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Café Calcinha - detalhe

Designação

Designação

Café Calcinha

Outras Designações / Pesquisas

Edifício na Praça da República, n.º 67 / Café Calcinha(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Loulé / Loulé (São Clemente)

Endereço / Local

Praça da Republica
Loulé

Número de Polícia: 67

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital de 18-10-2012 da CM de Loulé
Classificação aprovada pela AM de Loulé em 12-10-2012
Deliberação camarária de 26-09-2012 a aprovar a classificação como de IM
Despacho de concordância de 29-08-2005 do presidente do IPPAR
Proposta de 23-11-2007 da DRC do Algarve para a classificação como IIP
Despacho de 12-05-2006 da vice-presidente do IPPAR a não concordar com a avaliação e a determinar a abertura do procedimento de classificação
informação favorável de 27-07-2005 da DR de Faro
Pedido de parecer de 15-06-2005 da CM de Loulé sobre a classificação como de IM
Deliberação camarária de 25-08-2004 a aprovar a classificação como de IM

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Instalado num elegante edifício situado na principal praça de Loulé, junto ao núcleo mais antigo onde pontua o castelo, o café Calcinha é, desde a sua abertura em 1927, uma importante referência sociocultural da cidade.
O edifício onde se insere este café, apesar de se apresentar bastante alterado ao nível do piso térreo (área comercial), destaca-se por possuir, no primeiro piso, um conjunto interessante de vãos que o nobilitam: duas janelas de peito intercaladas por duas de sacada, destacando-se, em todas elas, as elegantes vergas arquitravadas
Recentemente restaurado pela Câmara Municipal de Loulé, atual proprietária, sobressai pelo ambiente interior onde se conserva uma decoração Arte Nova típica dos cafés do início do século XX, como por exemplo o Café Nicola de Lisboa inaugurado sensivelmente na mesma data.
Na fachada destacam-se, desde logo, quatro colunas de capitéis estilizados que dividem o espaço das duas montras, da zona da entrada. O interior, por sua vez, é marcado pela presença de elegantes colunas de fuste liso e capitéis jónicos às quais se associa a presença de sancas e painéis de madeira. Os candeeiros e o mobiliário constituído por cadeiras e mesas igualmente em madeira com tampo de pedra, tão em voga no princípio do século, completam o ambiente.
No exterior, na zona da esplanada, encontra-se uma escultura executada pelo Mestre Lagoa Henriques representando António Aleixo à escala natural. O célebre poeta algarvio surge aqui sentado a uma mesa em tudo semelhante às que se encontram no interior do café.

História
Inicialmente denominado Café Central como tantos outros estabelecimentos do género situados nos centro das principais cidades do país, teve como proprietário o Senhor José Domingos Cavaco, mais conhecido pela alcunha de Calcinha nome que acabou por permanecer até hoje. Neste espaço famoso pelas suas tertúlias, passaram muitas das principais personalidades da vida louletana, incluindo o célebre poeta popular António Aleixo nascido em Vila Real de Santo António em 1899. António Aleixo veio a falecer em Loulé, em 1949, cidade para onde, em 1906, tinha ido residir com os pais. Tecelão, militar, polícia e pedreiro destacou-se desde muito novo pelo seu talento de improvisador de quadras.
A exploração do espaço, propriedade da autarquia, foi concessionada por concurso público em 2017, data em que se concluiu também um amplo programa de reabilitação do interior.

Maria Ramalho/DGPC/2018.

Imagens