Saltar para o conteúdo principal da página

Casa dos Alpuim, ou dos Agorreta, incluindo jardim - detalhe

Designação

Designação

Casa dos Alpuim, ou dos Agorreta, incluindo jardim

Outras Designações / Pesquisas

Casa dos Agorreta / Casa dos Alpuim / Casa dos Agorretas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Viana do Castelo / Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela

Endereço / Local

Rua dos Rubins
Viana do Castelo

Rua Manuel Espregueira
Viana do Castelo

Número de Polícia: 68-70

Proteção

Situação Actual

Procedimento caducado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de concordância 15-01-2015 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 19-12-2014 da DRC do Norte para a não abertura de novo procedimento de classificação, dadas as alterações levadas a efeito
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 5-07-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 1-07-1999 da DR do Porto

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Ao longo da segunda metade do século XV o perímetro urbano de Viana da Foz do Lima foi aumentando gradualmente, expandindo-se para o exterior da cerca medieval. O comércio ultramarino com os portos europeus e as ilhas atlânticas originou nos primeiros anos de Quinhentos um crescimento populacional e económico na vila minhota, pelo que o perímetro urbano ia sendo alargado, quer no sentido paralelo ao rio, em direcção ao mar, quer para a zona montanhosa sobranceira à vila (REIS, 1993).
Junto à igreja matriz foi aberta uma nova praça, o Campo do Forno, onde foram edificados os Paços do Concelho. A noroeste destes foi fundado o Convento de Sant'Ana, cuja construção, iniciada em 1510 (CALDAS; GOMES, 1990, p.40), originou a abertura de novas ruas para o lado do monte de Santa Luzia.
A partir do ano de 1530 algumas famílias nobres de Viana instituíram novos morgados, que incluíam terrenos situados no espaços desses arruamentos. O quarteirão onde actualmente está edificada a Casa Alpuim, bem como a Casa da Carreira, pertencia à família Fagundes.
Em 1553 Rui Fagundes, arcipestre da Colegiada de Viana, vinculou os terrenos da rua de Santana, juntamente com a quinta do Outeiro, nomeando administrador deste morgado o seu filho Baltasar Fagundes. Em 1602 este vínculo era vendido a Cristóvão de Alpuim da Silva, que instituiu morgado para a sua família (ALPUIM; VASCONCELOS, 1983, p.85).
A edificação da casa foi iniciada na segunda metade do século XVI, prolongando-se até à centúria seguinte. Em 1627 estava ainda em construção a ermida, dedicada a Nossa Senhora da Conceição e situada no lado oposto ao torreão, edificado já no século XVIII.
Em 1875 a família Alpuim vendeu a casa a José Lopes Guimarães, que realizou grandes obras no interior do imóvel, adaptando o piso superior a habitação e o inferior a fins comerciais. Em 1966 era instalada no edifício a Biblioteca Municipal, que aí permanece até hoje.
A Casa Alpuim apresenta uma estrutura ecléctica, que denuncia diversas campanhas de obras em diferentes épocas. A planta disposta de forma rectangular denuncia o gosto da arquitectura civil senhorial maneirista. A estrutura austera da fachada é marcada pela regularidade e simetria da disposição das janelas e portas, e revela a divisão interior da casa, que de acordo com a tratadística da época, destinava o piso térreo às divisões de serviço, e o andar superior às salas nobres e áreas de habitação.
O programa decorativo demonstra uma curiosa permanência da linguagem manuelina na região de Viana muito para além das primeiras décadas do século XVI, à semelhança do que sucede na vizinha Casa da Carreira, considerada um dos primeiros exemplos de arquitectura revivalista portuguesa (MOREIRA, 1986, p.85).
As portas, que se alternam em moldura rectangular e de arco abatido, e as janelas do piso nobre, de moldura mainelada, são encimadas por frontões contracurvados de gosto barroco. O conjunto da fachada é rematado por um conjunto de merlões, e do lado esquerdo da fachada principal foi erigida uma torre, também coroada por merlões, com gárgulas de canhão, possuindo ao centro janela mainelada com balaustrada de ferro.
O interior do palacete foi muito alterado para adaptação aos serviços municipais que actualmente funcionam no seu espaço, e em 1990 a Câmara Municipal de Viana realizou obras de transformação para geminação com o edifício dos Paços do Concelho, situados no palácio Carreira.
Catarina Oliveira

Imagens

Bibliografia

Título

Viana do Castelo

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

CALDAS, João Vieira, GOMES, Paulo Varela

Título

Viana Monumental e Artística: espaço urbano e património de Viana do Castelo

Local

Viana do Castelo

Data

1990

Autor(es)

FERNANDES, Francisco José Carneiro

Título

Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar, História da Arte em Portugal, vol. 8

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

Casas de Viana antiga

Local

Viana do Castelo

Data

1983

Autor(es)

ALPUIM, Maria Augusta, VASCONCELOS, Maria Emília de

Título

Viana, a cidade através do tempo, Cadernos Vianeneses, nº 16, 1993

Local

Viana do Castelo

Data

1993

Autor(es)

REIS, António Matos