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Capela-mor e sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I, na Igreja da Luz - detalhe

Designação

Designação

Capela-mor e sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I, na Igreja da Luz

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Luz (Capela-Mor e Sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I) / Convento de Nossa Senhora da Luz / Igreja Paroquial de Carnide / Igreja de Nossa Senhora da Luz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Carnide

Endereço / Local

Largo da Luz
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 8 627, DG, I Série, n.º 27, de 8-02-1923 (classificou a capela-mor) (ver Decreto)
Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou a sepultura da Infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I) (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primitiva e sumptuosa igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Luz foi levantada na segunda metade do séc. XVI por iniciativa da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I e de D. Leonor, constituíndo, segundo Vitor Serrão, um dos mais importantes testemunhos da arquitectura maneirista do nosso país. Jerónimo de Ruão ficou encarregue do projecto, com provável intervenção de seu pai, João de Ruão e de Francisco de Holanda. O santuário foi construído entre 1575 - ano da colocação da primeira pedra - e 1596, tendo presidido às cerimónias da sua sagração o antigo prior do Mosteiro e bispo resignatário de S. Tomé, D. Frei Martinho de Ulhoa. O terramoto de 1755 danificou grandemente o edifício tendo ruído a fachada maneirista, de estilo chão e o corpo da igreja. A actual fachada foi construída em 1870, sob projecto do arquitecto Valentim Correia.
No seu interior destacamos, na capela-mor, a abóbada de berço decorada com, caixotões marmóreos ornados com motivos de quadrelas inspiradas nos modelos Sebastiano Serlio, e a sepultura simples que acolhe os restos mortais da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I. Destaque também para o retábulo maneirista de talha dourada com excelentes pinturas de Francisco Venegas e Diogo Teixeira e para o conjunto de mármores embutidos que revestem a banqueta. Do restante conjunto pictórico que decora a igreja merecem especial atenção, quer pelo valor estético, quer pelo valor iconográfico, os retábulos pintados sobre suporte de madeira representando a Circuncisão e a Fuga para o Egipto, que estão colocados nas capelas laterais da capela-mór e, no altar do lado esquerdo, o transepto o Patriarca S. Bento Entregando a Regra aos seus Monges e Monjas. SML

Imagens

Bibliografia

Título

História da Arte em Portugal - o Renascimento e o Maneirismo

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

A pintura maneirista em Portugal: das brandas «maneiras» ao reforço da propaganda, História da Arte Portuguesa, vol.II

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

SERRÃO, Vítor

Título

Lisboa em 1758. Memórias Paroquiais de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1974

Autor(es)

PORTUGAL, Fernando; MATOS, Alfredo de

Título

Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa

Local

-

Data

1987

Autor(es)

AA VV

Título

O programa artístico da capela-mor da Igreja de Nossa Senhora da Luz de Carnide

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

ALMEIDA, Mónica Duarte de

Título

A Igreja e o Hospital da Luz de Carnide

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

FRIAS, Hilda Moreira de

Título

A Arquitectura do Ciclo Filipino

Local

Vila Nova de Gaia

Data

2009

Autor(es)

SOROMENHO, Miguel