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Anta da Carrajola, ou Anta da Carrajola 1, ou Anta 1 da Herdade da Carrajola - detalhe

Designação

Designação

Anta da Carrajola, ou Anta da Carrajola 1, ou Anta 1 da Herdade da Carrajola

Outras Designações / Pesquisas

Anta da Carrajola 1(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Anta

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Monforte / Monforte

Endereço / Local

Herdade de D. João
Monforte

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 420/2011, DR, 2.ª Série, n.º 54, de 17-03-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 24-09-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital de 30-11-2009 da CM de Monforte
Parecer de 30-04-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a classificação como IIP
Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR
Proposta de 27-10-2000 da DR de Évora para a classificação como IIP
Edital de 11-01-2000 da CM de Monforte
Despacho de abertura de 25-10-1999 do vice-presidente do IPPAR
Parecer favorável de 3-09-1999 do IPA
Proposta de abertura de 9-06-1999 da DR de Évora
Proposta de classificação de Carla Lopes e Rui Boaventura (1999)

ZEP

Portaria n.º 420/2011, DR, 2.ª Série, n.º 54, de 17-03-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 24-09-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital de 30-11-2009 da CM de Monforte
Parecer favorável de 30-04-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 3-03-2009 da DRC do Alentejo (20 m de raio, partindo do centro da anta, incluindo o tumulus).

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A região correspondente ao município de Monforte ostenta algumas das estações arqueológicas mais importantes da presença romana no actual território português, a exemplo da "Villa Lusitano-Romana de Torre de Palma".
Mas a ocupação humana deste recanto peninsular ocorreu muito antes, em plena Pré-história, certamente atraída pela fertilidade dos solos reforçada pelos inúmeros cursos de água que os atravessam, criando um conjunto de recursos cinegéticos essenciais à sobrevivência e longa permanência de diferentes comunidades ao longo dos tempos, aliando a recolecção à caça, à agricultura e ao pastoreio. De facto, entrara-se num momento, quando "A realidade cultural apresenta-se múltipla, eivada de assimetrias de desenvolvimento, em função da inserção das comunidades em ecossistemas mais ou menos favoráveis ao pleno florescimento da agricultura e do pastoreio, ou do apego mais ou menos arreigado dos grupos a formas de subsistência tradicionais, entre outros aspectos condicionantes do seu percurso cultural." (JORGE, S. de O., 1990, p. 102).
Uma característica que dificilmente passaria despercebida aos pioneiros da actividade arqueológica mantida entre nós desde finais do século XIX, princípios do XX, a exemplo de José Leite de Vasconcellos (1858-1941), director do "Museu Etnológico Português" e figura de referência dos estudos desenvolvidos entre nós sobre o passado do território português, a quem se deve, justamente, a investigação de alguns exemplares megalítico do actual concelho de Monforte, como no caso da "Necrópole de Rabuje".
Terá sido, contudo, António Tomás J. Pires (l850-1913), escritor, folclorista e estudioso do passado concelhio, quem intervencionou a "Anta da Carrajola 1", no início do século XX, numa altura em que os estudos megalíticos se afirmavam entre nós, na esteira da experiência estrangeira (sobretudo francesa) neste domínio específico da investigação arqueológica europeia, e nas antevésperas da publicação do primeiro decreto português de classificação de estruturas antigas como "monumento nacional", no qual se incluiu um número considerável de testemunhos megalíticos (Cf. MARTINS, A. C., 2005).
Dos elementos que comporiam originalmente a câmara sepulcral deste exemplar, remanesce o esteio granítico de cabeceira, de razoáveis dimensões, a par de seis outros monólitos, quatro dos quais fracturados. Quanto à laje de cobertura - "chapéu" - do sepulcro, não se encontram quaisquer indícios. Contrariamente ao que sucede em relação ao corredor de acesso ao seu interior, ao qual correspondem três esteios grauváquicos, dois erguidos a Sul e outro a Norte, assim como à mamoa - tumulus -, destinada a cobrir o monumento na totalidade.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen, Madrider Forschungen

Local

Berlim

Data

1959

Autor(es)

LEISNER, Vera, LEISNER, Georg Klaus

Título

A consolidação do sistema agro-pastoril, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira

Título

Notícias inéditas sobre dólmens em Portugal, Setúbal Arqueológica

Local

Setúbal

Data

1977

Autor(es)

NETO, Maria Cristina Santos

Título

A Associação dos Arqueólogos Portugueses na senda da salvaguarda patrimonial. Cem anos de transformação (1863-1963). Texto policopiado. Tese de Doutoramento em Letras.

Local

Lisboa

Data

2005

Autor(es)

MARTINS, Ana Cristina

Título

Exploracion de algunos dolménes de la région de Elvas, Portugal, Crónica del 2º Congreso Nacional de Arqueologia

Local

Zaragoza

Data

1952

Autor(es)

DEUS, António Dias de, VIANA, Abel