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Necrópole Megalítica da Rabuje - detalhe

Designação

Designação

Necrópole Megalítica da Rabuje

Outras Designações / Pesquisas

Necrópole da Rabuje / Necrópole de Rabuje / Necrópole megalítica de Rabuje(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Necrópole

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Monforte / Monforte

Endereço / Local

- Herdade dos Sardos e Herdade da Rabujem
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 304/2013, DR, 2.ª série, n.º 99, de 23-05-2013 (com restrições) (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 18-12-2012 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 13625/2012, DR, 2.ª série, n.º 207, de 25-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 13-09-2012 da DRC do Alentejo para a classificação do conjunto como SIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 26-05-2003
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação da Anta de Rabuje como IIP
Proposta de 23-10-2001 da DR de Évora para a classificação em conjunto das 5 antas como IIP, com a designação de Necrópole Megalítica de Rabuje
Edital de 9-07-1999 da CM de Monforte
Despacho de abertura de 7-06-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 2-06-1999 do IPA para a abertura da instrução do processo de classificação relativo ao conjunto das 5 antas e não isoladamente
Proposta de 21-01-1999 da DR de Évora para abertura da instrução do processo de classificação das Antas 1, 2, 3, 4 e 5 de Rabuje
Proposta de 25-04-1997 dos arqueólogos Carla Lopes e Rui Boaventura para a classificação de 16 monumentos megalíticos

ZEP

Anúncio n.º 13625/2012, DR, 2.ª série, n.º 207, de 25-10-2012 (divulga que, face à extensão da área a classificar e às condicionantes da RAN e REN, não irá ser estabelecida uma ZEP, ficando apenas a dispor de ZGP) (ver Anúncio)
Parecer favorável de 26-09-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 13-09-2012 da DRC do Alentejo para não ser fixada ZEP, de acordo com o art.º 55.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23-10-2009

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A região correspondente ao município de Monforte ostenta algumas das estações arqueológicas mais importantes da presença romana no actual território português, a exemplo da "Villa Lusitano-Romana de Torre de Palma".
Mas a ocupação humana deste recanto peninsular ocorreu muito antes, em plena Pré-história, certamente atraída pela fertilidade dos solos reforçada pelos inúmeros cursos de água que os atravessam, criando um conjunto de recursos cinegéticos essenciais à sobrevivência e longa permanência de diferentes comunidades ao longo dos tempos, aliando a recolecção à caça, à agricultura e ao pastoreio. De facto, entrara-se num momento, quando "A realidade cultural apresenta-se múltipla, eivada de assimetrias de desenvolvimento, em função da inserção das comunidades em ecossistemas mais ou menos favoráveis ao pleno florescimento da agricultura e do pastoreio, ou do apego mais ou menos arreigado dos grupos a formas de subsistência tradicionais, entre outros aspectos condicionantes do seu percurso cultural." (JORGE, S. de O., 1990, p. 102).
Não surpreenderá, por conseguinte, a abundância de exemplares de arquitectura megalítica neste concelho. Uma característica arqueológica que motivou, desde logo, a atenção dos nossos primeiros estudiosos na matéria, com destaque para José Leite de Vasconcellos (1858-1941), director do "Museu Etnológico Português" e figura de referência dos estudos desenvolvidos entre nós sobre o passado do território português.
Dos exemplares megalíticos existentes neste concelho merece, todavia, especial destaque a denominada "Necrópole de Rabuje", constituída por sete dolmens (ou antas, termo pelo qual serão localmente mais conhecidos), referidos nos anos vinte, justamente por J. L. Vasconcelos (Cf. VASCONCELLOS, J. L. de, 1929), posto que não a tivesse escavado, o que terá acontecido ainda durante a primeira década do século XX, por mão de L. Wittnich Carrisso (1886-1937) e António Sardinha (1888-1925), quando ainda jovens estudantes universitários conimbricenses, e cujos artefactos recolhidos deram entrada no Museu Municipal Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz (BOAVENTURA, R., 2000, p. 18).
Dos sete exemplares que compõem a necrópole sublinhar-se-á, porém, o que foi referenciado, justamente, em 1929 (vide supra) como "Anta grande de Rabuje".
Dotado de câmara sepulcral formada por sete dos esteios que a comporiam originalmente, in situ, o dólmen ostenta ainda parte da tampa - ou "chapéu" -, que a cobriria, tombada no seu interior. Quanto ao corredor, são visíveis quatro esteios a defini-lo, encontrando-se de igual modo derrubadas duas das lajes que o protegiam inicialmente.
Noutros exemplares surgem vestígios da primitiva mamoa - ou tumulus -, destinada a cobrir, na totalidade, toda a estrutura funerária, como sucede na Anta 2, chegando, nalguns casos - como no da Anta 5 -, a atingir ca de treze metros de raio.
Edificados preferencialmente em granito, uns, e em xisto, outros, julga-se que, em geral, e "[...] seguindo uma perspectiva evolucionista clássica, acreditando que as grandes antas de granito são de momento mais antigo, revelando-se os monumentos de xisto os mais recentes, poderíamos estar perante uma necrópole que evoluiu ao longo do fenómeno megalítico funerário, o que não significa que os mais antigos não tivessem sido reformulados e reusados." (Id., Idem, p. 18).
Dos materiais encontrados, constam, entre outros, mós, um machado, peças metálicas, fragmentos cerâmicos e uma conta de colar.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

A consolidação do sistema agro-pastoril, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira

Título

Antiguidades do Alentejo, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1929

Autor(es)

VASCONCELLOS, José de Leite de

Título

A geologia das Antas de Rabuje (Monforte, Alentejo), Revista Portuguesa de Arqueologia

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

BOAVENTURA, Rui

Título

O sítio calcolítico do Pombal (Monforte). Uma recuperação possível de velhos e novos dados

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

BOAVENTURA, Rui

Título

O povoamento pré-histórico dos 4.º - 3.º Milénios da Região [de] Monforte: O Estado da Questão, II Congreso de Arqueología Peninsular

Local

Zamora

Data

1997

Autor(es)

BOAVENTURA, Rui, LOPES, C.