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Pelourinho de Abadim - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Abadim

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho do antigo Couto de Abadim / Pelourinho do Couto de Abadim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Cabeceiras de Basto / Abadim

Endereço / Local

Lugar da Torre
Abadim

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Abadim, actual freguesia de Cabeceiras de Basto, foi couto municipal e chegou a ser vila, com carta de foral dada por D. Manuel em 1514. O primeiro donatário da terra foi D. Rodrigo Viegas "Badim", a quem D. Afonso III coutou o termo entre os anos de 1248 e 1258. Após pertencer a vários outros senhores, o couto entra na posse do Dr. Diogo Lopes de Carvalho, desembargador do Paço, no ano imediato à outorga do foral, concedido ainda durante o senhorio de um fidalgo de nome Diogo Machado. O senhorio de Abadim manter-se-ia na descendência de Diogo Lopes de Carvalho até ao século XIX.
O seu pelourinho ergue-se junto ao portal da casa da Torre do Tronco, actual turismo rural, que ocupa um edifício setecentista anexo a uma torre supostamente pertencente ao antigo solar medieval dos Badins. É um monumento singelo, em granito, constando de coluna, capitel e remate. A coluna, de secção circular e relativamente atarracada, possui um ressalto com a mesma secção na base. Sobre esta assenta directamente o capitel paralelepipédico, com as faces talhadas em forma de escudos boleados, sendo três destes lisos (bojardados) e um decorado com uma estrela de cinco pontas enquadrada por moldura quadrilobada. O remate é constituído por um pináculo tronco-cónico de topo boleado, com dois estreitamentos.
O pelourinho tem sido considerado peça quinhentista, possivelmente erguida na sequência do foral de 1514. É no entanto difícil datá-lo, podendo ser consideravelmente mais tardio. A sua factura rude tem semelhanças com outros na região, como o de Castelo (Arnóia), no concelho de Celorico de Basto; no entanto, o monumento que mais semelhanças apresenta com este parece ser o de Castro Vicente, Mogadouro, já no distrito de Bragança. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde