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Torre da Lapa ou Torre da Marinha - detalhe

Designação

Designação

Torre da Lapa ou Torre da Marinha

Outras Designações / Pesquisas

Torre da Lapa / Torre da Marinha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Lagoa / Ferragudo

Endereço / Local

-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 318/2020, DR, 2.ª série, n.º 62, de 27-03-2020 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 14-01-2020 da diretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 160/2019, DR, 2.ª série, n.º 176, de 13-09-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 29-03-2019 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 20-03-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Proposta de classificação de 7-08-2018 da DRC do Algarve
Anúncio n.º 147/2017, DR, 2.ª série, n.º 159, de 18-08-2017 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 22-05-2017 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 15-03-2017 da DRC do Algarve para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Pedido de parecer de 14-10-2015 da CM de Lagoa sobre o pedido de classificação como de IM da JF de Ferragudo

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situada numa zona isolada de falésia, estrategicamente colocada a Este da desembocadura do Rio Arade, próximo da vila de Ferragudo, a Torre da Lapa ou da Marinha como é também conhecida, corresponde a uma estrutura de planta circular maciça executada em alvenaria de pedra rebocada com argamassa de cal. Nas paredes que hoje se encontram em muito mau estado de conservação, é ainda possível vislumbrar uma faixa de pintura decorativa de tom avermelhado. Na zona superior desta construção é também visível uma plataforma protegida por parapeito sobre a qual se posicionavam os homens que efetuavam a vigilância da costa. Esta estrutura corresponde tipologicamente a outras torres ou atalaias distribuídas ao longo da costa algarvia, geralmente datadas do século XVI, tal como é o caso da Torre de Bias ou Joanes no concelho de Olhão, hoje classificada como Monumento de Interesse Público. No caso deste último imóvel, observa-se mesmo uma lápide com as armas régias e uma inscrição de 1549.

História
Para além da sua função como torres de vigilância, estas estruturas serviam igualmente para avisar as populações da possibilidade de ataque por mar, nomeadamente de navios corsários, e a necessidade de ser acautelada a defesa de bens pessoais. Este alarme era dado através de toque de sino, sinais de fumo ou fogo, caso fosse noite, decorrendo daí a designação de "facho" que era também utilizada para este tipo de estrutura.
Com D. João III reforça-se a vigilância da costa Sul, com particular atenção às zonas de Lagos, Portimão, Faro e Tavira, locais onde se concentrava a maioria da população. De notar que antes deste reinado, já existiam no Algarve outras torres como a Torre de Marim (Olhão) do período de D. Dinis e a torre de Quartim.
Graças sobretudo aos estudos de Magalhães Godinho e de Romero de Magalhães, é possível saber que a partir do século XVI a pirataria na costa algarvia aumentou substancialmente, erguendo-se, por essa altura, grande número de pequenas fortificações de modo a prevenir os ataques de corsários e piratas mouros ou turcos. Ultrapassada a necessidade de vigilância e proteção da costa por este tipo de meios, passou também a deixar de ser necessário construir, reconstruir ou manter estruturas como estas que, rapidamente, entraram em processo de abandono e ruína, processo este reforçado ainda pela falta de informação sobre o valor histórico que encerram estes interessantes testemunhos.

Maria Ramalho/DGPC/2017, com o apoio de Natércia Magalhães/ DRCultura do Algarve.

Imagens