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Igreja do Convento de São Francisco - detalhe

Designação

Designação

Igreja do Convento de São Francisco

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santa Isabel / Convento de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Coimbra / Santa Clara e Castelo Viegas

Endereço / Local

Largo do Rossio de Santa Clara
Coimbra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 612/2020, DR, 2.ª série, n.º 203, de 19-10-2020 (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 7-05-2020 do diretor-geral da DGPC
Anúncio n.º 119/2019, DR, 2.ª série, n.º 123, de 1-07-2019 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 21-05-2019 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 8-05-2019 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 30-10-2017 da DRC do Centro para a classificação como MIP
Anúncio n.º 152/2017, DR, 2.ª série, n.º 168, de 31-08-2017 (ver Anúncio)
Despacho de 10-04-2017 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional
Proposta de 5-01-2017 da DRC do Centro para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Requerimento de classificação de 11-11-2016 da CM de Coimbra enviado em 14-11-2016
Proposta de 27-05-2016 da CM de Coimbra para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Situado na margem esquerda do Mondego entre os dois conventos femininos da mesma Ordem, o Convento de S. Francisco de Coimbra implanta-se junto a um dos acessos mais importantes da cidade, a ponte de St.ª Clara, hoje uma estrutura em betão mas com origem numa ponte romana, posteriormente reabilitada.
De notar que até à 2ª metade do séc. XX quem fizesse esta travessia deparava com estes três edifícios da Ordem dos Frades Menores a marcar fortemente a paisagem.
Apesar de, ao longo dos séculos, o convento ter sofrido diversas alterações, continua no entanto a manter o essencial da sua arquitetura. Trata-se de um imóvel de três pisos distribuídos por diferentes patamares que se adaptam à encosta do Monte Esperança. A fachada principal voltada à cidade possui uma entrada encostada à igreja que correspondia a antiga portaria. Entre o templo e o claustro existente, junto à ala dos dormitórios que se distribuem por três pisos, existe um pátio, espaço habitualmente destinado ao claustro principal mas que, segundo a investigação arqueológica realizada, nunca terá existido (GINJA, 2013).
Subsistiram ainda a antiga sala do capítulo, o refeitório, a cozinha e a adega, bem como outros compartimentos.
A igreja que se situa a sul do complexo é de dimensão monumental mas depurada em termos decorativos. De planta longitudinal com a cabeceira orientada a oeste, ostenta um transepto pouco pronunciado sendo ainda visível, a sul, a torre sineira.
A cobertura é de duas águas surgindo a fachada principal composta por cinco panos e três registos. Os cunhais da fachada, em pilastras de cantaria à vista, são coroados por coruchéus simulando torreões. Sob a janela central surge o brasão franciscano sendo o coroamento da fachada em frontão triangular onde, num nicho, surge a imagem de N.ª S.ª da Conceição. De cada lado, assente sobre plintos, destacam-se as imagens de S. Francisco e St.º António.
O acesso faz-se através de um pequeno nártex observando-se, no interior, as abóbadas de berço da nave e capela-mor bem como as três capelas intercomunicantes de cada lado sobrepujadas por galerias com janelas. No interior das capelas são visíveis vestígios de pinturas seiscentistas, bem como revestimentos azulejares de padrão polícromos.
De cada lado do arco triunfal observam-se dois altares dos quais nada mais resta que vestígios de pinturas. A capela-mor, totalmente despojada, desenvolve-se a dois níveis e em dois espaços, sendo iluminada por duas janelas de cada lado.

História
Terá sido no ano de 1247 que se fundou o primeiro convento franciscano em Coimbra, junto da antiga ponte, mas do qual não restam quaisquer vestígios. Os efeitos das cheias obrigaram a que, um novo cenóbio, tivesse sido construído num projeto geralmente atribuído ao arquiteto Vicenzo Cazale. Apesar da primeira pedra ter sido colocada em maio de 1602, a mudança só ocorre em novembro de 1609, continuando as obras até ao final desse século.
Durante as Invasões Francesas as tropas inimigas vão utilizar o convento como quartel e hospital, iniciando-se o ciclo de destruição dos espaços e dispersão do seu espólio artístico. Após a extinção das Ordens, em 1834, o edifício é vendido a José M. Albergaria para aí instalar uma empresa de fiação que será encerrada pouco depois. No entanto, em 1888, o convento é novamente utilizado para o mesmo fim com a "Sociedade de Comércio e Indústria Peig, Planas e C.ª", com o interior da igreja a ser convertido em armazém e, o coro alto, ocupado por máquinas de fiação.
Após o 25 de abril é criada a corporativa "Clarcoop - tecidos e confeções de Stª Clara", dando os trabalhadores continuidade à indústria de confeção. Mais tarde, em julho de 1986, o imóvel é adquirido pelo Município de Coimbra mas a reconversão dos espaços em Centro Cultural só estará terminada em 2016, ficando Carrilho da Graça com a zona conventual e Gonçalo Byrne com igreja

Maria Ramalho/DGPC/2020.

Imagens