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Igreja dos Terceiros - detalhe

Designação

Designação

Igreja dos Terceiros

Outras Designações / Pesquisas

Igreja dos Terceiros de São Francisco (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Braga / Braga (São José de São Lázaro e São João do Souto)

Endereço / Local

Largo São Francisco
Braga

Rua do Castelo
Braga

Rua dos Capelistas
Braga

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 740-I/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Anúncio n.º 14516/2011. DR, 2.ª série, n.º 196, de 12-10-2011 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Parecer de 3-11-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a classificação como MIP
Proposta de 14-05-2010 da DRC do Norte para a classificação como de IP
Despacho de abertura de 4-06-1999 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 31-05-1999 da DR do Porto
Proposta de classificação de 22-07-1997 da CM de Braga, a solicitação da Comissão Administrativa da Igreja dos Terceiros

ZEP

Portaria n.º 740-I/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Anúncio n.º 14516/2011. DR, 2.ª série, n.º 196, de 12-10-2011 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 3-11-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 14-05-2010 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

No decorrer do século XVIII, as igrejas da cidade de Braga foram objecto de profundas remodelações, ocorrendo, simultaneamente, a edificação de raiz de outros templos, num impulso construtivo de grande impacto, que veio revelar o trabalho de mestres tão significativos como Manuel Fernandes da Silva. A Igreja dos Terceiros, implantada no centro histórico da cidade, foi um dos primeiros exemplos desta dinâmica, devendo-se a sua edificação à Ordem Terceira de São Francisco, que pretendia dispor de uma sede própria (originalmente sediada na Sé de Braga, com estatutos aprovados em 1615 (reformados em 1680) e, depois, na capela do Espírito Santo, no Hospital de São Marcos) (MENDES, 1994).
Os terrenos foram adquiridos na última década do século XVII, e os documentos conhecidos fazem remontar o primeiro contrato para a obra da igreja, assinado pelo mestre Domingos Moreira, a 1 de Fevereiro de 1694. Seguiram-se vários outros documentos contratuais (OLIVEIRA, 1993, p.48), mas permanece por identificar o autor do projecto, cujos valores se encontravam, ainda, muito apegados ao maneirismo.
Esta referência aos valores arquitectónicos de Seiscentos poderá estar na origem da demolição da fachada, em 1707, substituída por uma outra, concebida por Manuel Fernandes da Silva e, muito possivelmente, mais próxima do vigor da arquitectura barroca, então emergente (principalmente ao nível do remate). Na verdade, a frontaria da igreja dos Terceiros apresenta uma estrutura muito semelhante à que observamos quer na igreja de São Víctor, quer na igreja de São Vicente, edificadas na mesma época, embora os elementos decorativos dos Terceiros sejam mais contidos. Os três templos partilham, ainda, a mesma organização de volumes, com a torre sineira no eixo da capela-mor.
A obra da frontaria foi arrematada pelo mestre pedreiro Manuel Nogueira em 1710 e em 1713, sendo esta última data apenas referente ao remate. As obras prosseguiram e, em 1715, continuava a obra do coro, concluindo-se a capela-mor e a torre, apenas, em 1723/1725, por Domingos Gonçalves Saganho e António Correia, contratados para seguir a planta, também desenhada por Manuel Fernandes da Silva (IDEM, p.48; ROCHA, 1994, p.181).
A fachada, cuja organização pode inscrever-se, ainda, numa tradição maneirista, é delimitada por pilastras, nos cunhais, que terminam em pináculos elevados. O portal, ladeado por pilastras e encimado por frontão triangular, é flanqueado por duas cartelas rectangulares. Já no segundo registo observa-se um maior dinamismo e um certo horror ao vazio, pois ao óculo central correspondem duas amplas janelas rectangulares, com frontão de volutas. O azulejo industrial, de padrão, foi aplicado no decorrer do século XX. Ao centro do entablamento, encontra-se o brasão da Ordem. O remate da frontaria é mais dinâmico, articulando pilastras (que respeitam a organização do alçado), com volutas de maiores dimensões, e outros enrolamentos. Ao centro, o nicho, também envolto por volutas, exibe a imagem de Nossa Senhora da Conceição.
No interior, a nave única, coberta por abóbada de caixotões em cantaria, articula-se com a capela-mor (com idêntica cobertura), ligeiramente mais estreita, através do arco triunfal de arco pleno, assente sobre pilastras. Os panos murários da nave são pintados em "trompe l'oeil", e dividem-se em dois registos, o primeiro aberto por arcos de volta perfeita, onde se inscrevem os retábulos de talha dourada, e o segundo por janelas decoradas por elementos de talha. A capela-mor apresenta uma organização semelhante, sendo revestida por azulejos azuis e brancos, com representações da vida de São Francisco, Santa Margaria e Santa Rosa, assinados por Nicolau de Freitas, em 1734 (SIMÕES, 1979, p.99; QUEIRÓS, 1948, p.85). Esta data baliza a campanha decorativa do interior, a que se seguiu uma outra, de linguagem já neoclássica, onde se inclui o retábulo-mor, de talha dourada e marmoreada, em 1781. (RC)

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Cerâmica Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

QUEIRÓS, José

Título

Guia de Braga turístico e histórico

Local

Braga

Data

1994

Autor(es)

MENDES, Fernando

Título

Arquitectura civil e religiosa de Braga nos séculos XVII e XVIII - os homens e as obras

Local

Braga

Data

-

Autor(es)

ROCHA, Manuel Joaquim Moreira da

Título

Estudos sobre o século XVIII em Braga: história e arte

Local

Braga

Data

1993

Autor(es)

OLIVEIRA, Eduardo Pires de