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Conjunto da Foz Velha - detalhe

Designação

Designação

Conjunto da Foz Velha

Outras Designações / Pesquisas

Foz Velha, incluindo as suas extensões Nascente (Sobreiras) e Norte/Oeste (primeira fase de expansão balnear) / Conjunto da Foz Velha(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto Urbano

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde; Lordelo do Ouro e Massarelos

Endereço / Local

- -
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 323/2013, DR, 2.ª série, n.º 106, de 3-06-2013 (com restrições) (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13559/2012, DR, 2.ª série, n.º 199, de 15-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 18-06-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 15-06-2012 da DRC do Norte
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Parecer de 26-10-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura no sentido de serem propostas as restrições de acordo com o artigo 54.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 12-09-2011 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Devolvido em 12-04-2011 à DRC do Norte para aplicação do art.º 54.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23-10
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Proposta de 15-04-2008 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 20-08-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 16-08-2002 da DR do Porto para a abertura do procedimento de classificação da Foz Velha, incluindo as suas extensões Nascente (Sobreiras) e Norte/Oeste (primeira fase de expansão balnear)
Proposta de 30-01-2002, de particular, para a classificação da Quinta do Monte

ZEP

Despacho de 12-12-2013 da diretora-geral da DGPC a solicitar à DRC do Norte a reponderação da proposta
Nova proposta de 15-10-2013 da DRC do Norte
Despacho de 2-07-2013 da diretora-geral da DGPC a solicitar a reformulação da proposta, nos termos do art.º 43.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 -10-2009
Nova proposta de 25-06-2013 da DRC do Norte
Despacho de concordância de 30-04-2013 da diretore-geral da DGPC
Parecer de 23-04-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor que o processo de classificação prossiga e que posteriormente se estude uma ZEP individual
Anúncio n.º 13559/2012, DR, 2.ª série, n.º 199, de 15-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 18-06-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 15-06-2012 da DRC do Norte
Nova proposta de 12-09-2011 da DRC do Norte
Proposta de 15-04-2008 da DRC do Norte para a fixação da ZEP conjunta da Foz Velha, Chafariz do Passeio Alegre, Dois Obeliscos da Quinta da Prelada, Torre, Farol e Capela de São Miguel-o-Anjo, Forte de São João Baptista, Igreja de São João Baptista e Zona do Passeio Alegre e a consequente revogação da ZEP conjunta da Torrem Farol e Capela de São Miguel-o-Anjo

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O conjunto arquitectónico da denominada "Foz Velha" distribui-se ao longo de uma expressiva extensão de território.
Com especificidades muito próprias, por se localizar entre o rio e o mar, a zona tornou-se particularmente convidativa à fixação de comunidades humanas ao longo dos tempos (desde, pelo menos, o Paleolítico), atraídas pelos excelentes recursos cinegéticos de que disporiam no local, transformando a pesca - associada a uma agricultura e pastorícia mais rudimentares - na sua actividade principal, tendo sido, já em período medieval, objecto de sucessivas doações reais.
Enquanto isto, o sítio desfrutava de excelente posição estratégica proporcionada pelas suas características defensivas, especialmente evidentes em pleno período filipino, altura em que se construiu o Forte de S. João da Foz (ou "castelo", como também é conhecido), integrando a antiga igreja renascentista de São João Baptista (ela própria erguida sobre os alicerces da primitiva ermida de S. João da Foz), levantando-se nas imediações aquelas que poderão ser consideradas como as primeiras casas no local, conquanto tivessem sido recolhidos, durante as campanhas arqueológicas realizadas no Forte, diversos fragmentos cerâmicos datados desde, pelos menos, o período alti-medieval.
Entretanto, foi o século XIX que trouxe, sem dúvida, outra valência à zona, permitindo-lhe entrar numa nova era com a emergência do turismo balnear, metamorfoseando a pequena povoação numa área crescentemente cosmopolita, à medida que se aproximava o limiar da nova centúria de novecentos e das facilidades proporcionadas pelo desenvolvimento dos transportes. Factores que, no conjunto, atraíram antigas famílias aristocráticas e a elite burguesa do Porto, que aí fixaram as suas residências de Verão, cujo traçado exibia, juntamente a um gosto mais sóbrio marcado pela presença da colónia britânica portuense (ao ponto de uma das praias mais frequentadas ao tempo ser denominada "dos Ingleses"), um forte ascendente francês sobre o gosto arquitectónico, como, ademais, sobre tantos outros aspectos da sociabilidade do momento. "É a época do Chalet, ou das casas coalescentes de duas águas: alçados cuidadosamente pensados, volume reduzido e elegância das formas. Casas ricas, com volumes elegantes e pormenores que denotam um gosto requintado, como também uma considerável capacidade económica." (OLIVEIRA, M. B. C., LOPES, A., 2002, p. 27), enquanto as casas de inspiração inglesa privilegiariam a "[...] época da vivenda, dos belos jardins [...]." (Ibid.).
Esta nova realidade modificou o quotidiano das gentes que habitavam a zona, ao mesmo tempo que conduziu à sua alteração paisagística por força das edificações erguidas a partir de então, elas próprias diferenciadas entre si consoante os tempos em que se levantaram e à medida de quem encomendava o risco, razões pelas quais se afirmará que "[...] a Foz Velha está essencialmente dividida em três zonas: a Foz Velha, uma zona intermediária e a Foz Nova [...]." (Id., Idem, p. 9), construindo-se, a Nascente, e já em meados do século XX, alguns bairros sociais, numa demonstração da vitalidade da zona, especialmente presente em termos económicos.
Relativamente à "Foz Velha", propriamente dita, ela corresponde à aglomeração primitiva concentrada junto ao Rio, naturalmente diferenciada pela limitada altura da construção e pelo traçado assimétrico dos arruamentos, ainda que o espaço não envolvido pela Cantareira exiba ruas articuladas em torno da Rua do Padre Luís de Cabral, seu autêntico eixo principal, motivando uma relação singular com alguns dos nomes mais grados das Artes e das Letras portuenses - caso do escritor e jornalista Raul Germano Brandão (1867-1930) -, para além de figuras ilustres da política nacional.
Assim, a par das múltiplas residências, a Foz Velha envolve um conjunto mais alargado de diversos espaços, alguns dos quais de características públicas e comuns.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário do Património Cultural da Freguesia da Foz do Douro

Local

Porto

Data

2002

Autor(es)

OLIVEIRA, Mário Bruno Cadaía, LOPES, Adelaide

Título

A Foz: entre o Rio, o Mar e a Cidade

Local

Porto

Data

1989

Autor(es)

FERNANDES, José Alberto Rio