Saltar para o conteúdo principal da página

Necrópole da Vaga da Cascalheira - detalhe

Designação

Designação

Necrópole da Vaga da Cascalheira

Outras Designações / Pesquisas

Necrópole da Vaga do Carrascal / Necrópole da Vaga da Cascalheira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

Itinerários Arqueológicos do Alentejo e Algarve

Localização

Divisão Administrativa

Beja / Ourique / Ourique

Endereço / Local

- -
Courela da Várzea da Ribeira

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 239/2013, DR, 2.ª série, n.º 125, de 2-07-2013 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 9-07-2012 do diretor-geral da DGPC
Proposta de abertura de 2-07-2012 da DRCAlentejo

ZEP

Proposta de 2-07-2012 da DRCAlentejo

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A necrópole da Vaga da Cascalheira faz parte do parque arqueológico do Castro da Cola, constituído por diversos monumentos megalíticos, povoados calcolíticos e necrópoles das Idades do Bronze e do Ferro. O Castro da Cola ocupa a crista de um monte, junto da Ribeira do Marchicão e do Rio Mira, e o parque arqueológico desenvolve-se numa larga área que integra 23 estações datáveis do Neolítico à Idade Média, entre as quais se destacam, para além da necrópole da Vaga da Cascalheira, o tholos da Nora Velha, o povoado calcolítico do Cortadouro, os monumentos megalíticos Fernão Vaz I e II e as necrópoles do Porto de Lages, da Idade do Bronze, e do Pego da Sobreira e de Fernão Vaz, da Idade do Ferro.
A necrópole situa-se nas imediações do habitat do mesmo nome, numa vertente de acentuado declive, e a uma cota ligeiramente superior deste núcleo habitacional. Dista cerca de oitocentos metros da necrópole de Fernão Vaz, com datação idêntica. Ocupa uma área total de 49m2, pela qual se distrubuem pequenas câmaras sepulcrais rectangulares enquadradas por tumulus ou mamoa quadrangular construída com pequenos blocos de xisto. As valas para a implantação das sepulturas foram escavadas no solo arenoso, e posteriormente enquadradas por lajes de xisto dispostas verticalmente em duas ou três fiadas fixas com terra ou adobe. São ainda visíveis, à superfície, restos de muros de pedra solta.
O agrupamento de sepulturas pertencerá ao terceiro momento do faseamento das necrópoles de Ourique, proposto por Virgílio Hipólito Correia (1993), cronologicamente situado entre a segunda metade do século VII e o século VI a.C., e caracterizado por monumentos quadrangulares cobrindo fossas sepulcrais (Ana Margarida ARRUDA, 2001).
Quanto ao vizinho habitat, e embora a vizinhança de uma corta mineira pareça confirmar que nele se praticava a exploração de minério, deve ter-se em conta que tanto os solos como a proximidade do rio permitiam a agricultura, e esta última obriga a considerar também a actividade piscatória. A zona montanhosa, a distância relativamente curta, podia ainda ser aproveitada para o pastoreio.
A Vaga da Cascalheira tem difícil acesso, pelo que se encontra apenas parcialmente escavada; apenas duas das suas dez sepulturas foram já objecto de intervenção arqueológica. O espólio revelado consta de matérias líticos e cerâmicas.
Sílvia Leite / DGPC - 2012

Bibliografia

Título

A Idade do Ferro pós-orientalizante no Baixo Alentejo, in Revista Portuguesa de Arqueologia, volume 4, número 2, 2001

Local

-

Data

-

Autor(es)

ARRUDA, Ana Margarida