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Casa e Quinta da Maragossa - detalhe

Designação

Designação

Casa e Quinta da Maragossa

Outras Designações / Pesquisas

Casa e Quinta da Maragossa(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Quinta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Penafiel / Valpedre

Endereço / Local

E.M. 590-1
Penafiel

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Despacho de abertura de 2-07-2001

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Pertença da família de Gaspar Ferreira Baltar (1821-), empresário e jornalista fundador do jornal "O Primeiro de Janeiro", a Quinta de Maragossa é uma das muitas quintas existentes nos arredores de Penafiel que conheceram um renovado interesse por parte dos seus proprietários em meados do século XIX, muitas delas objecto de obras de renovação. Hoje, apenas a Quinta da Aveleda se conserva como um importante exemplo de sucesso de exploração e rentabilização agrícola (SOEIRO, 1994, pp. 100-103).
As informações conhecidas sobre a Casa da Quinta de Maragossa são muito incompletas. É possível que a sua edificação remonte à segunda metade do século XVIII, mas a depuração da sua arquitectura não permite avançar muito mais. Em todo o caso, uma observação mais atenta da fachada principal levanta a possibilidade de estarmos perante duas campanhas de obras distintas, separadas pela pilastra que divide o alçado em dois panos. A disposição do corpo oposto ao da capela, e as janelas de verga curva, diferentes do lintel recto das restantes, são alguns dos elementos que podem corroborar esta ideia. A crer nesta hipótese, seria mais antigo o núcleo que integra a capela e a escadaria de acesso ao andar nobre. Isto, apesar da fachada posterior manter a sua unidade, com as molduras de cantaria no piso térreo, a que se sobrepõe a varanda alpendrada suportada por colunata dórica, com acesso através de duas escadarias, com guarda iniciada por volutas.
Se a casa se desenvolve num bloco rectangular, onde a abertura dos vãos é regular, apesar de não ser simétrica, a adição dos corpos da capela e de um outro do lado oposto, transformam a planta num U pouco acentuado.
A simplicidade da arquitectura e decoração faz destacar o frontão contracurvado sobre a porta principal, e o alçado da capela, que termina em empena e é aberto pelo portal (encimado por óculo quadrilobado), cujo remate não deixa de recordar algumas construções pombalinas.
Tal como boa parte das quintas da região, também a de Maragossa é delimitada por um muro alto, que desenha um semi-circulo na zona do portão, revestido por azulejos. Este, em arco de volta perfeita, é delimitado por pilastras, e termina num frontão contracurvado em cujo tímpano se exibe a pedra de armas dos proprietários.
Entre o muro e a fachada principal da habitação, desenvolve-se um jardim geométrico, e a entrada pelo portão gera uma avenida que conduz directamente à zona fronteira à capela e à escadaria de acesso ao andar nobre.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Penafiel

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

SOEIRO, Teresa