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Edifício "Soares & Irmão" - detalhe

Designação

Designação

Edifício "Soares & Irmão"

Outras Designações / Pesquisas

Edifício de Escritórios e Habitação "Soares " / Edifício da Firma Soares (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Rua Ceuta / Praça D. Filipa de Lencastre
Porto

Número de Polícia: 16 / 141-146

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de revogação de 13-05-2009 do Director do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 1-10-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de encerramento de 8-02-2008 da DRCNorte, por não ter valor nacional
Despacho n.º 85/GP/05 de 29-09-2005 do presidente do IPPAR a determinar a abertura do processo de classificação

ZEP

Parecer de 1-10-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. favorável à integração do imóvel na ZEP do Conjunto da Praça da Liberdade, Avenida dos Aliados e Praça do General Humberto Delgado
Proposta de 18-02-2008 da DRCNorte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

«Em 1942, o relatório da actividade camarária relatava a apresentação do projecto de abertura do novo arruamento; iniciadas as obras em 1947, o plano de actividades da Câmara ainda inscrevia dotações para a segunda fase de obras em 1951. No edifício de Ceuta, edifício testa-arranque da margem norte da rua a aí construir-se (1953), os autores (...) problematizaram as convenções do moderno pelo sentido urbano da intervenção arquitectónica. A parcela, de perímetro triangular, é uma associação de dois lotes, desalinhados 2,5m no plano da meação. Na sua extensão fracturada (...), a frente virada à rua mascara pela escala a estreiteza da superfície edificável, quase anulada no ângulo fechado que aquela estabelece com a empena do edifício confrontante. Compondo com a pendente da rua, a meação e a diagonal limite, a disposição do volume faz-se como remate / frente urbana de tripla finalidade: denunciar a esquina com a Rua da Picaria, modelada por uma caixa adossada a toda a altura do edifício preexistente; provocar um plano testa- frontal à Rua de Avis, simultaneamente, frente urbana sobre a praça em formação, enquadrada nos seus contornos; na embocadura da Rua de Ceuta e no alinhamento do outro gaveto já em construção num musculado "déco" nacional, valorizar com outro sentidode monumentalidade o desfazamento entre as frentes de lote como presença volumétrica da nova frente de edificação, acentuada pela colagem da grelha densa na modulação e acessórios, pelo pilar isolado, pela pauta tipológica e formal. A resposta ao programa inicial - escritórios da firma proprietária, salas para escritórios, habitação-andar, uma habitação em andares - limita-se à sua distribuição pelos nove pisos, cumprindo estrita sequência altimétrica sem fazer recurso a tipos e dispositivos do movimento moderno; excepção para o primeiro segmento, onde uma galeria descontínua situada a meia altura entre o pavimento e o tecto da grande "sala do expediente" (pé direito de 4,6m) permite que todas as áreas sob ou sobre a galeria participem do mesmo espaço e volume da sala. Nos pisos, indiferente ao ao destino de uso, mas sensível à conveniência, o princípio distributivo opta por um corredor contínuo a eixo longitudinal, reservando o lado da rua para salas e quartos, e o lado norte para serviços.» (in MENDES, Manuel; Catálogo "Arquitectura do Século XX - Portugal"; Deutsches Architektur - Museum, Frankfurt am Main / Centro Cultural de Belém, Lisboa; 1998; p. 206)

Imagens

Bibliografia

Título

Os Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

AA.VV.