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Tapada do Outeiro - detalhe

Designação

Designação

Tapada do Outeiro

Outras Designações / Pesquisas

Tapada Outeiro
Central Termoeléctrica da Tapada do Outeiro
EDP Produção (proprietário actual) - Largo Tito Fontes, nº 15-21 / 4000 Porto

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

Arquitectura Industrial Moderna (1925-1965)

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Gondomar / Melres e Medas

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Em Estudo - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

-

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Central Termoeléctrica da Tapada do Outeiro
Gondomar, Porto
Arqº José Carlos Loureiro
1955 - 1959

Superfície extensa, marcante na paisagem pelo próprio cromatismo do tijolo que a reveste, a Central Termoeléctrica da Tapada do Outeiro foi edificada na sequência da constituição da Empresa Termoeléctrica Portuguesa S.A.R.L., em 1954, de modo a assegurar a plena cobertura dos crescentes consumos impostos pela industrialização e desenvolvimento socio-económico do país, constituindo-se, simultaneamente, forma de valorização dos combustíveis nacionais, nomeadamente os carvões pobres da bacia carbonífera duriense.
Explorando a ideia de uma monumentalidade técnica e industrial, a central dispõe-se organicamente sobre a margem direita do rio Douro, acompanhando o movimento do seu declive e articulando o programa entre três volumes de configuração prismática, que embora forçados pela lógica da sua funcionalidade, transcendem qualquer intuito redutor da ideia de "função".
O conjunto é protagonizado pelo corpo da casa das caldeiras, que emerge expressivamente quer pela sua escala, quer pela plasticidade da superfície das suas fachadas de tijolo, pautadas por faixas horizontais de betão e perfuradas com estreitas fenestrações verticais dispostas alternadamente. Um corpo intermédio funciona como receptáculo porticado que recobre as estruturas dos três grupos de geradores, ligando-se ao edifício de comando e escritórios por meio de dois passadiços metálicos. Este último, formalmente singular, avança suspenso em consola, confirmando as inúmeras potencialidades construtivas do betão armado e a penetração dos valores internacionais, claramente manifestos no amplo rasgamento, exposto ao rio e recoberto por uma membrana de brise-soleil pivotados, que ocupa os dois pisos em toda a sua extensão. Um corpo vertical transparente numa das faces, exibe os acessos, enfatizando a estrutura da escada como elemento de composição plástica e marcação da entrada, que tende a prolongar as pesquisas já fixadas por Carlos Loureiro no emblemático edifício Parnaso, ressalvando a qualificada ruptura operada pela geração que trabalhou durante os anos 50.

Rute Figueiredo/ Docomomo Ibérico
Junho 2002

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura do Século XX - Portugal (Catálogo da Exposição)

Local

Frankfurt - Lisboa

Data

1998

Autor(es)

TOSTÕES, Ana Cristina, BECKER, Annette, Wang, Wilfried

Título

Realizações importantes, in Indústria Portuguesa, ano XXXII, nº 377

Local

-

Data

1959

Autor(es)

-

Título

Central da Tapada do Outeiro. Notas sobre o empreendimento

Local

Porto

Data

1960

Autor(es)

-

Título

Central da Tapada do Outeiro

Local

Porto

Data

-

Autor(es)

-

Título

A Primeira Caldeira da Nova Central da Tapada do Outeiro

Local

Lisboa

Data

1958

Autor(es)

SIMÕES, Ilídio Mariz

Título

40 Anos de Arquitectura, 1950-1990. um Gabinete do Porto - J. Carlos Loureiro - L. Pádua Ramos - J. Manuel Loureiro

Local

Porto

Data

1992

Autor(es)

-

Título

Meio Século de História. Um Horizonte de Projectos.

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

-