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Ponte 25 de Abril - detalhe

Designação

Designação

Ponte 25 de Abril

Outras Designações / Pesquisas

Ponte Salazar / Ponte 25 de Abril / Ponte Ferroviária e Rodoviária 25 de Abril (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa; Setúbal / Lisboa; Almada / Alcântara; Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas

Endereço / Local

-- Ponte 25 de Abril
Lisboa; Pragal

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 205/2018, DR, 2.ª série, n.º 234, de 5-12-2018 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 2-10-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 2-05-2018 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Proposta de 19-10-2016 do Departemento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como de IN /MN
Anúncio n.º 35/2015, DR, 2.ª série, n.º 44, de 4-03-2015 (ver Anúncio)
Despacho de 27-01-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de classificação
Proposta de classificação de 21-11-2014 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC
Despacho de concordância de 27-11-2013 da diretora-geral da DGPC
Proposta de 5-11-2013 da Unidade de Coordenação de Classificações da DGPC para ponderar o início da instrução da proposta de classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
A Ponte 25 de Abril foi construída sob projeto do Gabinete de Engenharia de Nova Iorque, Steinman, Boynton, Gronquist & London, com intervenções do Gabinete da Ponte sobre o Tejo e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Aquando da sua inauguração detinha o maior vão da Europa e o 5.º maior em todo o Mundo. Obra-prima de engenharia civil, das mais de duas dezenas de pontes construídas ao longo do rio Tejo, destaca-se, ainda, como a única ponte suspensa do País. Ao nível local, tornou-se num elemento estruturante e indispensável no acesso à capital e entre o norte e o sul do País. Desde o início projetada como ponte mista rodoferroviária, a fase rodoviária terá sido inaugurada em 1966, e a ferroviária em 1999. A 1.ª fase consistiu na construção de uma ponte suspensa sobre o rio, preparada para numa segunda fase receber a ferrovia, um grande viaduto sobre a zona de Alcântara, acessos rodoviários nas margens norte e sul, e sinalização e iluminação de toda a obra. Na 1.ª fase, a ponte seria constituída por torres e ancoragens, cabos de suspensão funiculares da carga, e pendurais para suportarem a viga de rigidez. A estrutura metálica, inicialmente apresentada como solução para o viaduto sobre Alcântara, terá sido substituída pela construção de um viaduto em betão armado e pré-esforçado, constituído por uma séria de cantilevers, formando grandes TT ligados por juntas de articulação especiais, preparado com uma travessa horizontal a 10 m do topo, apta a suportar o futuro tabuleiro ferroviário. Na construção das fundações das duas torres, de aço carbono do tipo ASTM-A 36, com duas grandes selas de aço fundido, no topo, que suportam os dois cabos principais de suspensão, foi empregue o método do caixão aberto. Foi, para isso, necessário atravessar uma camada de água com 32,5 m de altura, uma camada de lodo com a espessura de 30 m e, finalmente, uma camada de 20 m de areias e pedras soltas. A construção da torre sul, implantada em pleno rio, foi assente numa fundação em betão armado encastrado na rocha basáltica, 82,5 m abaixo do nível da preiamar de águas vivas. Na primeira fase da obra foi construído em simultâneo o primeiro trecho do túnel sob a praça da portagem, que mais tarde recebeu a linha ferroviária. O comprimento total da ponte e do viaduto é de 3222,75 m, as duas torres atingem 190 m de altura e o tabuleiro encontra-se 70 m acima do nível da água. Na 2.ª fase, para além da preparação da estrutura de modo a receber a instalação do caminho-de-ferro, com via dupla e respetivas catenárias, procedeu-se à beneficiação geral de toda a estrutura, com o alargamento do tabuleiro rodoviário para seis faixas de circulação. Foi, ainda, instalado um tabuleiro ferroviário de acesso à margem norte, debaixo do viaduto de Alcântara, com projeto da autoria do Eng.º António Reis.
História
A primeira apresentação escrita de um projeto para a construção de uma ponte no local data de 1876. No ano de 1953 foi nomeada uma comissão, para estudar a problemática, tendo sido aberto um concurso internacional (1959). O contrato para a execução da obra foi, adjudicado à United States Steel Export Company. O início da construção deu-se em 5 de novembro de 1962, com um prazo previsto de 51 meses (1967). A ponte foi solenemente inaugurada no dia 6 de agosto de 1966, pelo Presidente da República, Américo Tomás, sob a bênção do Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, e a presença do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar, como Ponte Salazar. No dia 28 de abril de 1974, terá o 1.º Comité de Acção Popular, chefiado pelo Coronel Varela Gomes, arrancadas as letras em bronze e inscrito o nome de Ponte 25 de Abril, nome que se encontra, ainda, hoje nos pilares da Ponte.
Elisabete Serol
DGPC, 2016