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Património Cultural

Prédio na Avenida António Augusto de Aguiar, 173-177 - detalhe

Designação

Designação

Prédio na Avenida António Augusto de Aguiar, 173-177

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Avenida António Augusto Aguiar, n.º 173 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Inventário Temático Norte Júnior 1930-1947 (Ver Inventário Temático Norte Júnior)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

Norte Júnior

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Avenidas Novas

Endereço / Local

Avenida António Augusto de Aguiar
Lisboa

Número de Polícia: 173-177

Proteção

Situação Actual

Sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Abrangido pela classificação do Bairro Azul, classificado como CIM - Conjunto de Interesse Municipal pelo 1.º Suplemento do Boletim Municipal n.º 814 de 24-09-2009

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizado na Avenida António Augusto de Aguiar, em Lisboa, o edifício de habitação, com os números 173 a 177, ergue-se frente ao Jardim Gulbenkian, na orla do Bairro Azul. Desenvolvendo-se numa planimetria retangular, divide-se em cinco pisos, o térreo com loja, os superiores destinados a habitação.
Edificado entre 1933 e 1934, o prédio apresenta uma estrutura depurada, com apontamentos ornamentais Art Déco, de que se destacam as duas grandes máscaras femininas, com toucado e coroa de flores, que ornamentam o topo da fachada. Esta encontra-se dividida em três tramos marcados pela abertura simétrica de janelas de peito nos panos laterais, decoradas abaixo do peitoril por medalhão circular envolto numa coroa vegetalista, esculpido em relevo, e de janelas de sacada no corpo central, com balcão de pedra ornamentado por folhagens estilizadas.
O átrio interior do edifício, a que se acede por porta rasgada à esquerda do frontispício, é revestido por painéis de azulejos, precedendo a escada de acesso ao elevador.
Cada um dos andares é ocupado por uma habitação, onde o espaço é disposto de acordo com o que era habitual à época: as salas de lazer reservam-se às divisões junto à fachada, os quartos dispõem-se ao longo do corredor, e as áreas de cozinha e sanitários estão colocadas junto à fachada posterior.
História
No mês de junho de 1933 António Alves pedia à Câmara de Lisboa autorização para "fazer uma casa para aluguer no seu terreno situado na Avenida António Augusto de Aguiar e Rua Ramalho Ortigão". Juntamente com o requerimento, apresentava um projeto assinado por Manuel Joaquim Norte Júnior. O edifício ficou concluído em Abril do ano seguinte.
Na mesma época, Norte Júnior desenhou para lotes próximos dois edifícios de habitação, o número 100, também situado na Avenida António Augusto de Aguiar, e o número 10 da Rua Ramalho de Ortigão, ambos de feiçãos déco, com programas muito aproximados ao do número 173. Embora de dimensões planimétricas distintas, que condicionaram os programas ornamentais, a harmonização dos três edifícios demonstra por parte do arquiteto um pensamento de desenho urbanístico de "conjunto", uma vez que através destes projetos - que foram, lembre-se, desenhados em anos distintos e para diferentes clientes - Norte Júnior procurou conferir harmonia quer à fachada urbana que então se começava a desenhar na António Augusto de Aguiar (infelizmente perdida), quer à continuidade do Bairro Azul, cujos pressupostos de homogeneidade na edificação possibilitaram a fixação de uma linguagem Art Déco na arquitetura de habitação plurifamiliar em Lisboa (FRANÇA: 1985, p. 238).
Catarina Oliveira
DGPC, 2015

Imagens

Bibliografia

Título

A Arte em Portugal no século XX

Local

Lisboa

Data

1991

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto

Título

Arquivo Municipal de Lisboa, Obra n.º 46982

Local

Lisboa

Data

1933

Autor(es)

-

Título

Norte Júnior: obra arquitectónica, Tese de Mestrado em História da Arte.

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

PAIXÃO, Maria da Conceição Ludovice