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Moinho de Maré das Doze Pedras - detalhe

Designação

Designação

Moinho de Maré das Doze Pedras

Outras Designações / Pesquisas

Moinho das Doze Pedras / Moinho das Doze Pedras, na Quinta do Canal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Figueira da Foz / Alqueidão

Endereço / Local

Quinta do Canal
Alqueidão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 465/2017, DR, 2.ª série, n.º 125, de 30-06-2017 (ver Edital)
Edital N.º 18/2017 de 14-03-2017 da CM da Figueira da Foz
Deliberação de 9-01-2017 da CM da Figueira da Foz a determinar a classificação como MIM
Edital n.º 755/2016, DR, 2.ª série, n.º 157, de 17-08-2016 (ver Edital)
Deliberação de 23-05-2016 da CM da Figueira da Foz a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM do Moinho de Maré das Doze Pedras
Em 13-08-2015 foi dado conhecimento à CM da Figueira da Foz do despacho de arquivamento, tendo em vista a ponderação de uma classificação como de IM
Despacho de 3-07-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar o arquivamento do pedido de abertura de novo procedimento de classificação
Proposta de 24-06-2015 da DRC do Centro para arquivamento do pedido de abertura de novo procedimento de classificação, por não ter valor nacional
Proposta de 7-03-2014 da CM da Figueira da Foz para que a DRC do Centro pondere propor novo procedimento de classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Despacho de concordância de 28-03-1990 do presidente do IPPC
Parecer de 20-02-1990 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Processo iniciado em 1983 no IPPC

ZEP

Edital n.º 465/2017, DR, 2.ª série, n.º 125, de 30-06-2017 (ver Edital)
Edital N.º 18/2017 de 14-03-2017 da CM da Figueira da Foz
Deliberação de 9-01-2017 da CM da Figueira da Foz a determinar a fixação da ZEP
Edital n.º 755/2016, DR, 2.ª série, n.º 157, de 17-08-2016 (ver Edital)
Deliberação de 23-05-2016 da CM da Figueira da Foz a determinar a fixação de uma ZEPP

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Integrado no perímetro agrícola da Quinta do Canal, o Moinho das Doze Pedras localiza-se na margem direita do rio Pranto, junto ao ponto onde este curso de água desagua no Mondego.
O moinho é uma longa estrutura retangular, em aparelho de pedra, disposta longitudinalmente em relação ao rio. Apresenta duas portas de moldura retangular, uma em cada topo, encimadas por pequena janela em arco rebaixado, entaipadas. Cada uma das fachadas laterais é rasgada por uma sucessão de seis janelas, abertas a espaços regulares.
Na fachada virada ao rio, junto à margem, foram abertas doze comportas em arco apontado, que originalmente permitiam a entrada da água, através das setias, para os rodízios que faziam funcionar as pedras de moagem.
No interior observam-se, ainda, doze orifícios circulares, onde assentavam os eixos que moviam as mós. O espaço é coberto por estrutura em vigas de madeira sobreposta por telhas, sendo esta cobertura de edificação recente.
Devido ao seu estado de ruína, o Moinho das Doze Pedras conservas apenas as estruturas pétreas de entrada da água e as paredes externas, tendo desaparecido não só todo o engenho moageiro como as abóbadas que cobriam o espaço interior.
História
O Moinho das Doze Pedras foi edificado em 1778, sendo um moinho de maré de dimensões únicas na Península Ibérica, já que é considerado o único a ter funcionado com doze mós. O engenho manteve-se em funcionamento até, pelo menos, as primeiras décadas da segunda metade do século XX.
Não há dúvida do importante papel que o moinho desempenhou ao longo de quase dois séculos na vida social e económica da região, uma vez que aparece representado, através do desenho de doze pedras de moagem, no brasão da freguesia de Alqueidão, divisão administrativa à qual pertence.
Depois de desativado foi objeto de uma primeira intervenção de recuperação, patrocinada pela Câmara da Figueira da Foz. Nessa época, foi feito um primeiro estudo para a proposta de classificação do edifício, verificando-se que no seu interior existia então "um roço que permite supor da existência de um sobrado", provavelmente correspondente ao espaço de habitação do moleiro, "com iluminação natural e tecto provavelmente esconso" (Memória histórico-artística do processo de classificação, IPPC, 1985).
Atualmente, o Moinho de Maré das Doze Pedras aguarda um projeto de musealização por parte da câmara municipal, estando classificado como de interesse municipal desde 2017.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018

Imagens