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Igreja Paroquial de São Vicente de Vinhas - detalhe

Designação

Designação

Igreja Paroquial de São Vicente de Vinhas

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Vinhas / Igreja de São Vicente (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Macedo de Cavaleiros / Vinhas

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Despacho de abertura de 15-05-2003 do presidente do IPPAR

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A igreja matriz de Vinhas, dedicada a São Vicente, é uma construção da segunda metade do século XVIII que, muito possivelmente, veio substituir um outro templo de época anterior. Deste, apenas há notícia da encomenda efectuada pelo abade Roque Pimentel, em 1733, de um retábulo para o altar das Almas do Purgatório (MOURINHO, 1995, p. 659).
As obras da construção ou reconstrução da igreja, ordenadas pelo abade Figueiredo Sarmento, ocorreram entre 1760 e 1768, seguindo-se de imediato, e segundo os registos, a campanha decorativa do interior.
A igreja apresenta uma planimetria pouco usual, de nave única e capela-mor octogonal, articuladas através de uma espécie de corredor, onde se abre a porta da sacristia. Já a fachada principal inscreve-se num modelo bastante comum no Norte do país, com o frontão truncado pela torre sineira. Definida por pilastras estriadas nos cunhais, encimadas por pináculos, termina em frontão de lanços interrompido pela dupla sineira que, por sua vez, é rematada por dois andares de pináculos. Ao centro, o portal, de verga recta, é enquadrado por pilastras e entablamento que suporta o frontão de aletas interrompido e em cujo tímpano se abre um nicho com a imagem de São Vicente, o padroeiro. As pilastras terminam em pináculos ladeados por dois óculos.
No interior, com silhar de azulejos azul e branco e abóbada com representações alusivas a São Vicente, merecem especial destaque os confessionários embutidos nos panos murários e revestidos por talha dourada e polícroma executada entre 1768 e 1769 pelo entalhador Damião Rodrigues Bustamente (MOUTINHO, 1995, p. 660). Junto ao arco triunfal, quatro retábulos de talha. O corredor já referido articula a nave com a capela-mor, cujos panos murários são ritmados por pilastras formando pequenas capelas e suportando a cúpula, também octogonal. O retábulo-mor, de talha dourada rococó, remonta à década de 1770.
Os dados subsistentes permitem concluir que todo o templo foi executado numa mesma campanha, toda ela comandada pelo abade Figueiredo Sarmento, facto que confere grande unidade ao conjunto.
(RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura Religiosa da Diocese de Miranda do Douro (1545-1800)

Local

Bragança

Data

1995

Autor(es)

MOURINHO JÚNIOR, António Rodrigues

Título

O concelho de Macedo de Cavaleiros

Local

Bragança

Data

1993

Autor(es)

PIRES, Armando