Saltar para o conteúdo principal da página

Aldeia de Casal Novo - detalhe

Designação

Designação

Aldeia de Casal Novo

Outras Designações / Pesquisas

Povoação de Casal Novo / Aldeia de Casal Novo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Lousã / Lousã e Vilarinho

Endereço / Local

- -
Casal Novo

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação para CIM - Conjunto...

Cronologia

(Aguarda a fixação de restrições para se poder registar a classificação)
Edital n.º 543/2015, DR, 2.ª série, n.º 117, de 18-06-2015 (ver Edital)
Deliberação camarária de 1-06-2015 a aprovar a decisão final de classificação como CIM
Edital n.º 165/2015, DR, 2.ª série, n.º 44, de 4-03-2015 (ver Edital)
Deliberação camarária de 2-02-2015 a aprovar a abertura do procedimento de classificação como CIM
Em 14-01-2015 foi dado conhecimento do despacho de arquivamento à CM da Lousã, sugerindo que proceda à publicação de cinco classificações, por se tratar de cinco aldeias
Despacho de arquivamento de 6-10-2014 do diretor-geral da DGPC
Proposta de 29-09-2014 da DRC do Centro para arquivamento do procedimento de âmbito nacional
Edital n.º 372/2014, DR, 2.ª série, n.º 88, de 8-05-2014, da CM da Lousã (ver Edital)
Pedido de parecer de 5-05-2014 da CM da Lousã sobre a eventual classificação como CIM
Deliberação camarária de 21-04-2014 a determinar a abertura do procedimento de classificação como CIM (aldeias do Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro e Talasnal)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Aldeia de Casal Novo é considerada o povoado mais pequeno das aldeias da Serra da Lousã, localizando-se numa das vertentes noroeste da serrania. O aglomerado dispõe-se num declive acentuado, formando um núcleo de pequenos arruamentos dispostos em "espinha" a partir da rua principal, que serve o caminho que liga a aldeia ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade.
O conjunto edificado é composto maioritariamente por casas de habitação em xisto, de cariz rural. Além das habitações, destacam-se a fonte, com tanque, e as eiras comunitárias, a maior das quais, localizada no extremo noroeste, serve de miradouro de onde se pode ver o Castelo da Lousã.
História
À semelhança das restantes aldeias de xisto da Serra da Lousã, a Aldeia de Casal Novo tem origens remotas, uma vez que os povos da Serra foram documentados já na Idade Média. É possível que estas povoações derivem de grupos ligados à transumância que, paulatinamente, se foram fixando.
Tal como as outras povoações serranas, Casal Novo vivia da pastorícia e da agricultura, atividades muito limitadas pelas condicionantes da paisagem, sendo esta última, essencialmente, um cultivo de subsistência. Como sustento paralelo, estas populações dedicavam-se à produção de carvão, que era vendido na Lousã e, por vezes, em Miranda do Corvo.
As circunstâncias difíceis de uma economia local precária determinaram um fenómeno migratório dos seus habitantes desde, pelo menos, a centúria de Setecentos, primeiro com destino à vila da Lousã, depois para o Alentejo. Nos finais do século XIX estas povoações começaram a mudar-se para Lisboa e, alguns anos depois, os grupos de serranos começaram uma emigração progressiva com destino ao Brasil e à América. Em consequência, estas aldeias foram assistindo a um progressivo decréscimo do seu número de habitantes, culminando com um despovoamento ocorrido em meados da década de 80 de Novecentos.
No início do século XXI, as aldeias da Lousã foram "redescobertas" e ocupadas por nova vaga de habitantes forâneos, sobretudo jovens estrangeiros, que procuraram reanimar a vida económica, social e cultural destas povoações. Integradas na rede Aldeias do Xisto, as aldeias da Lousã apresentam atualmente uma oferta turística de âmbito regional, que se baseia nas características únicas da sua arquitetura, no envolvência paisagística, nos recursos ambientais, e nas tradições gastronómicas e culturais locais.
Catarina Oliveira
DGPC, 2019