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Solar do Souto e jardins - detalhe

Designação

Designação

Solar do Souto e jardins

Outras Designações / Pesquisas

Casa do Souto / Casa do Souto / Solar do Souto (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Celorico de Basto / Basto (São Clemente)

Endereço / Local

- -
Vilar

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 283/2013, DR, 2.ª série, n.º 91, de 13-05-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13819/2012, DR, 2.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Anúncio)
Parecer de (?)
Proposta de (?)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de abertura de 1-08-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de 29-07-1996 da DR do Porto para a abertura do processo de instrução da classificação do Solar do Souto, jardins e quinta
Proposta de 17-07-1996 da APCA, em nome da proprietária, para a classificação do Solar do Souto

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O concelho de Celorico de Basto é rico em grandes casas senhoriais barrocas dos séculos XVII e XVIII, muitas delas com obras de monta mais tardias. Não apenas o surto de construção e remodelação de solares, mas igualmente a reformulação e aumento de muitos dos seus famosos jardins, são testemunho da época de apogeu económico que então se viveu na região. A importância da agricultura em Basto fica igualmente patente nas extensas quintas agrícolas que integravam estas propriedades rurais, inseridas em paisagens verdejantes. A Quinta e Solar do Souto, em Celorico de Basto, representa um interessante exemplar da casa nobre da região. As primeiras referências conhecidas à propriedade datam do século XVII, aquando do casamento de Dona Domingas Ribeiro, única filha dos Senhores da Casa do Souto, Gonçalo Afonso Ribeiro e Dona Catarina Gonçalves.
A casa permaneceria na posse dos seus descendentes e herdeiros até ao século XX, tendo sofrido várias campanhas de obras ao longo do tempo (sendo que as mais importantes datam da 2ª metade de Oitocentos, por iniciativa do então proprietário, Alfredo de Abreu de Araújo Azevedo Bacelar). A casa principal possui planta quadrada em torno de um pátio central, ao contrário da habitual disposição seiscentista, em U. O conjunto, tanto no que respeita à planta como aos alçados, estes tendencialmente horizontais, revela alguma proximidade com a arquitectura religiosa (conventual). A fachada principal, brasonada na bandeira da janela principal e rematada por frontão de lanços, tem anexa a capela, como é habitual. Da mesma forma, e como se esperaria encontrar num solar rural, o andar térreo era destinado a serviços - adega, lagar, cavalariças, e arrecadações. As dependências do piso nobre exibem alguns elenmentos decorativos de interesse, tal como tectos de caixotões de madeira e pinturas em trompe-l'-oeil.
A capela tem torre sineira adossada, e é aberta por portal redondo, encimado pelo janelão que ilumina o coro-alto, comunicante com um dos salões principais da casa. A fachada também possui frontão de lanços, ao modo da ala principal, com pináculos no remate dos cunhais. O remate da sineira é em cúpula bolbosa. No interior, destaca-se um retábulo neoclássico e algumas imagens estofadas. O solar integra ainda uma estufa, como parte do magnífico jardim de buxo e camélias, que constitui mais um dos afamados "Jardins de Basto", e merece visita por si só.
Na década de 30 do século XX, a propriedade foi vendida ao Pe. João de Magalhães Ferreira, Visconde de S. Clemente de Basto, que restaurou a casa e a feição original dos jardins, e em 1975 a doou ao afilhado, João Maria Mourão Pulido de Almeida. Hoje em dia, e sob a administração de João Maria Pulido de Almeida, o Solar do Souto funciona como Turismo Rural, fazendo-se o alojamento dos hóspedes num pavilhão junto da casa nobre. SML

Imagens