Saltar para o conteúdo principal da página

Igreja de Santo André, matriz de Esgueira - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santo André, matriz de Esgueira

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Esgueira / Igreja Paroquial de Esgueira / Igreja de Santo André (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Aveiro / Esgueira

Endereço / Local

Rua General Costa Cascais
Esgueira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-BT/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-08-2012 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 1081/2012, DR, 2.ª série, n.º 13, de 18-01-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Despacho de concordância de 26-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Nova proposta de 9-10-2009 da DRC do Centro
Despacho de 12-05-2006 da vice-presidente do IPPAR a devolver o processo à DR de Coimbra para juntar proposta de ZEP
Proposta de 3-11-2004 da DR de Coimbra para a classificação como IIP
Edital N.º 118/04 de 15-07-2004 da CM de Aveiro em adenda ao edital anterior
Edital 118/2000 de 7-07-2000 da CM de Aveiro
Despacho de abertura de 2-06-2000 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 18-05-2000 da DR de Coimbra para a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de classificação de 22-02-2000 de particular

ZEP

Portaria n.º 740-BT/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-08-2012 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 1081/2012, DR, 2.ª série, n.º 13, de 18-01-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 26-10-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 9-10-2009 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A povoação de Esgueira conheceu grande importância no período medieval, constituindo um importante centro económico, de acesso privilegiado ao mar. A vila recebeu diversos forais - do Conde D. Henrique, em 1110, de D. Afonso V, em 1342, e de D. Manuel, em 1515 (POLICARPO, Processo de Classificação - IPPAR/DRC, 2000) -, e a sua freguesia, dedicada a Santo André, foi vigararia do Mosteiro do Lorvão, por acção de D. Sancho.
O templo primitivo, situava-se fora do perímetro urbano da vila, no local que deverá corresponder, actualmente, aos terrenos (de cultura e ocupados pela estrada n.º 109) situados atrás da capela do Espírito Santo. No adro desta igreja encontrava-se, ainda, a capela de Nossa Senhora do Desterro, pertencente ao humanista Dr. Aires Barbosa, entretanto desaparecida (GONÇALVES, 1959).
Contudo, a eventual ruína em que esta incorria, a par da localização periférica, conduziu à sua transferência para o interior da vila, no início do século XVII (GONÇALVES, 1959). Na realidade, em 1607, Filipe II concedeu autorização para se iniciarem as obras que, no entanto, decorreram lentamente. São conhecidos os mestres arrematantes da obra, o primeiro Domingos Ribeiro, numa fase inicial em que a obra pouco avançou, e Jorge Afonso, o segundo mestre, natural de Aveiro, que prosseguiu os trabalhos a partir de 1616.
A data de 1650, patente na porta principal deverá corresponder à conclusão da fase inicial da edificação da igreja, pois acredita-se que esta terá sido elevado em época posterior (POLICARPO, Processo de Classificação, IPPAR/DRC, 2000). A fachada, de linhas simples, apresenta um nicho maneirista sobre o portal, que exibe a imagem do orago do templo, a que se sobrepõe um vitral, sendo rematada por um frontão triangular, onde se inscrevem as insígnias papais.
Já no século XIX o templo foi alvo de várias intervenções, entre as quais o revestimento cerâmico que cobre a totalidade da fachada, num padrão que recupera os esquemas enxaquetados seiscentistas, e que lhe confere uma forte unidade pois reveste também a torre sineira, executado neste mesmo período (GONÇALVES, 1959).
No interior, o espaço é algo desproporcionado, apresentando um revestimento azulejar de diferentes épocas e padrões, mas relativamente comuns no contexto da história da azulejaria do século XVII - quadrilobado na nave, com folhagens na capela-mor e com maçarocas no baptistério. As capelas, cujos instituidores (pertencentes a famílias nobres da região) se encontram nomeados nas mesmas, são definidas por arcos de volta perfeita em cantaria, de desenho semelhante ao do arco triunfal. Destaca-se a da Visitação, que remonta ao século XVII, pelo retábulo em calcário, da escola coimbrã, bem como a capela de Cristo Crucificado, datade de 1578 e proveniente da primitiva igreja, que exibe a imagem da invocação da capela (séculos XV/XVI), em madeira.
Os altares colaterais, dispostos na diagonal, remontam ao terceiro quartel do século XVII, tal como o retábulo-mor. Este último, foi alterado na campanha de obras do século XIX, que interveio ao nível do trono e da zona inferior, pintando todo o conjunto em tons de branco e dourado (GONÇALVES, 1959). O sacrário, que não lhe pertencia originalmente, remonta também à centúria de Seiscentos.
Rosário Carvalho

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Aveiro - do Vouga ao Buçaco

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

NEVES, Amaro, SEMEDO, Enio, ARROTEIA, Jorge Carvalho