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Edifício do Club União da Covihã - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Club União da Covihã

Outras Designações / Pesquisas

Edifício sede do Club União da Covilhã / Edifício "Club União" na Covilhã / Edifício sede do Club União (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Covilhã / Covilhã e Canhoso

Endereço / Local

Rua Marquês d'Ávila e Bolama
Covilhã

Número de Polícia: 219-227

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 464/2017, DR, 2.ª série, n.º 125, de 30-06-2017 (ver Edital)
Deliberação de 5-05-2017 da AM da Covilhã a aprovar a classificação como MIM
Deliberação de 13-04-2017 da CM da Covilhã a aprovar a classificação como MIM
Em 25-05-2017 foi dado conhecimento do despacho à CM da Covilhã
Despacho de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC a determinar que o imóvel não tem valor patrimonial de âmbito nacional
Edital n.º 78/2017, DR, 2.ª série, n.º 22, de 31-01-2017 (ver Edital)
Deliberação de 18-11-2016 da CM da Covilhã a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM
Informação favorável de 31-10-2016 da DRC do Centro
Pedido de parecer de 30-06-2016 da CM da Covilhã sobre a eventual classificação como MIM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O edifício do Club União da Covilhã localiza-se a meia encosta, no núcleo central da cidade, encontrando-se adossado a outros imóveis de construção mais recente.
Tendo em conta algumas imagens antigas da rua Marquês d'Ávila e Bolama, foi possível constatar que a garagem que se encontra adossada ao edifício do lado Este, foi ocupar uma área do antigo jardim murado desta casa, tendo sido na altura, provavelmente nos anos 50 do século XX, que foi demolido o elegante muro balaustrado em silhares de cantaria do qual, curiosamente, ainda resta um pequeno troço num espaço devoluto entre a referida garagem e o edifício com número 237 localizado mais abaixo.
De mencionar, ainda, que a fachada principal do edifício encontra-se virada para o vale do Zêzere usufruindo, por isso, de uma bela vista. Confirmando a sua localização privilegiada, este imóvel foi igualmente colocado estrategicamente numa das principais vias de entrada na cidade.
Um dos elementos de maior destaque neste imóvel relativamente à envolvente, é o facto de todas as fachadas se encontrarem revestidas a tijolo cerâmico cor de mel.
O edifício Arte Nova, de linguagem erudita, compõem-se de três pisos e três corpos, um de maior dimensão de planta quadrangular e dois edifícios anexos mais pequenos, dispostos em redor de um pátio perfazendo assim um "U". Sobre o remate do edifício em friso e cornija, abrem-se elegantes trapeiras de perfil contracurvo e vãos ovalados.
A entrada que dá acesso a um pequeno pátio faz-se atravessando um portão em cantaria de pedra formando uma trífora em amplo arco ultrapassado e gradeamento de duas folhas em ferro fundido decorado com elementos vegetalistas entrelaçados. Sobre este portal é destacar ainda dois imponentes pináculos de bola.
O formato do portal repete-se nas janelas do segundo piso da fachada principal, observando-se ainda na mesma fachada uma varanda com guarda balaustrada em pedra e janelas geminadas em arco de volta perfeita.
Infelizmente alguns dos vitrais que existiam nas janelas foram retirados quando se procedeu à substituição dos caixilhos de madeira por alumínio, aguardando-se que um dia possam voltar aos seus locais originais.
O pátio exterior que distribui a circulação entre os vários corpos possui um pavimento em mosaico de pedra, formando um xadrez branco e amarelo. Neste espaço observa-se, igualmente, uma escada em cantaria com guardas balaustradas que bifurca em dois patamares onde surge, também, uma guarda com o mesmo desenho. Em cada patamar abre-se um portal em arco abatido protegido por elegante telheiro de ferro e vidro martelado em tons de branco e amarelo.
No interior é de destacar a interessante decoração de inspiração rocaille que cobre as paredes e os tetos de alguns compartimentos, decoração esta composta de estuques com motivos florais onde abundam as grinaldas, pinturas com padrões vegetalistas e azulejos polícromos relevados. De referir que o terceiro piso sofreu algumas alterações de modo a ser adaptado a academia de ballet.

História
A construção do edifício iniciou-se em 1922, por iniciativa do seu proprietário, Júlio Henriques Nunes da Cruz, desconhecendo-se quem terá sido o arquiteto.
Será em 1958 que a casa de habitação acabará por ser comprada pelo Club União da Covilhã para aí ser instalada a sua sede, tendo nessa época sido executadas algumas obras de adaptação dos espaços, nomeadamente no terceiro piso. A partir de então o edifício irá ficar para sempre ligado a atividades culturais e organização de eventos integrando, assim, a memória coletiva da população da cidade. Além do club, atualmente o imóvel alberga, ao nível do piso térreo, dois estabelecimentos comerciais.

Maria Ramalho/DGPC/2017.

Imagens