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Capela de Nossa Senhora da Boa Morte e Cruzeiro - detalhe

Designação

Designação

Capela de Nossa Senhora da Boa Morte e Cruzeiro

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Nossa Senhora do Pópulo / Capela de Nossa Senhora da Boa Morte / Capela de Nossa Senhora do Pópulo(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Alijó / Pópulo e Ribalonga

Endereço / Local

- -
Pópulo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 163/2013, DR, 2.ª série, n.º 67, de 5-04-2013 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13525/2012, DR, 2.ª série, n.º 194, de 8-10-2012 (ver Anúncio)
Parecer favorável de 25-07-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 31-05-2012 da DRC do Norte para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Devolvido em 30-03-2006 à DR do Porto para juntar proposta de ZEP
Proposta de 22-10-2002 da DR do Porto para a classificação como MIP
Despacho de abertura de 3-02-1998 do vice-presidente do IPPAR
Proposta de abertura de 30-01-1998 da DR do Porto
Despacho de 23-12-1996 do vice-presidente do IPPAR a determinar que se inicie a instrução do processo
Proposta de classificação de 5-07-1996 do Centro de Conservação e Restauro de Tibães

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Implantada num amplo terreiro por vezes palco de festas e romarias, a capela de Nossa Senhora da Boa Morte ou do Pópulo é uma construção que se pensa remontar ao século XVII. De planta rectangular, é antecedida por galilé e tem anexa a sacristia e a casa da tulha.
A galilé, com pilastras nos cunhais, é marcada pela abertura de três arcos, em cada um dos alçados, terminando o principal em empena. Já na parede da nave, o portal de verga recta é flanqueado por pilastras estriadas, e encimado por entablamento e frontão semicircular. A depuração do exterior, onde o aparelho em cantaria apenas é animado pelas pilastras que marcam os volumes e reflectem os espaços internos, contrasta vivamente com o interior, integralmente pintado e decorado por talha dourada e polícroma.
As paredes exibem um lambril de enxaquetados, com volutas e enrolamentos a enquadrar as figurações de santos, no registo superior. O tecto, obra de 1771, exibe ao centro, envolta por arquitecturas, motivos rococó e anjos com filacteras relativas às litanias da Virgem, a representação de Nossa Senhora. O púlpito é também totalmente pintado e o arco triunfal apresenta um revestimento de talha onde se incluem os dois retábulos colaterais.
Na capela-mor, as paredes exibem pinturas com a figuração dos quatro Evangelistas, e no tecto, as pinturas dos caixotões são relativas a episódios da vida da Virgem e de Cristo. O retábulo, de talha durada proto-barroca, integra duas pinturas dedicadas à Anunciação.
A uma primeira campanha arquitectónica, datável do século XVII, sucederam-se outras campanhas decorativas, a primeira das quais responsável pelo retábulo-mor, certamente executado entre o final do século XVII e o início de Setecentos. Já a pintura mural é de época posterior, remontando à segunda metade da centúria como se percebe pelos motivos decorativos utilizados. No entanto, as diferenças de tratamento entre o tecto e as pinturas dos panos murários permitem concluir que foram executadas por artistas diferentes.
(RC)

Imagens