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Povoado Fortificado de Vilarinho dos Galegos - detalhe

Designação

Designação

Povoado Fortificado de Vilarinho dos Galegos

Outras Designações / Pesquisas

Castelinho/Castelo dos Mouros (Endovélico CNS:5645) / Povoado fortificado de Vilarinho dos Galegos / Castro de Vilarinho dos Galegos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Mogadouro / Vilarinho dos Galegos e Ventozelo

Endereço / Local

- -
Vilarinho dos Galegos

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 259/2016, DR, 2.ª série, n.º 242, de 20-12-2016 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 13-10-2016 da diretora-geral da DGPC
Edital n.º 540/2016, DR, 2.ª série, n.º 123, de 29-06-2016 (abertura para MIM) (ver Edital)
Proposta de 6-06-2016 da DRC do Norte para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional
Deliberação de 10-05-2016 da CM de Mogadouro a aprovar a classificação como MIM
Requerimento de classificação de 29-01-2014 da CM de Mogadouro

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Sítio
O Povoado de Vilarinho dos Galegos situa-se nas proximidades da aldeia com o mesmo nome, num cabeço em esporão implantado na confluência da ribeira de Vilarinho dos Galegos com o rio Douro. Apresentando condições de defesa bastante favoráveis dada a existência de encostas rochosas, o povoado conserva ainda um importante sistema defensivo, algo afetado pelos trabalhos agrícolas desenvolvidos no local ao longo dos séculos, onde se incluiu a construção de socalcos artificiais em pedra e a plantação de olival.
O perímetro que hoje é possível observar, do lado poente, inclui um campo de pedras fincadas que incorporam muitos blocos de quartzo, seguido de um fosso talhado no substrato rochoso caraterizado por formações graníticas, xistosas e quartzíticas demonstrando assim a complexidade geológica do local. Relativamente ao limite nascente desta fortificação, verifica-se que este se apresenta oculto por um muro agrícola, tendo o antigo fosso sido também entulhado.
No que diz respeito à muralha, que conserva alguns troços com uma altura de cerca de cinco metros, esta apresenta-se orientada Sul/Norte com inflexão para nascente no limite Norte formando, nesta zona, uma secção arredondada. É também de assinalar nesta estrutura um tipo de construção bastante possante onde o paramento exterior surge composto por pedras de tamanhos variados que, em certas zonas, são colocadas com bastante cuidado e, em outras, sem qualquer preocupação de simetria, denotando assim diversas fases de construção. Do lado interior, por sua vez, são visíveis diferentes patamares com um tipo de aparelho em geral menos cuidado.
De referir, ainda, a presença de um torreão de planta subcircular bastante destruído nas zonas Oeste e Sudoeste. No entanto, nos lados Norte e Sul, surgem alguns muros retos com uma altura apreciável, estruturas estas que se desenvolvem perpendicularmente à muralha.
Uma outra construção importante que integra este conjunto é uma torre de planta sub-quadrangular com origens supostamente medievais, à qual se adossa, do lado Sul, uma escada de dez degraus.
No interior deste sistema defensivo existe uma plataforma que deverá corresponder à área de implantação das antigas estruturas habitacionais mas que, até ao momento, não foi intervencionada em termos arqueológicos.
Cronologicamente o sítio possuiu vestígios que apontam para uma ocupação que vai desde a Idade do Ferro, até ao período medieval. Dentro do grupo de espólio exumado, destaque-se a cerâmica indígena da Idade do Ferro mas também a presença de cerâmica comum romana e medieval bem como alguns materiais relacionados com o quotidiano das populações que aqui se fixaram como as mós de granito, os restos de metalurgia ou as fíbulas.

História
O Povoado de Vilarinho dos Galegos tem sido objeto de diversas campanhas arqueológicas integrando-se num projeto de investigação coordenado por arqueólogos da Universidade do Minho. Este projeto, que incluiu uma forte componente de ligação à comunidade, conta com o apoio da autarquia de Mogadouro e da Junta de Freguesia de Vilarinho de Galegos. Refira-se, ainda, que este sítio arqueológico integra a "Rota Transfronteiriça dos Castros e Berrões", conjuntamente com outras fortificações peninsulares da região de Salamanca, Ávila, Miranda do Douro e Penafiel.

Maria Ramalho/DGPC/2017.

Imagens

Bibliografia

Título

A II Idade do Ferro, Nova Historia de Portugal: Portugal das origens à romanização

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

FABIÃO, Carlos Jorge Soares

Título

A Cultura Castreja no Noroeste de Portugal

Local

Paços de Ferreira

Data

1986

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança: repositório amplo de notícias corográficas, hidro-orográficas, geológicas, mineralógicas, hidrológicas, biobibliográficas, heráldicas (...), 2ªed.

Local

Bragança

Data

2000

Autor(es)

ALVES, Francisco Manuel

Título

Povoamento Romano de Trás-os-Montes Oriental, 6 vols., Dissertação de Doutoramento apresentada à Universidade do Minho

Local

Braga

Data

1993

Autor(es)

LEMOS, Francisco Sande

Título

Pedras fincadas em Trás-os-Montes (Portugal), Chevaux-de frise i fortificació en la primera edat del ferro europea

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

War and Castros. New approaches to the northwestern Portuguese Iron Age

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Projeto de investigação e valorização do Castelo dos Mouros (Vilarinho dos Galegos, Mogadouro): ponto de situação

Local

-

Data

-

Autor(es)

DINIS, António Pereira

Título

O Castelo de Vilarinho dos Galegos, Mogadouro (Bragança): Objectivos e resultados dos trabalhos realizados em 2011 e 2012

Local

-

Data

2014

Autor(es)

DINIS, António Pereira