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Estação Fluvial Sul e Sueste - detalhe

Designação

Designação

Estação Fluvial Sul e Sueste

Outras Designações / Pesquisas

Estação Fluvial de Sul-Sueste / Estação Fluvial de Sul e Sueste(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Estação Fluvial

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Santa Maria Maior

Endereço / Local

Avenida Infante D. Henrique
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 640/2012, DR, de 2.ª série, n.º 212, de 2-11-2012 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento elaborado em 14-08-2012
Anúncio n.º 12640/2012, DR, 2.ª série, n.º 111. de 8-06-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 6-03-2012 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 29-02-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 23-12-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como MIP (mantendo a delimitação da proposta anterior)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido em 29-06-2006 à DR de Lisboa para juntar proposta de ZEP
Proposta de 2-09-2005 da DR de Lisboa para a classificação como IIP (com nova delimitação)
Despacho de abertura de 7-09-2004 do presidente do IPPAR
Proposta de 29-07-2004 da DR de Lisboa para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Despacho N.º 61/2004-PRES, de 3-06-2004, do presidente do IPPAR a determinar o estudo da eventual classificação

ZEP

Portaria n.º 109/2014, DR, 2.ª série, n.º 30, de 12-02-2014 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento elaborado em 14-08-2012
Anúncio n.º 12640/2012, DR, 2.ª série, n.º 111. de 8-06-2012 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 6-03-2012 do diretor-geral da DGPC
Parecer favorável de 29-02-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 23-12-2011 da DRC de Lisboa e Vale doTejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Estação Fluvial Sul e Sueste foi projetada para ligar Lisboa por via fluvial às linhas ferroviárias do sul do País, que terminavam no Barreiro. Projeto do arquiteto Cottinelli Telmo (1897-1948). Destaca-se sobretudo o seu caráter pioneiro, devendo-se a este edifício, uma das obras inaugurais do Estado Novo, o primeiro passo de abertura formal ao movimento moderno em equipamentos públicos.
Inaugurada em 1932, Cottinelli Telmo assumiu na versão final do projeto, uma postura de compromisso com a herança revivalista e art déco e com os condicionalismos inerentes à tipologia e funcionalidade próprias de uma estação com grande movimento. A Estação afirma-se sobretudo por contraste com o conjunto pombalino envolvente, recorrendo a uma linguagem geometrizante cujo rigor e depuração, combinados com um pragmático sentido de monumentalidade e com a exploração das potencialidades construtivas do betão armado, não apenas conferem modernidade ao edifício como permitem um reconhecimento imediato do seu caráter público.
O projeto, assume plenamente as possibilidades construtivas do betão armado (volumes elementares, coberturas planas, grandes superfícies de vidro). A fachada é também animada pela pala de proteção que se projeta ao nível das impostas dos arcos e pelas torres piramidais que rematam em altura os elementos estruturais.
Estação apresenta no seu corpo principal o vestíbulo de passageiros (um espaço amplo) como um volume paralelepipédico de planta retangular, de grandes dimensões e elevado pé-direito iluminado por entradas de luz zenital, vazado na fachada por 3 arcos de volta inteira, permitindo o acesso ao interior da estação fluvial através de portas envidraçadas, sendo a cobertura efetuada por terraço. Adossadas a este volume principal são visíveis 2 alas retangulares que, prolongando-se para sul, definindo uma construção em U, enquadram o cais, conduzindo a embarcadouros flutuantes.
Nos muros laterais, reconhecem-se as bilheteiras e, num nível superior, painéis de azulejos polícromos figurando brasões de cidades do Alentejo e do Algarve (alteração em obra).
Um volume secundário, anexo a nascente, destinava-se originalmente ao Serviço de Bagagens Chegadas.
História
Julho de 1928, 1.ª versão do projeto do Edifício de Passageiros da Estação Fluvial do Sul e Sueste em Lisboa. Novembro de 1928, 2.ª versão do projeto (versão aprovada e construída). Conclusão da obra em Maio de 1932.
Por iniciativa do engenheiro Raul Couvreur, durante a construção foram introduzidas algumas alterações ao projeto: os pilares da estrutura, nomeadamente, foram construídos em betão armado e não em blocos sobrepostos, como o previa o projeto; no vestíbulo de passageiros e nas palas sobre as entradas, as lajes de cobertura em betão armado foram vazadas em grandes clarabóias, cobertas com placas de vidro, que viriam a revelar-se determinantes para o resultado espacial e luminoso conseguido no edifício; em lugar dos candeeiros parietais previstos, foram aplicados, no vestíbulo de passageiros, painéis de azulejo representando os escudos de dez cidades, cinco do Alentejo e cinco do Algarve, servidas pela rede do Sul e Sueste, e nas salas de espera as paredes foram revestidas com azulejos do pintor Alves de Sá.
Nesta segunda versão, inaugurada em Maio de 1932 dominam os grandes arcos de volta perfeita das entradas em que a sugestão românica é transformada pelo rigor geométrico art déco, estilo que anima todo o conjunto construído, colaborando, tanto externa como internamente, na sua aparência modernizante.
Para além das, já referidas, alterações ao projecto inicial na fase de obra, foram realizadas, posteriormente, e ao longo das suas sete décadas de existência, variadíssimas intervenções/obras/ampliações, quer por motivos de salubridade/higiene, quer por motivos funcionais/exploração, intervenções essas, que não alteraram o equilíbrio arquitetónico e patrimonial do imóvel.
Paulo Martins/DGPC, 2018

Imagens

Bibliografia

Título

Os Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Arquitectura do Século XX - Portugal (Catálogo da Exposição)

Local

Frankfurt - Lisboa

Data

1998

Autor(es)

TOSTÕES, Ana Cristina, BECKER, Annette, Wang, Wilfried

Título

Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Arquitectura Moderna e Obra Global a partir de 1900

Local

Porto

Data

2009

Autor(es)

TOSTÕES, Ana