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Igreja de Santa Bárbara, matriz de Santa Bárbara de Nexe - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Santa Bárbara, matriz de Santa Bárbara de Nexe

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Santa Bárbara de Nexe / Igreja Paroquial de Santa Bárbara de Nexe / Igreja de Santa Bárbara(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Faro / Santa Bárbara de Nexe

Endereço / Local

Largo Alves da Costa
Santa Bárbara de Nexe

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 110/2014, DR, 2.ª série, n.º 89, de 9-05-2014 (ver Anúncio)
Despacho de 25-03-2014 do Secretário de Estado da Cultura a aprovar a abertura de novo procedimento de classificação
Parecer favorável de 18-03-2014 da DGPC
Proposta de 3-03-2014 da DRC do Algarve para a abertura de novo procedimento de classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Parecer de 6-02-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P a propor a classificação como IIP
Despacho de abertura de 15-05-2002 do vice-presidente do IPPAR

ZEP

Sem efeito, por ter caducado o anterior procedimento de classificação
Parecer favorável de 6-02-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 4-01-2008 da DRC do Algarve

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Do sítio de "Neixe" há notícias que remontam à primeira metade do séc. XIV. Nesse tempo, o lugar pertenceria ao termo de Loulé, e possuiria uma pequena Ermida dedicada a Santa Bárbara, cuja imagem esculpida e de pequenas dimensões, estaria sobre o altar. Porém, nos finais do séc. XV, "Neixe" foi elevada a sede de freguesia, deixando de pertencer ao termo de Loulé e passando para o de Faro.
A primitiva ermida medieval foi então profundamente remodelada, dando lugar à Igreja Matriz.
A Organização Interior do Templo: Formalmente, o edifício que se nos apresenta é constituído por três naves de cinco tramos, com arcos ogivais suportados por colunas. Os capitéis são de tipo cálice oitavado. Um arco triunfal exuberantemente decorado com ramos e toncos, em puro estilo manuelino, separa a nave central da capela-mor, cuja cobertura é decorada por uma abóbada estrelada, de cinco chaves, ligadas por combados em forma de corda.
Nos finais do séc. XVII e sobretudo na 1ª metade do século XVIII, como resultado da prosperidade económica vivida na região, assiste-se a uma profunda alteração na ornamentação do interior do templo, integrada numa campanha de renovação do mesmo.
Nessa onda renovadora que então atingiu a igreja, foram criadas três novas capelas, dedicadas respectivamente ao Senhor Jesus, às Almas do Purgatório e a Santo Amaro, cujo retábulo se destaca de entre os demais, pela sua qualidade. É um retábulo cuja gramática decorativa obedece ao formulário "rocaille", e onde se destaca a importância atribuída à composição arquitectónica, a qual se impõe fortemente e determina o uso de elementos decorativos, alguns dos quais, de surpreendente efeito estético A população, organizada em confrarias, responsabilizou-se pelos altares laterais. Os mais antigos, o da invocação de Santo António e o de Nossa Senhora, cujas imagens estavam primitivamente pintadas nas paredes, deram lugar a interessantes retábulos de talha barroca, integrados na tipologia mais utilizada no Algarve, sendo o primeiro da fase "nacional" e o segundo, da fase "joanina".
O retábulo da capela-mor foi, em 1733, mandado substituir por um novo retábulo, já de acordo com os cânones barrocos tridentinos, e é esse que se nos apresenta hoje, embora com algumas alterações.
Ainda no contexto da renovação ornamental que a igreja sofreu neste tempo, procedeu-se em 1702, ao revestimento de azulejos de padronagem, em vários lugares no interior da Igreja, sendo de salientar no conjunto, um painel de azulejos figurativos que encima o arco triunfal, representando Santa Bárbara a ser coroada por dois anjos, tendo por fundo uma fortaleza.
Pensa-se que os azulejos devam ter sido adquiridos em Lisboa, dada a inexistência comprovada de qualquer oficina local de produção azulejar. Na capela de Santo António estão expostas duas pinturas sobre madeira representando S. Brás e S. Luís. Desconhece-se o local de proveniência destas pinturas, dado que só surgem nos livros de inventário a partir de 1779, mas a sua data de execução aponta para os finais do século XVI. Das várias alfaias religiosas existentes, merece um lugar de destaque o relicário de Santa Bárbara. Trata-se de uma peça em prata branca, com 295 gramas, e apresenta características próximas do formulário do gótico final. No reverso, tem gravada a palavra "Ecce Homo". A sua execução deverá ter sido efectuada em Lisboa nos finais do século XV ou inícios do XVI, desconhecendo-se no entanto o seu paradeiro até 1672, ano em que surge inventariada nos livros desta Igreja.
(MFS / DR Faro)

Imagens

Bibliografia

Título

Faro. Edificações Notáveis

Local

Faro

Data

1995

Autor(es)

LAMEIRA, Francisco