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Igreja de São Martinho - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Martinho

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Matriz de Montemor-o-Velho / Igreja Paroquial de Montemor-o-Velho / Igreja de São Martinho (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Montemor-o-Velho / Montemor-o-Velho e Gatões

Endereço / Local

Rua de S. Martinho
Montemor-o-Velho

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A actual configuração da Matriz de Montemor-o-Velho data do século XV, mas, tal como o castelo que a tutela, a sua história é bem mais rica e iniciou-se alguns séculos antes. A arqueologia ainda não desvendou as origens do templo, que aparece documentado no século IX, época em que aqui se terá fundado um mosteiro beneditino vinculado ao cenóbio de Lorvão. Nos tempos seguintes, Montemor esteve na linha da frente da luta pelo território e, entre conquistas e reconquistas, só em 1130 (pouco antes da conquista definitiva de Lisboa) se terá reedificado a igreja, conforme sugere a inscrição que acompanha a fachada principal do templo.
Na Baixa Idade Média, Montemor foi um dos locais mais importantes do reino, estatuto que a documentação remanescente bem evidencia. No entanto, foi no efémero governo do Infante D. Pedro, senhor de Montemor, que se edificou o actual edifício, ao abrigo de um elegante estilo quatrocentista, mais heterogéneo e rico que a simples redução tipológica aos cânones saídos do mosteiro da Batalha. É um templo de alguma monumentalidade, com corpo de oito tramos seccionados por arcos torais apontados, e capela-mor de dois tramos, acessível por arco triunfal de volta perfeita.
No início do século XVI, a relevância religiosa do monumento fez com que aqui se tivessem feito enterrar alguns importantes nobres da região. Foi o caso do cavaleiro da Casa Real Manuel Pessoa de Sá e Cunha (falecido em 1531), e de sua mulher, D. Mécia Quaresma Costa, que repousam em túmulo inscrito em arcossólio no primeiro tramo da nave, acompanhado de legenda epigráfica.
PAF

Imagens