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Ponte de Tôr - detalhe

Designação

Designação

Ponte de Tôr

Outras Designações / Pesquisas

Ponte romana de Tôr / Ponte Romana de Tor (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Ponte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Loulé / Querença, Tôr e Benafim

Endereço / Local

- -
Tôr

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Adenda de 31-03-2015 da CM de Loulé ao edital de 14-11-2014
Despacho de 31-03-2015 do Presidente da CM de Loulé a determinar a alteração da categoria de classificação para MIM
Edital de 14-11-2014 da CM de Loulé
Deliberação de 29-10-2014 da CM de Loulé a aprovar a conclusão do procedimento de classificação como de IM
Enviada cópia do processo pelo Ministério da Cultura à CM de Loulé, em 11-05-2010, a fim de ponderar a conclusão do procedimento
Despacho de homologação de 10-08-1998 do Ministro da Cultura
Parecer de 29-07-1998 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como VC
Despacho de abertura de 7-10-1994 do presidente do IPPAR
Proposta de 20-09-1994 da DR de Faro para a abertura do processo de instrução da classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ponte de Tôr é uma das mais importantes pontes romanas da região, relevância que está directamente relacionada com a sua posição interior no território, a Norte de Loulé e numa zona de plena serra, cruzando a ribeira de Algibre. Apesar da sua origem ser bem conhecida (e de estar bem atestada pelos vestígios materiais remanescentes), é possível e provável que tenha sido objecto de beneficiação na época medieval, senão já em cronologias mais próximas, quem sabe se no reinado de D. Sebastião, indicação constante da memória ancestral local que, certamente, Francisco Xavier de Ataíde OLIVEIRA, 1905, p.151, passou à escrita.
Estruturalmente, compõe-se de três arcos de volta perfeita, organizados entre si de maneira harmónica, com o arco central de maior amplitude e os laterais de menor abertura e simétricos. Aquele arco central é a marca mais clara da imponência da estrutura, elevando-se a cerca de 7 metros do nível médio das águas da ribeira e tendo um vão de aproximadamente 11 metros. O seu aparelho é composto por grandes e regulares silhares bem aparelhados e por aduelas de talhe perfeito, o que reforça a cronologia romana do conjunto. Outras evidências desse período é o tabuleiro tendencialmente rectilíneo, não apresentando um muito claro cavalete, como seria de esperar se tivesse existido uma reforma medieval profunda.
Essa reforma, todavia, ocorreu, mas, pensamos nós, terá deixado marcas muito leves. Num dos arcos menores da estrutura, existe um escudo português, catalogado por PINTO, 1998, p.182, como "talvez renascentista", mas que pode bem corresponder à Baixa Idade Média. Por outro lado, este mesmo arco "apresenta um pequeno patamar na sua linha de lançamento, mostrando uma técnica construtiva diferente da mais frequentemente usada pelos romanos" (IDEM, p.182). Por estas características, facilmente se compreende como a campanha reformadora (consolidadora) se pautou por uma grande economia de meios, actuando tenuamente sobre partes que, eventualmente, ameaçassem ruir.
É por isso que quer a estrutura da ponte, quer os seus talhamares triangulares, quer ainda a linearidade do seu tabuleiro nos pareçam genericamente romanos, não existindo outros dados visíveis (que poderão estar ocultados pelo reboco de cal que cobre grande parte do conjunto) que nos levem a pensar o contrário.
A ponte englobava, na sua origem, cinco arcos (IPA on-line, em 24/6/2005), de que são visíveis apenas três, sendo este facto decorrente do progressivo assoreamento da ribeira (em particular na margem Norte), que, em época romana, era mais larga e teria um caudal bem mais forte, razão pela qual o arco central apresenta um vão tão largo.
Apesar da sua antiguidade e da coerência material das suas partes constituintes, a ponte romana de Tôr não foi ainda objecto de um estudo integral, que permita fazer um levantamento gráfico da estrutura e possibilite, então, o seu restauro. A distância do monumento em relação aos principais centros administrativos do país, bem como a relativa segurança da estrutura, tem facilitado este aparente abandono científico, mas cada vez mais se afigura como necessária uma consolidação que não pode prescindir de um estudo monográfico prévio. Nos últimos anos, efectuou-se um restauro pontual, de que não temos conhecimento administrativo, mas que se limitou a rebocar parte do enchimento dos arcos com cimento.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Pontes romanas de Portugal

Local

Lisboa

Data

1999

Autor(es)

PINTO, Paulo Mendes

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Loulé. O património artístico

Local

Loulé

Data

2001

Autor(es)

CARRUSCA, Susana

Título

Carta Arqueológica de Portugal: concelhos de Portimão, Lagoa, Silves, Albufeira, Loulé, São Brás de Alportel

Local

Lisboa

Data

1992

Autor(es)

-

Título

Arqueologia do Concelho de Loulé

Local

Loulé

Data

1988

Autor(es)

MARTINS, Isilda Maria Pires

Título

Fornos de cerâmica e outros vestígios romanos no Algarve. Por Terras do Algarve. Ensaio de História e Arqueologia

Local

Maputo (Lourenço Marques)

Data

1974

Autor(es)

MASCARENHAS, José Fernando

Título

Arqueologia Romana do Algarve. 2

Local

Lisboa

Data

1972

Autor(es)

SANTOS, Maria Luisa Estácio da Veiga Afonso dos

Título

Monografia do Concelho de Loulé

Local

Porto

Data

1905

Autor(es)

OLIVEIRA, Francisco Xavier d'Ataíde