Saltar para o conteúdo principal da página

Conjunto das antigas Fábricas de Curtumes - detalhe

Designação

Designação

Conjunto das antigas Fábricas de Curtumes

Outras Designações / Pesquisas

Fábrica de Curtumes da Ramada / Fábrica da Ramada / Instituto de Design (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Fábrica

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Guimarães / Oliveira do Castelo, São Paio e São Sebastião

Endereço / Local

Rua da Ramada
Guimarães

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 3-11-1978 do Secretário de Estado da Cultura

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Pensa-se que a Fábrica de Curtumes da Ramada de António Martins Ribeiro da Silva terá sido edificada no início do século XX, uma vez que no inquérito industrial de 1890, feito em Guimarães, a referida unidade fabril não aparece ainda referenciada. Em 1920-1922 a fábrica foi vendida por Bernardino Gomes, possivelmente o seu fundador, e em 1923 o conjunto dos edifícios apareceu já desenhado numa planta da cidade. Em 1927 voltou a ser vendida, desta vez a António Martins Ribeiro da Silva, cujos herdeiros serão actualmente proprietários. Em 1955 um incêndio destruiu grande parte das instalações, que foram depois reconstruídas segundo o projecto do Engenheiro José Maria Gomes Alves.
A unidade fabril é composta por seis edifícios, com distintas tipologias e utilizações. O principal divide-se em dois pisos, servindo o térreo para armazém dos curtumes e peles, e albergando escritórios no superior. Dois dos edifícios centrais alojam, nos dois pisos, maquinaria e espaço de depósitos. Uma outra construção serve de espaço de secagem dos curtumes, contígua à qual foi edificada a casa de abrigo dos operários.
Entre Abril e Junho de 2010 foram feitas, no espaço da fábrica, trabalhos de escavação arqueológica, que puseram a descoberto um "reduzido conjunto, mas muito homogéneo, de faianças do século XVII- XVIII" bem como um grande conjunto de tanques e lagares. Pensa-se que todo este espólio terá pertencido ao Convento de São Francisco, situado paredes meias com a unidade fabril (ArqueoGes, Relatório das Sondagens Arqueológicas Prévias, Julho de 2010,p. 35).
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR, I.P./ Outubro de 2010

Imagens