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Solar do Vinho do Dão, pórtico, edifícios anexos e jardins, antigo Paço Episcopal (ao Fontelo) - detalhe

Designação

Designação

Solar do Vinho do Dão, pórtico, edifícios anexos e jardins, antigo Paço Episcopal (ao Fontelo)

Outras Designações / Pesquisas

Paço Episcopal do Fontelo / Solar do Vinho do Dão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Viseu / Viseu

Endereço / Local

Rua Aristides Sousa Mendes
Viseu

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 67/2017, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10-05-2017 (ver Anúncio)
Despacho de 5-12-2016 da diretora-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de classificação
Em 26-01-2016 a DRC do Centro remeteu a cópia enviada pela CM de Viseu
Em 2-12-2015 foi solicitado à CM de Viseu o envio de cópia do projeto de recuperação do edifício
Proposta de 16-11-2015 da DRC do Centro para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Requerimento de classificação de 4-03-2015 da CM de Viseu

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Implantado no Parque do Fontelo, no centro de Viseu, o edifício do Solar do Vinho do Dão corresponde ao antigo Paço do Fontelo, residência dos bispos da cidade. Atualmente, alberga os serviços da Comissão Vitivinícola Regional do Dão.
O complexo é formado por várias edificações, que se aglomeram em três áreas distintas, sendo cercado por jardins de buxo. O acesso à propriedade faz-se através de um portão armoriado, com arco apontado e muro rematado por merlões.
O edifício principal, correspondente ao solar, desenvolve-se numa planta em L, com a justaposição da casa e da antiga capela, sendo antecedido por terreiro ajardinado com chafariz de taça quadrada. A fachada da antiga habitação, dividida em dois andares, é marcada pela abertura de janelas e portas de moldura retangular de granito a espaços regulares, sendo antecedida por terraço, ao qual se acede através de uma escadaria dupla. Entre estas encontra-se uma janela tardo-gótica, em arco apontado com avental de pedra. No alçado posterior rasga-se uma loggia superior, com alpendre assente sobre colunata toscana. O espaço interior foi muito alterado pela adaptação do solar às atuais funções administrativas.
À esquerda ergue-se outro edifício, de planta irregular, que corresponde aos anexos e antigas cozinhas, também dividido em dois pisos e com fachada marcada por janelas e portas dispostas simetricamente.
À direita ergue-se a capela, dedicada a Santa Marta, com frontispício rasgado por portal retangular rematado por frontão triangular e encimado por óculo, que se remata em empena com cruz. Lateralmente, rasga-se outra porta, retangular, de acesso ao interior.
Do lado direito do pequeno templo ergue-se o jardim de buxo renascentista, com um troço do aqueduto adjacente.
História
O antigo Paço do Fontelo foi erigido na herdade do Fontanelo, uma propriedade comprada em 1149 por D. Odório, bispo de Viseu. Há notícia de que os prelados da diocese habitaram na propriedade desde o início do século XIV, mas somente em 1399 o bispo D. João Homem mandou iniciar a construção do paço.
Quando D. Miguel da Silva assumiu a diocese, em 1526, o Paço do Fontelo foi amplamente beneficiado, com o intuito de adaptar a casa aos gostos cortesãos e humanistas do prelado, que mandou também edificar os magníficos jardins que ainda hoje existem junto ao solar. Os vestígios que subsistem desta campanha renascentista não permitem avaliar a dimensão do projeto, uma vez que a obra patrocinada pelo Cardeal nunca foi terminada, e os melhoramentos feitos por outros bispos na centúria seguinte introduziram alterações substanciais no espaço. Destas intervenções posteriores destaca-se a reedificação da Capela de Santa Marta em 1625.
Em 1810, aquando da Terceira Invasão Francesa, o Fontelo tornou-se a residência permanente do bispo de Viseu, assim permanecendo até 1912. Durante esses cerca de cem anos foram feitas novas obras de ampliação e restauro do paço, datando das últimas décadas do século XIX a varanda envidraçada na fachada sul, o restauro do sistema hidráulico e a recuperação do jardim quinhentista.
Com a Primeira República, a Quinta do Fontelo foi expropriada pelo Estado. No início, o espaço foi destinado a instalação de uma Colónia Penal Agrícola, que não se verificou, sendo então o Paço adjudicado ao Ministério da Guerra e os jardins à Câmara Municipal.
Em 1998 a propriedade foi cedida à Comissão Vitivinícola Regional do Dão, que recuperou o espaço, transformando-o no Solar do Vinho do Dão, sede da comissão. O edifício está em vias de classificação desde 2017.
Catarina Oliveira
DGPC, 2017

Imagens

Bibliografia

Título

D. Miguel da Silva e as Origens da Arquitectura do renascimento em Portugal, Mundo da Arte, II série, n.º 1, Lisboa, 1988, pp. 5-23

Local

Coimbra

Data

1988

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

Uma corte beirã: D. Miguel da Silva e o Paço de Fontelo, Monumentos, nº 13, pp. 83-91

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

D. Miguel da Silva, o Cardeal em Viseu. www.projectopatrimonio.com

Local

-

Data

2014

Autor(es)

AA.VV.

Título

Fontelo - Subsídios para a sua história

Local

Viseu

Data

1991

Autor(es)

COUTO, Aires Pereira do

Título

Paço Episcopal do Fontelo - Evolução Histórica e Enquadramento da Reconversão do Conjunto Arquitectónico (tese de licenciatura)

Local

Coimbra

Data

1988

Autor(es)

ALMEIDA, Margarida da Silva