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Universidade de Coimbra - Alta e Sofia - detalhe

Designação

Designação

Universidade de Coimbra - Alta e Sofia

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Coimbra / Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)

Endereço / Local

-- -
Coimbra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Aviso n.º 14917/2013, DR, 2.ª série, n.º 236, de 5-12-2013 (classificação como MN) (ver Aviso)
Inscrito na Lista do Património Mundial na 37.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO (2013), nos termos da decisão 37COM8B.38 do Comité do Património Mundial, com base nos critérios (ii), (iv) e (vi)
Anúncio n.º 175/2013, DR, 2.ª série, n.º 93, de 15-05-2013 (ver Anúncio)
Parecer de 23-04-2013 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Anúncio n.º 5286/2011, DR, 2.ª série, n.º 78, de 20-04-2011(ver Anúncio)
Despacho de abertura de 24-02-2011 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de abertura de 18-02-2011 do Gabinete do Secretário de Estado da Cultutra, por ter sido inscrito na Lista Indicativa do Património Mundial em 2004

ZEP

Aviso n.º 14917/2013, DR, 2.ª série, n.º 236, de 5-12-2013 (ZEP) (ver Aviso)
Zona tampão aprovada na 37.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO (2013)
Anúncio n.º 5286/2011, DR, 2.ª série, n.º 78, de 20-04-2011 (ver Anúncio)
Despacho de 24-02-2011 do director do IGESPAR, I.P. a determinar a fixação da ZEP provisória

Zona "non aedificandi"

-

Património Mundial

Inscrito na Lista da UNESCO

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

«(...) A Universidade de Coimbra - Alta e Sofia está situada em duas zonas do centro histórico da cidade de Coimbra, uma na encosta da urbe, a Alta, e a outra na parte baixa, a Sofia. (...) A vertente material do património imóvel construído abrange um conjunto de edifícios que estão ou já estiveram ligados à produção e transmissão do conhecimento, estabelecidos em duas áreas distintas da cidade, a Alta e a Sofia. (...) Nem todos os edifícios que reflectem os períodos históricos, atrás descritos, chegaram até à actualidade, como é o caso da primeira estrutura edificada conhecida como Estudos Velhos construída no século XIV e situada no local onde veio a ser o Colégio de São Paulo e onde presentemente se encontra a Biblioteca Geral da Universidade. Desta sede subsistem apenas alguns vestígios arqueológicos guardados no Museu Nacional Machado de Castro em Coimbra. (...) Porém, a grande maioria dos edifícios históricos ligados à Universidade de Coimbra subsistiu até hoje e a sua presença é incontornável na imagética da cidade. (...) O trajecto percorrido pela instituição testemunha a transformação operada, durante o século XVI, no Paço Real da Alcáçova cedido para aí acolher a Universidade, conjuntura que determinaria a mudança da sua designação para Paço das Escolas. A Capela de São Miguel, reconstruída anos antes da concentração das várias faculdades no local onde outrora se erguera o templo primitivo, assume-se como espaço de dimensão religiosa e espiritual da vivência universitária. A Sala do Trono converteu-se em Sala dos Capelos, espaço onde se desenvolvem as cerimónias académicas mais relevantes e solenes no decorrer do percurso universitário. Mais tarde, outras estruturas igualmente importantes como a Casa da Livraria ou Biblioteca Joanina, a Torre da Universidade e a Via Latina, confirmaram a vocação daquele complexo enquanto sede da Universidade, congregando o saber, marcando o tempo e afirmando a sua identidade. O novo paradigma escolar do período moderno é bem visível na construção de um núcleo inteiramente dedicado ao ensino e alojamento dos estudantes nas imediações do Mosteiro de Santa Cruz, apelidado por Sofia, onde se encontram vestígios do Real Colégio das Artes, bem como os colégios do Espírito Santo, de Nossa Senhora do Carmo, de Nossa Senhora da Graça, de São Pedro dos Terceiros, de São Tomás de Aquino e de São Boaventura. Consolidada a instituição, esta rede colegial continuou a crescer nos períodos seguintes. (...) Dos movimentos racionalistas emergentes no século XVIII, salienta-se a construção dos novos equipamentos e espaços laboratoriais, como o Jardim Botânico, com o seu vasto património e diversidade biológica, e a reconversão e transformação de estruturas preexistentes para albergar os Gabinetes de História Natural e de Física Experimental, o Hospital Público, o Laboratório Químico e a Imprensa da Universidade. A fase seguinte, liberal e republicana, correspondendo aos séculos XIX e inícios do XX, foi responsável pela contracção da instituição universitária, enfraquecida com o encerramento dos vários colégios, com a extinção dos privilégios de foro académico e com a supressão de determinadas práticas e rituais cerimoniais. Perdendo a Rua da Sofia as funções que adquirira desde a centúria de Quinhentos, a Universidade recolhia-se agora, única e exclusivamente, na alta citadina. Com as transformações operadas durante o Estado Novo, a partir da década de 1940, para satisfazer as necessidades de ampliar o espaço, monofuncionalizou-se a Alta, ganhando a nova designação de "Cidade Universitária". Surgiram, deste modo, os edifícios do Arquivo da Universidade, da Biblioteca Geral, da Faculdade de Letras, da Faculdade de Medicina, do Departamento de Matemática e do Departamento de Química e Física (...).»
Processo de Candidatura, Universidade de Coimbra - Gabinete de Candidatura à UNESCO, 2010

Imagens

Bibliografia

Título

Fernando Távora

Local

Vila do Conde

Data

2011

Autor(es)

COELHO, Paulo