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Palácio dos fidalgos Sousa Carvalho e Melo - detalhe

Designação

Designação

Palácio dos fidalgos Sousa Carvalho e Melo

Outras Designações / Pesquisas

Palácio dos Melo / Palácio dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo / Solar dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo / Palácio dos Melos / Solar dos Melos(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Borba / Borba (São Bartolomeu)

Endereço / Local

Rua 13 de Janeiro
Borba

Número de Polícia: 58

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 105/2014, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2014 (ver Portaria)
Procedimento (indevidamente) prorrogado até 31 de Dezembro de 2011 pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30 de Dezembro (ver Despacho)
Edital de 6-08-2003 da CM de Borba
Despacho de homologação de 26-05-2003 do Ministro da Cultura
Parecer de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 18-02-2002 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 14-02-2002 da DR de Évora para a abertura do processo de classificação
Proposta de classificação de 3-12-2001 da CM de Borba

ZEP

Parecer favorável de 23-02-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 12-11-2010 da DRC do Alentejo
Devolvido à DRC do Alentejo por despacho de 11-02-2010 do director do IGESPAR, I.P., para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Proposta de 10-12-2009 da DRC do Alentejo para a ZEP dos imóveis classificados e em vias de classificação da Vila de Borba
Em 20-09-2006 a CM de Borba enviou documentação
Em 10-03-2003 a DR de Évora solicitou elementos à CM de Borba

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edificado na primeira metade do século XVIII, o solar dos Fidalgos Sousa Carvalho e Melo estava já concluído em 1747, data em que era habitado por duas irmãs, de apelido Sande, depois de ter sido aforado a uma delas, D. Catarina Lobo e Sande. Não há certezas quanto aos responsáveis pela construção do imóvel, que se crê, no entanto, poder fazer recair sobre um casal borbense cuja ascendência e descendência esteve relacionada com importantes famílias de Vila Viçosa, Pedro Ferreira de Andrade e D. Serafina de Sousa Carvalho (ESPANCA, 1966). Esta convicção advém da existência de um brasão de armas, hoje no interior do edifício mas originalmente na fachada principal, em mármore e de características barrocas, decorado por vieiras, palmetas e aletas. Esquartelado apresenta os seguintes símbolos heráldicos: 1º Sousas, do Prado; 2º Carvalhos; 3º Melos; 4º Abreus, modernos e timbre de coroa de marquês.
Nas centúrias seguintes, outras famílias habitaram o solar. Somente em 1971 ocorreu uma alteração significativa das funções do imóvel, então adaptado a receber uma escola do ensino preparatório, o Ensino Secundário D. Maria I. Por troca com o Recolhimento das Beatas, o Município tornou-se proprietário do solar, mantendo a escola em funcionamento até 1974, ano em que esta se mudou para um edifício especialmente concebido para o efeito. A passagem da escola pelo imóvel deixou marcas profundas, principalmente ao nível da decoração das várias salas, obrigando, entre outras coisas, à remoção dos painéis pintados que revestiam muitas delas.
A fachada principal, com dois registos, é marcada pela abertura de vãos simétricos em ambos os pisos. No térreo, as janelas são rectas e muito depuradas, com lintel unido ao friso que acentua a horizontalidade do alçado, e a partir do qual nascem as janelas de sacada do andar nobre. Estas, apresentam cornija saliente e gradaria de época posterior, possivelmente da segunda metade do século XVIII. A porta principal, também de verga recta, encontra-se num dos extremos da fachada, sobrepujada por uma ampla janela de sacada, de remate semicircular com frontão contracurvado e moldura concheada, e balcão com a mesma forma, protegido por gradaria trabalhada.
A fachada posterior abria-se para os antigos jardins, nos quais se encontrava uma fonte.
No interior, o hall de entrada permite o acesso à escadaria de dois lanços, no primeiro dos quais se abriu, já no século XX, uma galeria que ilumina o espaço tendo ainda sido colocado no topo do segundo patamar o já referido brasão de armas. As salas encontram-se hoje vazias, sem os painéis executados no final do século XVIII pelo pintor de Borba José da Silva Carvalho. A única excepção é a Sala da Música, onde se conservam quatro cenas galantes características do estilo D. Maria I, alusivas à dança, às mascaradas, aos tocadores de sanfona e a um trio musical feminino. No tecto observam-se símbolos das artes, medalhões com palmetas, coroas de louro e outras figuras clássicas, pintadas já posteriormente (IDEM). Os restantes painéis, nos Paços do Concelho, representam a vida de José no Egipto, as estações do ano (estes na casa do último proprietário, António Proença Cavaco), e os vícios e as virtudes. De acordo com Túlio Espanca, o modelo seguido por José da Silva Carvalho foi um conjunto de gravuras alemãs, da autoria de Georg Christoph Kilian, executadas na oficina de Ang. Vindel.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

Borba - Património da Vila Branca

Local

Borba

Data

2007

Autor(es)

SIMÕES, João Miguel