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Centro Histórico de Caminha - detalhe

Designação

Designação

Centro Histórico de Caminha

Outras Designações / Pesquisas

Núcleo urbano da vila de Caminha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Mista / Centro Histórico

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Caminha / Caminha (Matriz) e Vilarelho

Endereço / Local

- -
Caminha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 420/2013, DR, 2.ª série, n.º 122, de 27-06-2013 (com restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 170/2013, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10-05-2013 (ver Anúncio)
Novo parecer de 23-04-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura sobre as restrições a aplicar
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13714/2012, DR, 2.ª série , n.º 223, de 19-11-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 22-10-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 18-10-2012 da DRC do Norte para a classificação como CIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 3-11-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 5-04-1999 da DR do Porto

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Caminha, vila fronteiriça situada entre os rios Minho e Coura, era no início do século XIII um importante porto ligado à construção naval e à navegação de cabotagem. Devido à sua proximidade geográfica do reino da Galiza, o burgo estava protegido em toda a sua extensão por uma muralha oval; a vila não tinha mais que duas filas de quarteirões atravessados por uma artéria principal que ligava a porta de entrada com o terreiro que se situava na zona oposta. Com o desenvolvimento de Viana da Foz do Lima durante o reinado de D. Afonso III, o porto de Caminha perdeu a sua importância mas as actividades marítimas mantiveram-se. Já no reinado de D. Dinis, as muralhas defensivas foram ampliadas, procedendo-se também à construção de duas torres. Em 1284 Caminha recebeu o seu primeiro foral, que a designava como vila realenga, conservando-se na posse da Coroa até ao ano de 1371. A partir desta data Caminha tornou-se cabeça de condado, conhecendo vários senhores, e em 1464 integrou os senhorios da Casa de Vila Real.
Em 1512 D. Manuel concedeu novo foral à vila e ao longo de todo o século XVI Caminha desempenhou um importante papel nas rotas do comércio atlântico que gerou a circulação de capitais e deu à população algum poder económico, permitindo-lhe tornar a vila de Caminha, por alguns anos, num centro artístico que teve nos Menezes, os Marqueses de Vila Real, as suas figuras centrais.
Nesta época a vila desenvolveu-se, o número de habitantes aumentou e novos espaços urbanos foram delineados. Se num dos extremos da vila a construção da igreja matriz tomou conta dos arrabaldes medievais, chamando a estes novas habitações, o centro da urbe necessitava de uma renovação ao nível dos mecanismos de assistência à população. Era aqui que se tornava primordial a intervenção do governo concelhio local.
Caminha tinha uma rede urbana simples, composta por meia dúzia de arruamentos atravessados por uma artéria principal. Por sua vez, o arruamento principal era cruzado ao meio por um vasto terreiro onde se efectuavam os mercados sazonais e as reuniões dos habitantes. Com o tempo, o terreiro assumiu a função de praça principal da vila, pelo que a edilidade se viu compelida a renovar este espaço, tornando-o no verdadeiro centro da urbe. Dessa forma, foram aí edificados o hospital e a igreja da Misericórdia, fundados em 1559, e o chafariz que abastecia a população, construído e 1551 pelo mestre João Lopes o Velho.
Nesta época, a burguesia local, ligada ao comércio marítimo, instalou-se na principal via da vila, designada por Rua do Meio Direita ou dos Mercadores, num conjunto de casas de estrutura medieval, divididas em dois andares, cujas fachadas foram decoradas (ou redecoradas) nos primórdios do século XVI, formando assim um núcleo habitacional que foi transformado na sua estrutura exterior de acordo com o gosto ao romano. Todos os edifícios obedecem ao mesmo padrão estrutural - uma casa de dois andares, o primeiro ocupado por uma loja, certamente utilizada na época para o armazenamento de mercadorias e venda de produtos, e o segundo reservado à área habitacional, sendo decorados com motivos esculpidos na pedra de vergas e molduras das portas e janelas, variando o programa decorativo de edifício para edifício.
As edificações posteriores, como a Casa dos Pitas, a reforma das muralhas durante a Guerra de Restauração, ou o edifício dos Paços do Concelho, foram executadas tendo em conta a grelha urbana existente, pelo que a vila de Caminha mantém quase intacta a fisionomia tardo-medieval do seu urbanismo.
Catarina Oliveira
IPPAR/2004

Imagens

Bibliografia

Título

O urbanismo português: séculos XIII-XVIII. Portugal - Brasil

Local

Lisboa

Data

1999

Autor(es)

TEIXEIRA, Manuel C., VALLA, Margarida

Título

Caminha: evolução e estrutura duma antiga vila portuária, Finisterra, nº2, pp.77-128

Local

Lisboa

Data

1967

Autor(es)

CRUZ, Maria Alfreda

Título

Caminha e seu concelho

Local

Caminha

Data

1985

Autor(es)

ALVES, Lourenço