora da Nactividade (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Arganil / Vila Cova de Alva e Anseriz

Endereço / Local

Praça Dr. Luís da Costa Faria
Vila Cova de Alva

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 257/2011, DR, 2.ª série, n.º 19, de 27-01-2011 (ver Portaria)
Edital de 13-08-2003 da CM de Arganil
Despacho de homologação de 23-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 26-11-2001 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Edital de 17-05-2001 da CM de Arganil
Despacho de abertura de 20-04-2001 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 8-08-1987 da DR de Coimbra para abertura do processo de classificação
Proposta de classificação de 3-03-1997 do Centro de Conservação e Restauro de Viseu

ZEP

Portaria n.º 257/2011, DR, 2.ª série, n.º 19, de 27-01-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital de 3-11-2009 da CM de Arganil
Despacho de homologação de 3-09-2009 do Ministro da Cultura
Edital de 1-07-2008 da CM de Arganil
Parecer favorável de 23-04-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 10-12-2007 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Vila Cova do Alva, situada numa das margens do rio Alva, é uma localidade de origem remota, à qual foi concedido carta de foral pelos bispos de Coimbra (donatários da região), renovada, em 1540, pelo rei D. João III. Teve como primeira matriz a ermida de São João de Alqueidão, uma das nove ermidas citadas pelo prior da freguesia, na Informação Paroquial de 1712 (esta constitui a única referência à anterior sede paroquial) (ANACLETO, 1996, p. 51).
A actual igreja matriz, dedicada a Nossa Senhora da Natividade, é uma construção do século XVIII, que devia estar concluída em 1712, conforme a data patente na base da cruz que remata a fachada principal. Esta data assinala também um outro importante acontecimento - a fundação do convento de Santo António, por iniciativa do desembargador Luís da Costa Faria, de Arganil, que deverá também ter contribuído financeiramente para a obra da matriz.
O interior é definido por linhas sóbrias, com arco triunfal formado por pilastras cujos capitéis são prolongados na cimalha que percorre todo o perímetro da nave. A mesma linguagem repete-se nas duas capelas laterais.
Contudo, a austeridade arquitectónica é quebrada pelo vasto, mas circunscrito, programa de talha dourada e pintura, que confere ao espaço um forte sentido de unidade (CORREIA, GONÇALVES, 1952, p. 24). O tecto, em caixotões, apresenta pinturas hagiologias, prolongando-se até ao arco triunfal, numa solução de continuidade, que ocupa toda a zona superior à cimalha. Dois altares colaterais, com retábulos de estilo nacional, encontram-se bem definidos pelas molduras do arco, idênticas às das restantes capelas. Na realidade, é esta delimitação dos altares que impede que todo o conjunto se transforme num imenso retábulo, como acontece, ainda que em menor escala, no Santuário de Nossa Senhora dos Verdes, em Aguiar da Beira, por exemplo.
O retábulo-mor, contemporâneo dos demais, parece desenvolver o modelo patente nos retábulos colaterais, integrando, entre as duas colunas torsas, nichos com as imagens de Nossa Senhora do Rosário e de Santo António, do mesmo período. Na tribuna, figura, naturalmente, a padroeira do templo - Nossa Senhora da Natividade.
Nesta igreja, existia ainda a Irmandade das Almas, muito possivelmente instituída pelo desembargador já referido, e que deu origem à Misericórdia, cuja igreja apresenta uma fachada considerada como "um dos mais interessantes exemplos regionais de arquitectura barroca" (ANACLETO, 1996, p. 52).
Rosário Carvalho

Imagens

Bibliografia

Título

Arganil

Local

Kisboa

Data

1996

Autor(es)

ANACLETO, Regina

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos