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Forte e estação arqueológica de Lovelhe - detalhe

Designação

Designação

Forte e estação arqueológica de Lovelhe

Outras Designações / Pesquisas

Forte de Lovelhe
Forte de São Francisco
Povoado de Lovelhe
Estação arqueológica de Lovelhe

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Vila Nova de Cerveira / Vila Nova de Cerveira e Lovelhe

Endereço / Local

Sítio do Forte de Lobelhe
Vila Nova de Cerveira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 508/2018, DR, 2.ª série, n.º 191, de 3-10-2018 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-08-2018 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 65/2018, DR, 2.ª série, n.º 85, de 3-05-2018 (ver Anúncio)
Despacho de 5-01-2017 da diretora-geral da DGPC para se promover a consulta pública
Em 24-05-2016 a DRC do Norte propôs que se promovesse a consulta pública, enviando planta elaborada em conjunto com a CM de Vila Nova de Cerdeira correspondendo à área física precisa do forte e da estação arqueológica que se pretende classificar
Despacho de homologação de 12-10-1979 do Secretário de Estado da Cultura
Novo parecer de 10-10-1979 da COISPCN a propor a classificação do Forte e Estação Arqueológica de Lobelhe
Despacho de concordância de 5-04-1979
Parecer de 23-03-1979 da COISPCN a propor a classificação do Forte e Quinta de Lobelhe como IIP
Proposta de 22-09-1978 da CM de Vila Nova de Cerveira para a classificação da Quinta de Lobelhe ou Forte
Proposta de 2-06-1977 da DGEMN para a classificação do Forte de Lovelhe

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Existindo, nas suas proximidades, o arqueossítio conhecido por "Complexo mineiro da época romana do Couço do Monte Furado", não surpreende que fossem identificados outros vestígios datáveis do mesmo período no território correspondente, na actualidade, ao concelho de Vila Nova de Cerveira e, mais propriamente, à freguesia de Lovelhe.
Localizada em Lovelhe - ou "Lobelhe" -, o conjunto denominado por "Forte e Estação Arqueológica de Lobelhe" ergue-se no topo de uma pequena colina sobranceira à margem esquerda do Rio Minho e nas proximidades de uma das passagens naturais entre os territórios hoje abrangidos pelo Minho e pela Galiza, uma localização, já de si, assaz relevante para justificar a sua escolha por diferentes comunidades humanas no passado, que aí encontrariam, certamente, os recursos essenciais à sua sobrevivência.
Características estas que, no conjunto, mas, sobretudo, pelo posicionamento estratégico do morro, justificariam a construção de um forte (com uma única porta de entrada, rodeado de fosso e dotado de guaritas nos ângulos exteriores) no mesmo sítio, concluída em 1663, sob direcção do Mestre de Campo, General D. Francisco de Azevedo, integrando a frente defensiva desta zona do Minho, especialmente durante as guerras da Restauração, tendo sido reutilizado da mesma forma ao tempo das invasões francesas.
Na verdade, o local exibe vestígios ocupacionais datáveis de vários períodos. Desde logo, do romano, do qual remanescem estruturas e trechos arquitectónicos (fustes e capiteis toscanos) e decorativos (fragmentos de mosaicos) pertencentes a uma antiga villa, erguida na vertente noroeste do morro, e que foi descoberta no decorrer das obras de abertura da estrada de acesso ao INATEL e à marina, implicando, em todo o caso, a destruição parcial da estação arqueológica.
Foram, contudo, as escavações realizadas no sítio que permitiram compreender estar-se perante uma villa edificada no século I d. C. (com remodelações registadas até às centúrias de IV-V) sobre um habitat da Idade do Ferro final, este último visível nos alicerces de habitações de planta predominantemente circular e do talude defensivo. Uma ocorrência que reforça o sucedido em estações similares, numa confirmação da valência estratégica do local, de onde se desfruta de um bom domínio visual sobre a paisagem envolvente. Ademais, não poderemos esquecer a existência, nas imediações, de um complexo mineiro (vide supra) que exigia, muito naturalmente, uma permanente vigilância por parte das autoridades sob domínio romano, que assim controlariam a navegação e o comércio pelo rio e através dele, como atestarão os materiais cerâmicos de importação entretanto encontrados no seu perímetro. Mas de não somenos importância seria a própria fertilidade dos terrenos confinantes, a razão de existência da própria villa, de actividade predominantemente agrícola.
Foi sobre as ruínas da estação arqueológica romana que se erigiu uma segunda, já no período Suevo-Visigótico, a julgar pelos elementos remanescentes de um muralhado e por uma conta de um brinco em ouro possivelmente datado do século VI (Cf. Processo de classificação).
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

O Minho Pittoresco

Local

Lisboa

Data

1887

Autor(es)

VIEIRA, José Augusto

Título

Guia de Portugal, v.4, t. II : Entre Douro e Minho, Minho

Local

Lisboa

Data

1996

Autor(es)

DIONÍSIO, Sant'Ana

Título

Vila Nova de Cerveira: de ontem e de hoje

Local

Gondomar

Data

1994

Autor(es)

ROCHA, J. Marques

Título

Contributos para a História de Vila Nova de Cerveira, vol.1

Local

Vila Nova de Cerveira

Data

1995

Autor(es)

GUERREIRO, Castro

Título

Forte de Lobelhe, Informação Arqueológica, nº 9

Local

Braga

Data

1994

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Brochado de

Título

Processo de classificação do Forte e Estação Arqueológica de Lobelhe. IPPAR [DRP. 6.11.3 / 28-10 (3)]

Local

Porto

Data

-

Autor(es)

-