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Edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), incluindo o património integrado - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), incluindo o património integrado

Outras Designações

Posto de Comando do MFA, sito no Regimento de Engenharia n.º 1, incluindo o património integrado

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Carnide

Endereço / Local

Rua do Regimento de Engenharia 1
Pontinha

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 21/2015, DR, 1.ª série, n.º 208, de 23-10-2015 (ver Decreto)
Classificação aprovada no Conselho de Ministros de 17-09-2015
Anúncio n.º 88/2015, DR, 2.ª série, n.º 89, de 8-05-2015 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 7-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Parecer de 1-04-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação do edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, incluindo o património integrado, como MN
Proposta de 19-09-2014 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para uma classificação de âmbito nacional
Anúncio n.º 2868/2012, DR, 2.ª série, n.º 30, de 10-02-2012 (ver Anúncio)
Despacho de abertura de 17-08-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Petição n. 6/XII/1.ª, para abertura de procedimento de classificação

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
O edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, instalado no Regimento de Engenharia n.º 1 (RE) da Pontinha, foi o ponto a partir do qual o MFA dirigiu as operações do 25 de Abril. A escolha do local teve em consideração a proximidade da capital, combinada com o relativo isolamento e discrição das instalações, sem esquecer que o RE n.º 1 era uma unidade de confiança dos revolucionários.
A sala de operações foi montada num pavilhão pré-fabricado. A partir deste singelo pavilhão foi dado a conhecer ao país o programa do MFA. O Núcleo Museológico do MFA, aí instalado, reproduz as condições do espaço no dia 25 de Abril de 1974, com a Sala de Operações integralmente montada: uma grande mesa ao centro, outras com aparelhos de rádio e telefones, um armário metálico com pistolas e granadas, janelas tapadas por cobertores, uma prancheta de contraplacado, um mapa das estradas do país, e algumas cartas locais. No exterior do pavilhão estava montada uma pequena tenda para o pessoal de transmissões. Junto ao Posto de Comando, uma camarata improvisada, com camas militares com colchão, travesseiro e duas mantas. No interior consta também uma sala de exposição permanente e uma sala de exposições temporárias, um auditório e uma sala de audiovisuais.
História
Em 31 de outubro de 1884, sob os auspícios de Fontes Pereira de Melo, foi criado o primeiro Regimento de Engenharia (RE). O decreto de 29 de novembro de 1901 criou a Companhia de Sapadores de Praça, unidade independente aquartelada no Quartel da Pontinha.
A história do RE Nº 1 e a história do Quartel da Pontinha estão interligadas. Efetivamente, a instalação no Quartel da Pontinha da Companhia de Sapadores de Praças, em 1901, justifica-se por ser um ponto central da estrada militar entre Sacavém e Caxias, com cerca de 34 km de extensão, por ter bom acesso ao centro de Lisboa, por se situar em área não muito acidentada, e pela necessidade de guardar o material e abrigar o pessoal de engenharia necessários à reparação e conservação da estrada militar e fortificações adjacentes.
A 24 de outubro de 1947 passa a designar-se RE Nº 1. A exiguidade de instalações, tanto no Campo Grande como na Pontinha, face ao efetivo a instruir, motivou que por proposta do diretor da Arma de Engenharia, em 1967, o então ministro do Exército, General Joaquim da Luz Cunha, tivesse determinado a remodelação e ampliação das instalações do Regimento de Engenharia Nº 1, com vista à sua instalação definitiva na Pontinha. Em novembro de 1971 o comando do RE 1 transfere-se do Campo Grande para o Quartel da Pontinha. Entre 1977 e 1980 passa a designar-se Regimento de Engenharia de Lisboa, para passar definitivamente à atual designação de Regimento de Engenharia Nº 1, com quartel na Pontinha.
A maior parte dos edifícios construídos segundo projeto do capitão Augusto Vieira da Silva foram demolidos nas diversas fases de construção/ampliação das instalações do atual aquartelamento. No entanto, segundo as informações disponíveis, ainda restam com a traça original as arrecadações de material e viaturas, a messe de oficiais, parte das instalações destinadas a bar e sala de sargentos, e algumas habitações para sargentos.
Foi no quartel do Regimento de Engenharia N.º 1 que na noite de 24 para 25 de abril de 1974 se instalou o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA) que coordenou as operações do movimento revolucionário no terreno e instaurou a Democracia em Portugal, pondo fim a quase meio século de ditadura. Aqui esteve detido Marcelo Caetano, conduzido pelo capitão Salgueiro Maia, tal como Silva Pais, diretor da PIDE/DGS e Ruy Patrício, ministro dos Negócios Estrangeiros.
Em 2001, a Comissão Instaladora do Município de Odivelas criou na Unidade, em colaboração com as instituições militares, o Núcleo Museológico do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, inaugurado a 25 de abril desse ano.
Paulo Martins.
DGPC, 2017

Outras Descrições

MFA

Tipo

Caracterização Arquitectónica

Autor

Sílvia Maria Brito Gomes Leite

Descrição

O edifício do Posto de Comando do MFA, instalado no Regimento de Engenharia n.º 1 da Pontinha, foi o ponto a partir do qual o Movimento das Forças Armadas dirigiu as operações do 25 de Abril. A escolha do local teve em consideração a proximidade da capital, combinada com o relativo isolamento e discrição das instalações, sem esquecer que o Regimento de Engenharia n.º 1 era uma unidade de confiança dos revolucionários. A sala de operações foi montada num pavilhão pré-fabricado, onde se instalaram rádios, telefones e transmissores, armas, munições e mapas. Aqui esteve detido Marcelo Caetano, conduzido pelo capitão Salgueiro Maia, tal como Silva Pais, director da PIDE/DGS e Ruy Patrício, ministro dos Negócios Estrangeiros. A partir deste singelo pavilhão foi o programa do MFA dado a conhecer ao país.
O edifício não possui qualquer valor arquitectónico, conservando no entanto valor histórico e memorial evidente. O Núcleo Museológico do MFA, aí instalado, reproduz as condições do espaço no dia 25 de Abril de 1974, com a Sala de Operações integralmente montada, uma sala de exposição permanente e uma sala de exposições temporárias, um auditório e uma sala de audiovisuais.
Sílvia Leite/DIDA-IGESPAR, I.P./2011

Imagens