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Casa dos Maias - detalhe

Designação

Designação

Casa dos Maias

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Fundão / Fundão, Valverde, Donas, Aldeia de Joanes e Aldeia Nova do Cabo

Endereço / Local

Beco dos Borracheiros
Fundão

Rua Cardoso Avelino
Fundão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 429/2018, DR, 2.ª série, n.º 83, de 30-04-2018 (ver Edital)
Deliberação de 23-03-2018 da CM do Fundão a determinar a classificação como MIM
Em 19-02-2018 foi dado conhecimento do despacho à CM do Fundão
Despacho de concordância de 30-01-2018 da diretora-geral da DGPC
Informação favorável de 30-05-2017 da DRC do Centro
Edital n.º 241/2017, DR, 2.ª série, n.º 81, de 26-04-2017 (ver Edital)
Pedido de parecer de 10-03-2015 da CM do Fundão sobre a classificação como de IM
Deliberações de 30-04-2014 e 13-02-2015 da CM do Fundão a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizada no centro histórico da cidade, próximo da igreja Matriz e da Praça do Município onde se encontra o pelourinho, a Casa dos Maias faz gaveto com o Beco dos Borracheiros a Sudeste, sendo flanqueada por habitações a Noroeste. A fachada principal, por sua vez, dá para uma das principais vias da cidade do Fundão, a rua 5 de Outubro.
Importa ainda destacar que, relativamente à fachada posterior, esta mantém a sua antiga ligação com um espaço verde outrora de maiores dimensões. No entanto é de destacar que o jardim existente conserva, quer ao nível do traçado, como das espécies exóticas presentes, o espírito revivalista romântico que se integra na campanha de obras do século XIX.
De planta em L composta por dois volumes articulados dispostos na horizontal, a Casa dos Maias possuiu dois pisos e um grande telhado de duas águas.
Recentemente reabilitado, este edifício que é rematado em friso e cornija apresenta os paramentos rebocados e pintados a branco. Na fachada principal é de destacar o embasamento em lajes de granito e um grande cunhal no gaveto de material idêntico. O portal principal virado a Norte é de granito, não se encontrando centrado mas sim mais orientado à Praça do Município. Este portal ostenta um arco abatido de moldura recortada, com porta de duas folhas de madeira, sendo ladeado por duas colunas toscanas assentes em plintos galbados, encimadas por frontão curvo interrompido para receber a sacada. Ainda no portal, tanto a pedra de fecho com as armas da época de D. Miguel Ataíde Malafaia, como as colunas, surgem rematadas por pináculos. O portal é ladeado por duas janelas gradeadas em arco abatido rematadas por pequena cornija e, do lado esquerdo, abrem-se duas portas também em arco abatido de duas folhas, uma delas com friso que liga à sacada superior. No segundo piso observam-se duas janelas de sacada protegidas por guarda balaustrada, encimadas por frontão curvo interrompido por pináculo com concheado, bem como quatro janelas em arco abatido com pequena cornija, espaldar curvo com concheado e avental rematado por pendente (CASTRO E ALVES in IPA nº 17567).
Relativamente à fachada lateral virada ao Beco dos Borracheiros observa-se, no piso térreo, uma porta, duas janelas e um postigo a que correspondem, no primeiro piso, quatro janelas em arco abatido e cornija.
No interior do edifício, onde ainda se conservam os ambientes do século XIX, é de destacar um átrio retangular de cantaria aparente em aparelho rústico, rodapé e teto plano de madeira, bem como o pavimento em calçada à portuguesa a preto e branco formando elementos geométricos. É este átrio que permite não só o acesso às escadas que ligam às dependências do primeiro piso, como ao jardim e à capela.
De planta longitudinal e reduzidas dimensões, a capela surge rebocada e pintada de branco. O elemento de maior destaque neste espaço é um retábulo em estilo neogótico de madeira escura com alguns elementos pintados a dourado, sendo esta peça demarcada por três eixos separados por colunas longilíneas onde o eixo central é mais alto.
O salão nobre, em posição central, comunica com as salas. A cozinha, por sua vez, localiza-se no piso térreo e possuiu paredes em cantaria aparente e pavimento em tijoleira, sendo de destacar a grande lareira de granito assente em dois pilares com arestas biseladas e largo capitel com coxim cúbico.

História
A Casa dos Maias terá sido mandada construir no século XVIII pelos Condes de Vila Real, ganhando compleição brasonada com D. Miguel Ataíde Malafaia. Em 1829, durante a guerra civil entre liberais e miguelistas, tanto o edifício principal, como os espaços envolventes, servirão de quartel à fação miguelista.
O imóvel, propriedade privada, tem sido utilizado como alojamento turístico, existindo no entanto no piso térreo um posto de turismo.

Maria Ramalho/DGPC/2017. Baseado na ficha IPA 00017567 de L. Castro e C. Alves. Apoio da C. M. Fundão.

Imagens