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Solar do Paço Episcopal do Largo da Igreja de Trevões - detalhe

Designação

Designação

Solar do Paço Episcopal do Largo da Igreja de Trevões

Outras Designações / Pesquisas

Solar do Paço Episcopal de Trevões / Solar do Paço Episcopal de Trevões (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / São João da Pesqueira / Trevões e Espinhosa

Endereço / Local

Largo do Adro
Trevões

Número de Polícia: 9

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 1159/2009, DR, 2.ª série, nº 212, de 02-11-2009 (ver Portaria)
Despacho de homologação de 25-07-2007 da Ministra da Cultura
Parecer favorável de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 9-11-2004 da DR do Porto para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 26-11-2001

ZEP

Portaria n.º 222/2010, DR, 2.ª Série, n.º 55, de 19-03-2010 (sem restrições) (ZEP do Solar do Paço Episcopal, da Igreja de Santa Marinha e do Solar dos Caiado Ferrão) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 7-10-2009 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 16-05-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 20-03-2007 da DR do Porto (ZEP conjunta do Solar do Paço Episcopal, do Solar da família Caiado Ferrão e da Igreja Matriz de Santa Marinha de Trevões)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O Paço Episcopal de Trevões foi edificado a partir de 1777 por iniciativa do bispo de Lamego D. Manuel Vasconcelos Pereira, ao que tudo indica sobre um anterior edifício vinculado ao bispado, ao qual os prelados se deslocavam sazonalmente para proceder a actos jurídicos e administrativos da diocese. Este anterior conjunto estaria arruinado por 1758, conforme se depreende das Memórias Paroquiais, facto que motivou a sua reconstrução.
É um característico solar neoclássico que integra ainda elementos rococó ao nível da decoração de vãos. A fachada principal ocupa um dos lados menores e, aproveitando o declive do terreno, possui dois andares. A disposição das portas e janelas adapta-se a uma concepção tripartida hierarquizada, ocupando a entrada principal o eixo axial, sendo ladeada por duas janelas. Esta solução repete-se no piso superior, onde dois amplos janelões enquadram uma espécie de nicho preenchido com o brasão dos Pereiras e Vasconcelos, acompanhado pelas borlas episcopais.
Juntamente com o edifício, havia uma extensa propriedade de carácter rural, com assinalável produção de vinho, horta e pomar. O conjunto tem ainda a particularidade de integrar, junto ao cunhal poente da fachada lateral Sul, um curioso óculo circular, que a tradição associou aos bispos lamecenses, só se delocando estes à igreja, para rezar missa, depois de, por esse óculo, se certificarem da afluência de paroquianos.
A partir de 1875, o conjunto arquitectónico conheceu vários proprietários, começando pelo visconde de Fragosela, José Pereira Loureiro, que o adquiriu nessa data. Algum tempo depois, foi vendido a Francisco Xavier de Melo e, ainda depois, a Óscar Magalhães, mudanças de titularidade que, todavia, não foram suficientes para obstar à progressiva decadência da estrutura, que se prepara agora para entrar numa fase da sua vida, eventualmente como equipamento de turismo de habitação.
Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I.P.
30.07.2007

Imagens

Bibliografia

Título

Paço episcopal (do bispo de Lamego), Portugal. Património, vol. IV, pp.52-53

Local

Lisboa

Data

2007

Autor(es)

MORGADO, Florbela Bentes