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Igreja paroquial, adro e cemitério de Meijinhos - detalhe

Designação

Designação

Igreja paroquial, adro e cemitério de Meijinhos

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Meijinhos, adro e cemitério / Igreja de Nossa Senhora da Piedade, paroquial de Meijinhos, adro e cemitério / Igreja Paroquial de Meijinhos / Igreja de Nossa Senhora da Piedade(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Lamego / Cepões, Meijinhos e Melcões

Endereço / Local

- -
Meijinhos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como CIP - Conjunto de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 574/2011, DR, 2.ª série, n.º 109, de 6-06-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 8-04-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 30-04-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 14-11-2008 da DRC do Norte para a classificação como IIP
Despacho de abertura de 21-03-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 30-12-2003 da DR do Porto para a ampliação do objecto a classificar, abrangendo o adro e o cemitério
Despacho de abertura de 31-07-1996 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 24-07-1996 da DR do Porto para a classificação da Igreja

ZEP

Portaria n.º 574/2011, DR, 2.ª série, n.º 109, de 6-06-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 8-04-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 30-04-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 14-11-2008 da DRC do Norte

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Terra antiga, Meijinhos cresceu no local onde "no século IV ou V se fixou um acampamento romano" (COSTA, 1979, pp. 93-94). Aí terá sido construído uma ermida românica, dedicada a São Brás, cujo padroado pertenceu à Coroa até aos finais do século XV, sendo então cedido ao Conde de Tarouca (CABRITA, 1994, p. 121). Mais tarde, possivelmente no século XVI, o templo mudou o seu orago para Nossa Senhora da Piedade.
A igreja, sede de paróquia, foi ampliada por uma estrutura seiscentista, de planta rectangular simples, composta pela capela-mor, que reaproveitou o espaço do templo primitivo, e pela nave, terminando num nártex.
Este nártex constitui a fachada principal, com três aberturas, uma central, e duas laterais, em arco de volta perfeita. É rematado por dupla sineira com pináculos de gosto maneirista.
No espaço interior distinguem-se vários elementos decorativos, originários de épocas distintas, como a pia baptismal, uma peça que possivelmente pertencia à primitiva ermida de São Brás, azulejos de padrão seiscentistas, ou os altares de talha barroco.
No entanto, no programa decorativo destaca-se o conjunto de pinturas murais, de temática mariana, que decoram o espaço da capela-mor, executadas ao longo da centúria de Quinhentos.
Executadas em diferentes períodos (Idem, ibidem, pp. 121-124), as composições da parede fundeira dispõem-se como se de um tríptico se tratassem, emolduradas por motivos vegetalistas. Do lado esquerdo, representa-se uma cena doméstica, surgindo no registo superior Santa Isabel e Zacarias, e no inferior, Santa Ana, a Virgem e o Menino, que apresenta uma "(...) linguagem plástica marcadamente linear." (idem, ibidem, p. 123).
Ao centro, foi pintada Nossa Senhora da Assunção, que "(...) parece não ter a mesma filiação que as restantes." (idem, ibidem, p. 123). Podemos avançar duas hipóteses para a diferença de traço e plasticidade: por um lado, pode ter sido executada na mesma época, embora por um diferente pintor da oficina contratada; por outro, pode efectivamente resultar de uma campanha mais tardia.
Do lado direito, dispõem-se duas figuras, identificadas novamente como Santa Isabel e Zacarias, integrados numa paisagem, cuja disposição "(...) oferece o contraste entre o pequeno e o grande, emprestando ao espaço um cenário de maior vitalidade." (idem, ibidem, p. 124).
Na parede do lado do Evangelho foi pintada a Anunciação, considerada a composição de "(...) maior importância no tratamento espacial da pintura, na revelação da técnica (...), na preocupação e conhecimento relativo de perspectiva.", sendo datada do primeiro terço do século XVI (idem, ibidem, p. 122). Na parede oposta apresenta-se o Encontro da Virgem com Santa Isabel, de "excepcionais qualidades plásticas" (idem, ibidem, p. 124).
Catarina Oliveira
IGESPAR,I.P. / DIDA / Agosto de 2007

Imagens

Bibliografia

Título

As pinturas murais de Meijinhos, Oceanos, nº 18, pp. 121-124

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

CABRITA, Teresa

Título

História do Bispado e Cidade de Lamego, vol. II - Idade média : paróquias e conventos (II)

Local

Lamego

Data

1979

Autor(es)

COSTA, Manuel Gonçalves da