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Castro da Serra de Alvaiázere - detalhe

Designação

Designação

Castro da Serra de Alvaiázere

Outras Designações / Pesquisas

Carreira dos Cavalos / Castro da Serra de Alvaiázere(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Castro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Alvaiázere / Alvaiázere

Endereço / Local

Serra de Alvaiázere
-

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Devolvido à DRC do Centro por despacho de 3-03-2014 do diretor-geral da DGPC, para reanálise da proposta
Proposta de 27-01-2014 da DRC do Centro para a classificação como SIP
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 25-09-2000 do vice-presidente do IPPAR
Parecer favorável de 20-09-2000 do IPA
Proposta de abertura de 9-05-2000 da DR de Coimbra
Proposta de classificação de 6-09-1999 da Al-Baiaz - Associação de Defesa do Património

ZEP

Sem efeito, por força do procedimento de classificação ter caducado
Proposta de 6-12-2006 da Al-Baiaz - Associação de Defesa do Património

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizado no cume da Serra que lhe deu nome, o "Castro da Serra de Alvaiázere" integra o troço superior do vale do Nabão, desfrutando de um excelente domínio sobre o território envolvente, particularmente abundante em recursos cinegéticos essenciais à fixação humana.
Embora fosse há muito conhecido das gentes locais, referindo-se a sua existência nalgumas obras dos séculos XVIII e XIX (FELIX, P. J., 1999, p. 64), o arqueossítio foi abordado do ponto de vista arqueológico apenas em finais de oitocentos, dessa feita por mão de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), então já na sua qualidade de director do Muzeu de Ethnologia Portuguez (MEP), que revelou a presença de estruturas e artefactos móveis no sítio, numa das edições da então já referencial revista da especialidade, O Archeologo Portuguez, embora num artigo datado de 1917.
Entretanto, e depois de terem sido recolhidos objectos metálicos nas imediações da estação arqueológica ao longo de várias décadas, foi apenas em 1990 que a localização do povoado foi confirmada em definitivo na sequência das prospecções conduzidas à época (Ibid.).
Trata-se, na verdade, de um dos exemplares de maior extensão dos povoados de altura conhecidos até ao momento datáveis da Idade do Bronze.
Com um sistema de protecção composto de duas linhas de muralha (a interior das quais com ca de cem metros de diâmetro) erguidas em blocos calcários da região, com ca de quatro metros de largura, associadas às condições de defesa natural proporcionada pela escarpa, a localização do sítio terá resultado "[...] do evidente valor estratégico, de difícil acesso, controlando directa e indirectamente pontos de passagem fundamentais no trânsito terrestre Norte-Sul, a meio-caminho entre dois eixos fulcrais de comunicação do Mondego e do Tejo [...]."(Id., Idem., p. 71).
Quanto aos materiais recolhidos durante as escavações realizadas já durante a segunda metade dos anos noventa, eles surgiram sobretudo na zona situada entre as duas cintas de muralha, evidenciando acentuada uniformidade morfológica e tecnológica, especialmente no que se refere aos exemplares cerâmicos, com destaque para os carenados, apontando para uma cronologia ocupacional essencialmente situada no final da Idade do Bronze estabelecido para o Ocidente da Península Ibérica (Id., Idem., p. 70). É, ainda, provável que o castro se inserisse numa ampla rede de povoamento emergida neste período, em zonas interiores até então pouco desenvolvidas, a exemplo do Baixo Mondego, acompanhando "[...] a absorção e reprodução local de armas, utensílios e objectos de adorno metálicos, expressão do desenvolvimento e poder das elites locais que controlam a sua produção e circulação." (SENNA-MARTÍNEZ, J. C. de, 1998, p. 219).
Os últimos estudos colocarão, todavia, nos últimos séculos do II milénio a. C. o papel de "lugares centrais" de alguns destes povoados, conquanto não constituíssem centros de confrontos militares, funcionando, pelo contrário, como "[...] garantes de um equilíbrio regional [...] possibilitando uma mútua cooperação que permitisse o funcionamento regular dos mecanismos de circulação de pessoas e bens indispensáveis ao sistema de "wealth finance" que pensamos fundamentaria a economia e o poder das elites locais." (Id., Idem, p. 222), permeáveis a contactos com o "comércio" atlântico e mediterrânico (Cf. MELO, A. A. de, 2002).
[AMartins]

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Beira II - Beira Baixa e Beira Alta

Local

Lisboa

Data

1984

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

Complexificação das sociedades e sua inserção numa vasta rede de intercâmbios, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Vítor de Oliveira

Título

Produção, ostentação e redistribuição: Estrutura Social e Economia Política no Grupo Baiões/Santa Luzia, Existe uma Idade do Bronze Atlântico?

Local

Lisboa

Data

1998

Autor(es)

SENNA-MARTINEZ, João Carlos de

Título

A Idade do Ferro em Portugal, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

O povoamento da região de Alvaiázere no final da Pré-história, Techné

Local

Tomar

Data

1996

Autor(es)

SILVA, Maria do Céu Nunes da

Título

Serra de Alvaiázere, Techné

Local

Tomar

Data

1999

Autor(es)

CRUZ, Ana Rosa, OOSTERBEEK, Luiz

Título

Serra de Alvaiázere: um povoado fortificado do Bronze final no centro de Portugal, Al-madan

Local

Almada

Data

1999

Autor(es)

FÉLIX, Paulo Jorge Soares

Título

Agricultores e Metalurgistas, da Troca ao Mercado. Alguns aspectos e problemas do Bronze Final e Primeira Idade do Ferro na Península de Lisboa, Turres Veteras IV - Actas de Pré-história e História Antiga

Local

Torres Vedras

Data

2002

Autor(es)

MELO, Ana Ávila de