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Villa da Granja - detalhe

Designação

Designação

Villa da Granja

Outras Designações / Pesquisas

Villa Lusitano Romana da Granja / Villa Romana do Crato / Vila Lusitano Romana da Granja / Villa da Granja(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Villa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Portalegre / Crato / Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Também conhecida por "Villa Romana do Crato", a "Villa da Granja" terá sido identificada ainda em finais do século XIX, numa altura em que os estudos arqueológicos iam ganhando maiores adeptos no seio da nossa sociedade, em geral, e da intelectualidade, em particular, especialmente na esteira das individualidades que mais se empenharam na sua institucionalização, actuando em três estabelecimentos cruciais para o seu desenvolvimento entre nós. Aludimos, é claro, à Commissão dos Serviços Geológicos, à Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes e ao Muzeu Ethnographico Portuguez, merecendo, já nos primeiros decénios de novecentos, a atenção particular do director deste último, essa figura de referência dos estudos etnográficos e arqueológicos portugueses que foi a de José Leite de Vasconcellos (1858-1941) (Cf. VASCONCELLOS, J. de, 1918).
Na verdade, foi com a descoberta, em 1896, de sepulturas encerrando ossos destroçados e fragmentos cerâmicos que se equacionou a possibilidade de existir uma villa nas imediações, sobretudo quando "As villae tinham também, obrigatoriamente, as suas necrópoles." (ALARCÃO, J. de, 1990, p. 488), ainda que o território correspondente na actualidade ao município do Crato seja, em termos arqueológicos, mais conhecido pelos vestígios pré-históricos, designadamente megalíticos, do que, propriamente, pelos exemplares da presença romana, contrariamente ao que se verifica em termos limítrofes.
Em todo o caso, os estudos conduzidos no sítio permitiram aferir a existência de uma villa, da qual se encontraram, além de muros residenciais, e a ca de um metro de profundidade, dois mosaicos policromos (Cf. HELENO, M., 1953), tendo sido localizados, na totalidade, cinco pavimentos decorados a mosaico, até porque "Os proprietários das villae, para além de encomendarem estátuas, contratavam mosaístas que lhes fizessem os pavimentos das suas salas." (VASCONCELLOS, J. de L., Idem, 488).
Além destes elementos, foram fragmentos de materiais de construção, como tegulae - telhas rectangulares - e imbrex - telhas em forma de meia cana) -, a par de uma coluna inteira talhada em mármore.
A recolha de pesos de lagar em granito poderá indicar uma das vertentes produtivas da propriedade. Referimo-nos, em particular, ao facto de a villa se ter especializado na obtenção de azeite, cuja actividade decorreria na área designada por villa fructuaria.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Notas sobre algumas estações da época lusitano-romana, O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1953

Autor(es)

HELENO, Manuel

Título

A construção na cidade e no campo, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Pelo Sul de Portugal (Baixo Alentejo e Algarve), O Arqueólogo Português

Local

Lisboa

Data

1918

Autor(es)

VASCONCELLOS, José de Leite de