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Solar do Conde de Bolhão - detalhe

Designação

Designação

Solar do Conde de Bolhão

Outras Designações / Pesquisas

Palácio do Conde de Bolhão / Solar do Conde de Bolhão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua Formosa
Santo Ildefonso

Número de Polícia: 340-346

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Declaração de rectificação n.º 735/2010, DR, 2.ª Série, n.º 73, de 15-04-2010 (corrige a designação da freguesia) (ver Declaração)
Portaria n.º 218/2010, DR, 2.ª Série, n.º 55, de 19-03-2010 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-09-2009 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 1-01-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 21-02-2008 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 20-06-2001 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 15-05-2001 da Academia Contemporânea do Espectáculo

ZEP

Declaração de rectificação n.º 735/2010, DR, 2.ª Série, n.º 73, de 15-04-2010 (sem restrições) (fixa a ZEP em artigo próprio, sem alterar a delimitação) (ver Declaração)
Portaria n.º 218/2010, DR, 2.ª Série, n.º 55, de 19-03-2010 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 3-09-2009 do Ministro da Cultura
Parecer de 1-10-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 21-02-2008 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Mandado edificar em meados do século XIX por António Alves de Sousa Guimarães, detentor de uma grande fortuna que foi primeiro Barão e depois Conde do Bolhão, este palácio marcou a vida portuense oitocentista não apenas com a sua arquitectura ecléctica mas também com a intensa vida social, tendo sido palco, entre outros acontecimentos, de muitos e memoráveis bailes.
Em 1844 era concedida a António Alves de Sousa Guimarães a aprovação camarária para a construção da sua habitação. Não se conhece o nome do arquitecto e poucas são as informações relativas aos artistas que aqui trabalharam, embora os jornais da época tenham publicado várias crónicas assinadas por Camilo Castelo Branco, frequentador do palácio, e que caracterizam o ambiente da época.
O eclectismo do conjunto manifesta-se na confluência de várias linguagens, bem evidentes no exterior do imóvel. Já no interior, ganha especial importância o vestíbulo de mármore, a ampla escadaria cheia de luz e as portadas de acesso aos diversos salões. Entre estes destaca-se a sala de visitas como fogão de sala fechado por tela alusiva ao quotidiano aldeão, as pinturas do tecto com representações alegóricas do Douro, complementadas nos ângulos pelos portos comerciais onde era distribuído o vinho do Porto. Para além das madeiras douradas e do mobiliário da época, outros compartimentos eram decorados por trabalhos de estuque, dispondo ainda de uma capela.
A importância do palácio e do seu proprietário é bem evidente se tomarmos em consideração que foi aqui que António Alves de Sousa Guimarães recebeu e alojou a rainha D. Maria II e a família real.
Nos seus jardins construiu-se, posteriormente, um anexo que foi uma das primeiras cinematecas do país. Actualmente, o imóvel está a ser reabilitado para servir de centro pedagógico, artístico e cultural com a instalação da Academia Contemporânea do Espectáculo e o Teatro do Bolhão. O espaço que anteriormente tinha sido um importante palco da vida social e também cultural do Porto deverá retomar em breve essa perspectiva, prevendo-se que disponha de dois espaços para espectáculos, várias salas de ensaio e exposições, um centro com videoteca, biblioteca e audioteca, e um bar.
(Rosário Carvalho)

Imagens