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Edifício designado «Bloco das Águas Livres» - detalhe

Designação

Designação

Edifício designado «Bloco das Águas Livres»

Outras Designações / Pesquisas

Bloco das Águas Livres / Edifício na Praça das Águas Livres n.º 8 e Rua Gorgel do Amaral n.º 1 / Bloco das Águas Livres(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Edifício

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Campo de Ourique

Endereço / Local

Praça das Águas Livres
Lisboa

Número de Polícia: 8-8 I

Rua Gorgel do Amaral
Lisboa

Número de Polícia: 1-1 A

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 370/2012, DR, 2.ª série, n.º 156, de 13-08-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 15-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 29-01-2010 da Ministra da Cultura
Despacho de concordância de 4-01-2008 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 12-12-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 16-03-2007 da DR de Lisboa para a classificação como IIP
Edital N.º 77/2005 de 16-09-2005 da CM de Lisboa
Despacho de abertura de 10-03-2005 do presidente do IPPAR
Proposta de 4-03-2005 da DR de Lisboa para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Despacho N.º 67/2004 - PRES. de 18-06-2004 do presidente do IPPAR a determinar que se estude a eventual classificação com carácter de urgência

ZEP

Portaria n.º 370/2012, DR, 2.ª série, n.º 156, de 13-08-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 15-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Anúncio n.º 8321/2011, DR, 2.ª série, n.º 116, de 17-06-2011 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 11-02-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Novo parecer favorável de 9-02-2001 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Despacho de homologação de 29-01-2010 da Ministra da Cultura
Despacho de concordância de 4-01-2008 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 12-12-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 16-03-2007 da DR de Lisboa

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Obra ímpar no panorama da arquitetura habitacional contemporânea portuguesa, o Bloco das Águas Livres marca uma clara adesão aos princípios urbanos preconizados pelo Movimento Moderno e, sobretudo, ao modelo "protótipo" que Le Corbusier criou nas casas da Unidade de Marselha.
Projetado por Nuno Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa em 1953 para integrar o plano de urbanização da zona da Praça das Águas Livres, iniciado então pela Câmara Municipal de Lisboa, o edifício tornou-se num dos mais emblemáticos da nova arquitetura de prédios de rendimento da capital. Implantado no alto do Rato, junto à Mãe d' Água das Amoreiras, o bloco de edifícios estende-se sobranceiro à cidade, com varandas salientes que marcam o ritmo das fachadas, tanto na forma como na modelação de luz e sombra.
Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa pensaram a estrutura como uma pequena comunidade independente. Às áreas de habitação juntam-se escritórios e lojas, e a circulação exterior entre os espaços é permitida por galerias longitudinais. Cada um dos edifícios possui áreas de serviço comuns, como lavandarias, garagens, salas de condomínio ou os jardins e espaços verdes interiores, da autoria de Gonçalo Ribeiro Telles. Um programa decorativo que engloba pinturas murais, mosaicos, vitrais e relevos caracteriza as áreas de uso coletivo (fachadas, átrio, cobertura), com obras de Almada Negreiros, Manuel Cargaleiro, Jorge Vieira, José Escada e Frederico George; é a inclusão "da arte na rotina quotidiana, dessacralizando-a" (MILHEIRO, Ana Vaz, 2002).
O interior dos apartamentos foi concebido de forma inovadora. Os espaços são amplos, confortáveis, permitindo "bem receber" e recriando as qualidades das moradias familiares num apartamento (TOSTÕES, Ana, 2009, p. 60). Todos os equipamentos domésticos foram pensados tendo em conta a independência e funcionalidade dos espaços domésticos, para os quais se desenharam expressamente peças de equipamento (armários, lavatórios, puxadores de portas, cestos de papéis, lava-roupas, estendais).
O Bloco das Águas Livres distingue-se como uma das realizações mais inovadoras de Nuno Teotónio Pereira, tanto na forma como o arquiteto projetou a vivência quotidiana dos espaços em rigorosa simbiose com os princípios da Arquitetura Moderna como no papel determinante que o edifício teve na renovação do urbanismo da cidade.
Catarina Oliveira
DIDA/ IGESPAR, I.P./ Janeiro de 2012

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura Moderna Portuguesa 1920-1970. Um Património a Conhecer e Salvaguardar

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

AA.VV.

Título

Os Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos Anos 50

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Arquitectura Moderna e Obra Global a partir de 1900

Local

Porto

Data

2009

Autor(es)

TOSTÕES, Ana

Título

Cozinhas. Espaço e Arquitectura

Local

Lisboa

Data

2006

Autor(es)

PEREIRA, Ana Marques